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2019-01-17T18:00:25-02:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Meios de pagamento

Em negócio bilionário de fintechs, Fiserv compra First Data por US$ 22 bilhões

A união fortalece as companhias na disputa contra os novos competidores nesse mercado. First Data é dona da marca Bin de maquininhas de cartão no Brasil

17 de janeiro de 2019
16:18 - atualizado às 18:00
bin maquininha
Imagem: Divulgação

As empresas de tecnologia financeira, também conhecidas como fintechs, definitivamente entraram para o clube dos negócios bilionários. A Fiserv, que atua no processamento de operações com cartões, anunciou um acordo para adquirir a First Data, que também atua na ponta do varejo com as maquininhas de débito ou crédito. A transação foi avaliada em US$ 22 bilhões (aproximadamente R$ 83 bilhões).

A Fiserv vai usar suas próprias ações como moeda e ficará com 57,5% da empresa combinada após o negócio, enquanto os atuais acionistas da First Data - que no Brasil é dona da marca Bin - ficarão com os 42,5% restantes.

A união fortalece as companhias na disputa contra os novos competidores nesse mercado, onde ambas já estão relativamente consolidadas.

Na "corrida do ouro" do mercado de meios de pagamento, empresas como a First Data passaram a sofrer a concorrência de novatas como a Square, que usam as maquininhas de cartão como "porta de entrada" para oferecer uma série de serviços aos varejistas.

Esse negócio também está em ebulição no Brasil, com empresas como PagSeguro e Stone no encalço das líderes de mercado Cielo, controlada por Banco do Brasil e Bradesco, e a Rede (Itaú Unibanco). Ambas reforçaram o caixa com bilhões de dólares no ano passado após abrirem o capital em Nova York.

Gigante no mercado americano, a First Data ainda não conseguiu incomodar a concorrência com a maquininha Bin no Brasil. Resta saber como ficará a estratégia no país após a venda para a Fiserv.

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