O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Observando janelas de 12 meses, fluxo cambial é negativo em US$ 28,643 bilhões em junho, algo não visto desde que abandonamos o regime de bandas cambiais
Tem alguma coisa acontecendo no mercado de câmbio brasileiro e isso tem transparecido nas recentes declarações do diretor de política Monetária do Banco Central (BC), Bruno Serra Fernandes. E parte dessa “coisa” pode ser traduzida pela leitura dos dados do fluxo cambial.
Atualizados nesta quarta-feira, os números mostram que a saída de dólares superou a entrada em US$ 8,286 bilhões em junho, sendo que esse buraco foi feito na última semana, com saída de US$ 8,628 bilhões. Não por acaso, o BC entrou para estancar a sangria, fazendo leilões de linha com compromisso de recompra.
Mas o quadro fica ainda mais intrigante se ampliarmos um pouco a janela de análise. Em 12 meses até junho, o fluxo cambial é negativo em impressionantes US$ 28,643 bilhões, saída dessa monta não era vista desde o começo de 1999, pouco depois de o país adotar o regime de câmbio flutuante.
Abrindo os dados em 12 meses, temos uma saída na conta financeira de US$ 56,821 bilhões, maior desde os 12 meses encerrados em setembro de 2016 (US$ 58,555 bilhões). Na conta comercial o ingresso é de US$ 28,178 bilhões, menor desde dezembro de 2015.
Entre os pontos mencionados pelo diretor Bruno Serra em evento no fim de junho, ponto que chama atenção foi a avaliação de que: “a evolução do mercado local de capitais abriu espaço ainda para substituição do financiamento no mercado internacional por emissões de títulos de dívida no mercado interno. Efeito não intencional disso, no entanto, tem sido o menor fluxo de moeda estrangeira para o país em 2019 quando comparado ao mesmo período de anos anteriores”. O diretor já tinha tratado disso em outra ocasião (links abaixo).
Além disso, o diretor afirmou que “temos observado sinais de escassez da liquidez em dólares no mercado local, que se acentua nas viradas de trimestres”.
Leia Também
Cumprindo com seu papel, disse o diretor, o BC “tem procurado suavizar a menor oferta de dólares no mercado ofertando leilões de linha”, que apresentam um estoque de cerca de US$ 14 bilhões.
Até aqui, a linha de raciocínio é relativamente simples, o desenvolvimento do mercado local estimula a troca de financiamento externo por doméstico. Por isso da saída de dólar.
Mas temos de somar aqui, outro vetor, que é a queda do diferencial entre juros domésticos e externos, que deixa as operações de carry trade menos atrativas, e o impacto disso no mercado de cupom cambial (juro em dólar no mercado doméstico).
O BC tem de atuar para aliviar a pressão sobre o cupom cambial e faz isso ofertando dólares no mercado à vista, dando vazão à demanda. Quem atua nisso também são os bancos, que tem acesso a linhas de dólares no mercado externo e dependendo das condições de mercado, pegam dólares lá fora para atender à demanda por aqui.
Não por acaso, os bancos fecharam o mês de junho com um estoque de posição vendida de US$ 30,867 bilhões, maior desde o recorde de US$ 35,936 bilhões, vista em setembro de 2016.
Temos de considerar dentro dessa posição dos bancos as linhas ofertadas pelo BC, que estão na casa dos US$ 14 bilhões, como vimos acima.
No entanto, algo parece estar limitando essa capacidade dos bancos em tomar linhas externas e a questão passa pelo cupom cambial e pela posição de swaps cambiais do BC, que são operações no mercado futuro que somam mais de US$ 70 bilhões, e que também têm impacto sobre o cupom.
Não por acaso, o diretor também falou que ao longo dos últimos anos, o custo para o mercado carregar esse estoque de swaps aumentou, inclusive quando comparado a outros países emergentes.
Disse, ainda, que as alterações na regulação prudencial após a crise financeira de 2008 e a perda do grau de investimento pelo Brasil, além de aumentarem o requerimento de capital para bancos financiarem este volume de posição vendida, reduziu a base de investidores internacionais para Brasil.
“Assim como já dissemos que não temos qualquer preconceito em relação a utilização de quaisquer instrumentos, quando e se as condições para tal estiverem presentes, é também nosso dever reavaliar continuamente os custos e benefícios relativos entre eles, e se for o caso, oferecer alternativas”, disse o diretor, no que foi interpretado, inicialmente, como um sinal de mudança na política de atuação cambial do BC, algo posteriormente afastado por Roberto Campos Neto.
Ainda assim, esses números nos mostram que há uma dinâmica diferente no mercado de câmbio brasileiro que ainda está se consolidando. Uma das consequências pode ser uma menor volatilidade da taxa de câmbio.
O atraso da Receita Federal bombou no Seu Dinheiro na última semana, junto com bancos grandes e pequenos
Camaçari, Rio de Janeiro e Osasco tem novos milionários da Lotofácil; Mega-Sena e Quina acumulam prêmios maiores
Jeff Bezos não gosta de apresentações e valoriza a opinião dos funcionários, mesmo os mais juniores
Ranking reúne as ações mais citadas por bancos e corretoras nas carteiras recomendadas do mês
Ouro sobre nesta sexta-feira (6), mas fecha semana no vermelho; entenda o que mexeu com o metal
O melhor símbolo de status para um milionário é uma conta bancária robusta, segundo Brian David Crane
Escalada do conflito no Oriente Médio provoca disparada histórica do petróleo, que ultrapassa os US$ 90; alta impulsiona ações da Petrobras na bolsa
A compra e o contrato de locação de 25 anos envolvem 11 imóveis destinados a atividades médico-hospitalares
Documentário lidera ranking da plataforma de streaming ao detalhar a batalha judicial entre uma secretária de confiança e uma suposta esposa
Enquanto o Banco Central recolhe as cédulas da primeira família do real, a disputa pelos itens cresce e preços que já ultrapassam R$ 5 mil
Entenda a origem do Dia da Mulher, marcada por lutas e pala reivindicação de direitos, igualdade e reconhecimento.
Nicola Dickinson, do Reino Unido, ganhou sorteio e agora é dona de uma casa avaliada em muitos milhões
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (5). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. Consequentemente, os prêmios em jogo aumentaram.
Segundo o Fundo Garantidor de Crédito, 94% do montante total a ser pago já foi distribuído, e 675 mil credores já receberam seus valores
Corretora de investimentos espera um corte de 0,5 ponto percentual mesmo após o acirramento dos conflitos no Oriente Médio, que podem impactar o petróleo em ano de eleição no Brasil
Após investir R$ 15 mil em busca de água, família encontra petróleo e se vê no meio de uma burocracia que não resolve a questão do óleo e nem da água
Mercado Livre, Shopee e Casas Bahia ocupam o pódio de inquilinos dos galpões logísticos no Brasil; quais são as perspectivas para o segmento?
Aplicativo detecta e alerta para a presença de óculos inteligentes da Meta, do Elon Musk, e da Snap através de sinais Bluetooth
Aplicativo utiliza inteligência artificial para contar calorias; em 2025, a receita anual da empresa foi de US$ 40 milhões
A Lotofácil acaba de pagar o prêmio principal pela primeira vez em março. Todas as demais loterias sorteadas na quarta-feira (4) acumularam.