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2021-01-27T16:27:44-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
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Dias melhores virão para a Cielo? Saiba o que o mercado espera para a empresa depois do lucro acima do esperado

Empresa de maquininhas de cartão registra o primeiro aumento no lucro trimestral em três anos e ações disparam na B3. Mas os analistas ainda não recomendam a compra dos papéis

27 de janeiro de 2021
16:27
Cielo maquininha
Imagem: Reprodução

A Cielo está viva. A empresa líder do mercado de meios de pagamento foi gravemente ferida pela concorrência na "guerra" das maquininhas de cartão. Mas os números do balanço quarto trimestre divulgados ontem à noite mostram que a companhia segue lutando.

As ações da Cielo (CIEL3) reagem em forte alta de 11,17% na tarde de hoje, cotadas a R$ 4,08 — a maior valorização entre as empresas do Ibovespa. Leia também nossa cobertura completa de mercados.

Os analistas se renderam aos bons resultados, que interromperam uma longa trajetória de declínio nos lucros da companhia. Mas ainda não recomendam a compra dos papéis.

A empresa controlada por Bradesco e Banco do Brasil registrou lucro de R$ 298 milhões no quarto trimestre de 2020, o que representa um crescimento de 35% em relação do mesmo período do ano anterior.

O resultado ficou bem acima das estimativas do mercado, que de todo modo não eram lá muito favoráveis. Mais importante, essa foi a primeira vez em três anos que a Cielo apresentou um crescimento no lucro, como notaram os analistas do Goldman Sachs.

O bom resultado do quarto trimestre, contudo, não foi suficiente para reverter a queda de 68,3% no lucro líquido de 2020, para R$ 490,2 milhões.

Os dados operacionais mostraram um avanço de 15% no volume de transações realizadas com cartões realizadas nas maquininhas da Cielo em relação ao terceiro trimestre. O lado negativo é que o percentual desse volume que efetivamente gera receita para a companhia voltou a cair e ficou em apenas 0,69% nos últimos três meses de 2020.

O lucro acabou superando o consenso dos analistas principalmente pelo bom trabalho da Cielo do lado de custos. As despesas da companhia recuaram 13,5% no quarto trimestre na comparação com o mesmo período de 2019.

Além dos números operacionais, o mercado também reage a qualquer novidade sobre possíveis mudanças societárias na Cielo. Entre as especulações que rondam a empresa estão uma possível venda da participação do Banco do Brasil, que poderia levar o Bradesco a fechar o capital da companhia, ou mesmo um acordo com uma concorrente, como a Stone.

Leia também:

Leia a seguir o que os analistas que cobrem a Cielo disseram sobre os resultados e a recomendação para os papéis.

BTG Pactual

  • Recomendação: Neutra
  • Preço-alvo: R$ 5,00

“Os números melhores do que o esperado no segundo semestre, a entrada em operação do acordo com o WhatsApp Pay esperada para breve, a melhora da economia e uma possível solução para o imbróglio societário devem resultar em dias melhores para a Cielo em 2021.”

Goldman Sachs

  • Recomendação: venda
  • Preço-alvo: R$ 3,00

“O resultado melhor que o esperado foi impulsionado principalmente por custos e despesas mais baixos, parcialmente compensados ​​por tendências de receita mais fracas, enquanto o crescimento de volume veio em linha com as expectativas.”

Credit Suisse

  • Recomendação: neutra
  • Preço-alvo: R$ 4,80

“Acreditamos que os resultados do quarto trimestre são um indicativo de que 2021 pode ser um ano melhor para a Cielo. A ação opera a 20 vezes o lucro de 2020 e 12 vezes o projetado para 2021, indicando um bom upside se as tendências operacionais continuarem a evoluir.”

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