🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula da Semana

A Bula da Semana: Guerra esfria

Progresso nas negociações comerciais entre EUA e China abre caminho para acordo parcial, mas incertezas ainda existem

Olivia Bulla
Olivia Bulla
14 de outubro de 2019
5:04 - atualizado às 9:38

Os mercados financeiros comemoraram a notícia, na última sexta-feira, de que Estados Unidos e China alcançaram um acordo comercial parcial, que deve ser assinado no mês que vem pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, durante a cúpula dos países da Ásia-Pacífico (Apec), no Chile. Com isso, as duas maiores economias do mundo voltaram ao modo negociador, após meses de escalada da tensão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas ainda é difícil saber se essa postura será mantida até novembro, ou mesmo durante as próximas fases de negociação - são esperadas ao menos mais duas. O próprio Trump é avesso a termos parciais e costuma adotar uma postura dura, pressionando os rivais para obter tudo o que quer, de uma só vez. Por isso, as incertezas em relação ao acordo devem durar até que a primeira etapa seja superada, daqui a três a cinco semanas.

O risco é de que, antes disso, as negociações entrem em colapso de novo, já que há precedentes de quebra de acordo. A consistência da postura lado americano é o maior teste. A própria imprensa chinesa evitou festejar o progresso nas negociações comerciais, durante a mais recente rodada, em Washington, mostrando a preocupação de Pequim com a assinatura de acordo com Trump.

Seja como for, definitivamente o resultado das negociações da semana passada é claramente melhor que o esperado. O problema é que o acordo ainda não é substancial. Por mais que os termos alcançados adiem novas tarifas contra produtos chineses a partir de amanhã, as tarifas anteriores já adotadas não foram retiradas. Da mesma forma, as empresas chinesas seguem na “lista negra” da Casa Branca.

Mais rali?

Portanto, as principais questões econômicas seguem sem solução. Ou seja, os contornos do “mini acordo” não alteram os desafios em relação à desaceleração da economia global, que causaram estragos nos EUA, China e vários outros países. Dados econômicos desta semana tendem a reforçar essa percepção, com destaque para o PIB chinês no trimestre passado e o desempenho da indústria e do varejo norte-americano em setembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, por mais que seja positivo, o acordo parcial não tende a ampliar o rali dos ativos de risco, que devem continuar respeitando o intervalo recente de negociação. Isso significa que será difícil o Ibovespa superar a máxima histórica, acima dos 105 mil pontos, e o dólar cair abaixo da faixa de R$ 4,00, que vem sendo mantida desde meados de agosto, simplesmente por conta do esfriamento da tensão comercial.

Leia Também

Para ir além, é preciso que um acordo mais amplo entre as duas maiores economias do mundo seja anunciado. Afinal, encerrar a guerra comercial significa remover todas as tarifas impostas, eliminando as perdas sofridas em toda a cadeia produtiva. Só assim, será possível os ativos globais superarem barreiras com mais consistência.

Ainda assim, as compras de produtos agrícolas a serem feitas pela China e comentários ainda não detalhados sobre a propriedade intelectual e a manipulação da moeda, que irão constar no “mini acordo”, podem consertar parte dos estragos causados nos mercados financeiros desde que a disputa comercial começou, há um ano e meio.

Mas servem apenas para acalmar os nervos dos investidores. Portanto, os dois lados ainda precisam chegar a um acordo definitivo e amplo. E, por mais que Trump tenha festejado, o acordo parcial tem um alcance muito menor do que o que ele próprio imaginou ou do que estava sendo colocado à mesa quando as negociações foram interrompidas, em maio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Guerra x BCs

Enquanto a disputa entre EUA e China durar, os investidores tendem a buscar refúgio na postura suave (“dovish”) dos bancos centrais, acreditando que os estímulos monetários serão capazes de mitigar o impacto da guerra comercial na atividade. Por isso, serviu de alívio o anúncio do Federal Reserve, de que irá comprar cerca de US$ 60 bilhões por mês em títulos norte-americanos de curto prazo (T-bill), ao menos até 2020.

O volume é três vezes maior do que as compras mensais a serem feitas pelo BC europeu (BCE). Embora tenha negado que se trate de um novo programa de afrouxamento monetário (QE, na sigla em inglês), nos moldes do que foi visto em três edições após a crise de 2008, a medida irá expandir o balanço do Fed, injetando liquidez no sistema financeiro. Além disso, irá retirar pressão sobre o mercado interbancário dos EUA.

No Brasil, os dados fracos do IPCA de setembro e a revisão do IBGE no cálculo do índice oficial de preços ao consumidor brasileiro levou o mercado financeiro a projetar inflação e juros básicos mais baixos em 2019 e em 2020, estimulando ainda mais a atividade doméstica, que tem apresentado um desempenho melhor que o esperado. Essas estimativas devem estar contempladas no relatório de mercados Focus desta semana.

Apesar de não parecer relevante, o efeito da mudança promovida pelo IBGE no cálculo do IPCA não só abre espaço para que a Selic seja menor neste ano, indo à mínima de 4,5%, como facilita que a taxa siga em um nível baixo por mais tempo, no decorrer do ano que vem. Essa visão retirou os prêmios da curva de juros futuros de forma intensa. Também merece atenção o índice de atividade econômica do BC (IBC-Br), que deve confirmar a melhora da economia brasileira no terceiro trimestre deste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao longo dos próximos dias, o calendário econômico doméstico perde força, o que desloca as atenções para a agenda no exterior, que traz como destaque dados de atividade nos EUA e na China. Também tem início a safra de balanços norte-americana, com destaque para os resultados trimestrais dos bancos JPMorgan, Citigroup e Bank of America, a partir de amanhã.

Confira a seguir os principais destaques desta semana, dia a dia:

Segunda-feira: A semana começa com um feriado nos EUA, mas a agenda no exterior traz a produção industrial na zona do euro em agosto e a inflação ao consumidor chinês em setembro. No Brasil, merecem atenção o relatório de mercado Focus (8h25) e o IBC-Br de agosto (9h). Também são esperados dados da balança comercial brasileira (15h).

Terça-feira: O calendário econômico está mais fraco hoje e traz apenas o índice Empire State de atividade na manufatura em outubro. Na temporada de balanços, saem os resultados financeiros de JP Morgan, Citigroup e Wells Fargo.

Quarta-feira: As vendas no varejo dos EUA em setembro são os destaques do dia, que traz também, no Brasil, o primeiro IGP de outubro, o IGP-10. Merece atenção ainda o Livro Bege, do Federal Reserve. Na safra norte-americana, destaque para o balanço do Bank of America.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quinta-feira: Dados do setor imobiliário norte-americano recheiam a agenda do dia, que traz como destaque a produção industrial nos EUA em setembro. No fim do dia, a China divulgado o desempenho do PIB no terceiro trimestre deste ano, juntamente com os dados de setembro sobre a produção industrial, as vendas no varejo e o investimento em ativos fixos.

Sexta-feira: A semana termina com os indicadores antecedentes nos EUA referentes ao mês passado e a segunda prévia deste mês do IGP-M. Também merece atenção o discurso do vice-presidente do Fed, Richard Clarida, sobre política monetária e perspectiva econômica nos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DESTAQUES DO IBOVESPA

O balde de água fria na Eneva (ENEV3): por que as ações despencaram 19% após decisão do governo sobre o leilão de energia

10 de fevereiro de 2026 - 12:59

Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta

ENTENDA

B3 (B3SA3) deve se esbaldar com dinheiro gringo e corte da Selic neste ano: UBS BB acredita que é hora de comprar

6 de fevereiro de 2026 - 17:05

Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa

AÇÕES EM QUEDA FORTE

Amazon (AMZO34) aposta pesado em IA. Por que investimentos de R$ 1 trilhão assusta mercado e até o BTC pagou o pato?

6 de fevereiro de 2026 - 11:58

Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas

FII DO MÊS

FII de papel ou tijolo? Em fevereiro, os dois são queridinhos dos analistas; confira os fundos imobiliários no pódio

5 de fevereiro de 2026 - 6:14

Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora

HORA DE COMPRAR?

A Prio (PRIO3) já deu o que tinha que dar? Depois de subirem 20% no ano, papéis ainda podem disparar; Itaú BBA aponta gatilhos

4 de fevereiro de 2026 - 18:42

A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas

VAI PERDER O BONDE?

“Investidor pessoa física só gosta de bolsa quando já está cara”, diz Azevedo, da Ibiuna

4 de fevereiro de 2026 - 17:31

Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa

TOUROS E URSOS #258

Ibovespa nos 200 mil pontos? Gringos compram tudo — mas cadê os investidores brasileiros

4 de fevereiro de 2026 - 14:00

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano

BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar