De volta para o futuro? Por que você deve investir na bolsa em 2019
Se a nova equipe econômica conseguir entregar reformas estruturais em meio a um ciclo positivo de crescimento e se (e esse é um grande “se”) os mercados externos ajudarem, Brasil pode virar uma Coreia sem K-Pop

Se na semana passada cumpri o protocolo e fiz uma retrospectiva, não poderia deixar a chance passar na primeira semana do ano – o que vem pela frente?
Antes de começar a fazer minhas previsões para 2019, um spoiler: elas estão fatalmente erradas.
Como ainda ninguém inventou o capacitor de fluxos e minha bola de cristal parou de funcionar desde a final do Brasileiro de 2002, eu não acredito muito nesse negócio de adivinhar o futuro.

Mas, da mesma forma que fiz um monte de planos para gastar o prêmio da Mega da Virada, acho bacana tentar pensar em como vai ser 2019 e de que forma ganhar dinheiro no ano que está começando.
O ano nasceu muito bem, obrigado – o discurso inaugural de Paulo Guedes quase me fez chorar, mas segurei as lágrimas porque, se menino veste azul e menina veste rosa, então deve ser errado menino chorar, ainda mais com uma barba deste tamanho.
Leia Também
Multimercados em crise? CEO da Bradesco Asset vê ‘seleção natural’ e diz que uma nova onda de consolidação vem aí
B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda
Se o Guedão entregar 30% de tudo o que prometeu, meus filhos um dia saberão o que é viver em um país desenvolvido – se a gente virar a Coreia do Bem sem K-Pop, até paro de apostar na Mega.
O ciclo ajuda
Além das promessas do novo ministro, atravessamos um momento especial – todas as economias se comportam em ciclos: crescimento, topo, declínio e depressão se repetem inexoravelmente porque é da natureza humana cair em euforia, investir demais, criar excesso de oferta, cortar produção, ficar muito pessimista e achar que o alçapão depois do fundo do poço é, na verdade, um poço sem fundo.
Depois dos estragos da era dilmista, as empresas cortaram custos, ajustaram a capacidade e se tornaram muito mais eficientes. A utilização da capacidade produtiva ainda é baixa (em torno de 80%) e a concorrência diminuiu – muita empresa ruim fechou as portas.
Em paralelo, temos uma massa enorme de desempregados – são quase 13 milhões de pessoas – o que reduz a pressão sobre os salários.
Essa combinação de capacidade ociosa e sobre oferta de mão de obra é muito positiva para as empresas – dá para aumentar a produção sem investir em nova capacidade e sem grande aumento de custos. Se não tem pressão de custos, não tem pressão de preços.
Isso é muito interessante do ponto de vista da inflação – vai ter crescimento (maior produção) sem aumento de preços, o que deixa o Banco Central livre para manter e, quem sabe, até baixar os juros.
Bolsa leve
Aumento da produção sem investimento em capacidade adicional significa forte geração de caixa, que é música para os ouvidos dos investidores: um ambiente com crescimento de PIB, juros baixos e forte geração de caixa é absolutamente positivo para ativos de risco – leia-se Bolsa.
Do ponto de vista técnico, os sustos recentes nos mercados externos deixaram a Bolsa “leve” – tem pouco gringo com dinheiro por aqui. Mesmo que o mercado nos EUA dê sinais de cansaço, não há motivos para grande preocupação desde que que não tenhamos uma grande crise (o que AINDA não parece ser o caso).
Se o investidor estrangeiro estiver desiludido com a Bolsa nos EUA, mas não estiver muito assustado para ousar um pouco mais, o que lhe resta é colocar dinheiro nos países emergentes – pesquisas com investidores mostram que o Brasil é o novo queridinho do mercado global!
O recente anúncio do apoio do PSL à reeleição de Rodrigo Maia é um passo importante para irmos um pouco além: se quisermos mais do que surfar esse crescimento cíclico de médio prazo, é preciso colocar a casa em ordem e garantir a solvência do país no longo prazo.
Reforma da Previdência, simplificação tributária, ampliação de concessões e a tão esperada redução do Estado passam obrigatoriamente pela Câmara e pelo Senado.
Renan Calheiros, que renunciou à presidência do Senado em 2007 para evitar a cassação de seu mandato e que foi, brevemente, afastado da presidência do Senado depois da decisão de Marco Aurélio Mello, Ministro do Supremo, agora oferece “tramitação relâmpago para reformas por apoio do governo na presidência do Senado”.
(Que país estranho esse tal de Brasil)
Hora de comprar
Se a nova equipe econômica conseguir entregar reformas estruturais em meio a um ciclo positivo de crescimento e se (e esse é um grande “se”) os mercados externos ajudarem, fica até difícil pensar o quão alegre será a Faria Lima ao longo de 2019.
O que aconteceu com Eletrobras é didático: em dois pregões, alta de 21,4%!
Eu, sinceramente, não consigo nem pensar no que o Brasil pode se transformar sem as amarras de décadas de intervencionismo, protecionismo e paternalismo.
Quanto custaram os anos de ajuda às montadoras? Qual o tamanho do atraso causado pelas regras na distribuição de combustível? Quão mais cara é a sua conta de luz por causa da famigerada MP 579?
Sério. Compre ativos de risco brasileiros – dê preferência a ativos expostos à atividade doméstica, como varejo, indústria e, por que não, setor imobiliário – juros baixos e confiança em alta são maravilhosos para o setor!
Só lembre de fazer tudo isso sabendo que eu não sei de nada, ou seja, tome cuidado.
A qualquer momento pode aparecer uma delação do Joesley, ou um laranja que venda açaí e carros usados em profusão. A criatividade do político brasileiro faz com que quase todos os tetos em Brasília sejam de vidro.
2019 tem tudo para ser ótimo, mas não acredito que será um ano simples (eles nunca são por aqui). Desconfie de quem te diz que as incertezas serão menores em 2019. É justamente quando a gente acha que não tem incerteza que tudo fica mais complicado – tem riscos que você nem sabe que está correndo e é aí que mora o perigo!
RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS
TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
31 de agosto de 2026 - 10:04TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA
BTLG11 desembolsa R$ 375 milhões por galpão logístico em São Paulo e vê espaço para elevar aluguel; confira os detalhes da operação
27 de agosto de 2026 - 10:18ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING
Moody’s elege as gestoras mais consistentes nos últimos três anos: veja quem entregou resultado sem exagerar no risco
24 de agosto de 2026 - 19:42ELEIÇÕES 2026
Lula x Flávio Bolsonaro: como a disputa presidencial e o nó fiscal vão ditar o rumo dos investimentos
24 de agosto de 2026 - 17:03RECOMENDAÇÃO NEUTRA
UBS BB passa a tesoura no preço-alvo de Santander (SANB11) e desiste da recomendação de olho em OPA; o que aconteceu?
24 de agosto de 2026 - 15:22DESTAQUES DA BOLSA
Casamento à vista? Yduqs (YDUQ3) dispara 12% após confirmar conversas com dona da Afya (AFYA) para combinação de negócios
24 de agosto de 2026 - 11:27EM MEIO A UM "VALE DE DESEMPENHO"