Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-05-29T16:36:48-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Olha só

Você vai poder ter uma conta em dólar! Mas vai demorar um tempinho ainda

Banco Central inicia, em breve, processo para conversibilidade do real, mas antes vai rever alguns entulhos normativos da década de 1930

29 de maio de 2019
15:35 - atualizado às 16:36
Roberto Campos Neto
Presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e diretores apresentam Agenda BC# - Imagem: Raphael Ribeiro/ BCB

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, alinhou a diretoria do BC em entrevista para anunciar as medidas da Agenda BC#. São dezenas de ações microeconômicas, mas um ponto centrou as atenções: a conversibilidade do real.

De cara, quando se fala em moeda totalmente conversível, se pensa que poderemos ter contas bancárias em dólar dentro do Brasil, fazer remessas e recebimentos sem tanta burocracia e taxas absurdas e acessar bons investimentos que só aparecem lá fora.

Sim, tudo isso será possível e está nos planos do BC. Mas esse será o último passo de um processo mais chato e menos interessante que vai começar pela simplificação de toda nossa legislação cambial.

Campos Neto apenas lançou as bases de um projeto de longo prazo, que ele mesmo já tinha anunciado, mas somou um elemento novo. Disse que está quase pronta uma minuta de projeto de lei para redesenhar as regras cambiais do país.

Pensando a longo prazo, o presidente disse que uma moeda conversível elimina o prêmio de risco de conversão de entrada e saída de capital estrangeiro e deixa mais barata a realização de operações de proteção cambial (hedge) de projetos de investimento.

Além disso, uma moeda conversível em um ambiente macroeconômico com juro baixo e inflação estável, poderá dar ao Real o status de moeda regional. Algo que segundo Campos Neto, já é demandando por países com os quais o Brasil tem relação comercial e financeira.

Perguntei ao presidente se ele tinha uma estimativa de prazo, e ele falou que a ideia é ter tudo isso pronto e funcionando dentro de dois a três anos.

Segundo Campos Neto, que se disse surpreso com a quantidade de perguntas sobre o tema, o objetivo imediato não é que as pessoas tenham conta em dólar, mas sim simplificar o mercado, pois essa agenda conversa com outros partes do plano econômico, como a abertura comercial do Brasil.

Primeiro passo

Segundo Campos Neto, o processo visando a conversibilidade é sequencial e começa com essa  simplificação das regras de câmbio via projeto de lei. Para o presidente, essa é uma agenda que deve ser bastante amigável ao Legislativo, pois facilita processos e não descuida das iniciativas de prevenção e combate à lavagem de dinheiro.

O diretor de Regulação, Otavio Damaso, ressaltou que a nossa regulamentação cambial é muito antiga, formulada entre os anos 1920 a 1960, quando a preocupação era ter dólares suficientes para suprir o balanço de pagamentos.

O que se quer, segundo o diretor, é ter um arcabouço legal compatível com o regime de câmbio flutuante e com “nível adequado de reservas”.

De acordo com Damaso, se busca dar segurança jurídica ao mercado, pois atualmente temos 450 artigos que tratam de câmbio em 55 instrumentos legais diferentes. A ideia é ter uma lei com princípios fundamentais.

Campos Neto foi perguntado, mais de uma vez, sobre o risco de dolarização da economia brasileira caso o real venha a ser conversível. Segundo o presidente, temos maturidade para caminhar em direção à conversibilidade. Ele também enfatizou que não tem estudo que mostre que moeda conversível gerou dolarização.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

GETT11 chega à bolsa com o pé direito, novo auxílio emergencial no horizonte e outros destaques do dia

Com as duas maiores economias do mundo frustrando as expectativas dos investidores e o futuro das contas públicas em um limbo, o Ibovespa não teve muito fôlego para escapar do vermelho e encerrou o dia em queda de 0,19%, aos 114.428 pontos. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês, que cresceu 4,9% no terceiro trimestre, veio […]

Arrumando a mala

Locaweb (LWSA3) vai deixar a B3? Empresa estuda listagem nos Estados Unidos, afirma portal

Avaliada em R$ 13,5 bilhões, a empresa estreou na B3 em fevereiro do ano passado, mas pode estar prestes a abrir capital em outro país

FECHAMENTO DO DIA

Getnet (GETT11) e Lojas Americanas (LAME4) sobem forte, mas Ibovespa derrapa e dólar avança 1%

Nos Estados Unidos, a indústria também decepcionou com uma queda de 1,3%. Sinais de desaceleração nas principais economias do mundo é ruim para países como o Brasil, que dependem da exportação de commodities.

Três vezes sem juros

CPFL Energia (CPFE3) parcela pagamento de R$ 1,7 bilhão em dividendos; primeira fatia cai na conta dos acionista ainda neste mês

O pagamento das primeiras duas prestações está marcado para os dias 22 de outubro e 16 de novembro, enquanto a terceira e última fatia cairá na conta dos acionistas até 31 de dezembro

MagaLu fora das urnas

Luiza Trajano confirma que não disputará as eleições, mas reforça que é uma ‘pessoa política’; entenda o posicionamento da empresária

A presidente do conselho de administração do MagaLu pretende assumir uma posição política apartidária ‘para defender causas que sejam boas para o Brasil’

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies