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Em vez de tentar acertar até que ponto a Selic vai cair, fundos estão posicionados para um cenário de juros baixos por um período mais prolongado do que o mercado espera, segundo me contou Marco Aurelio Freire, sócio-gestor da Kinea
A taxa básica de juros vai cair até os 5% no fim deste ano ou pode testar níveis ainda menores? A discussão ganhou o mercado depois da sinalização de um corte mais agressivo feito pelo Banco Central na reunião do Copom desta semana.
Mas para a gestora de fundos Kinea, controlada pelo Itaú Unibanco, o mercado de juros embute outra oportunidade. Em vez de tentar acertar em que ponto a Selic vai parar, os fundos da casa estão posicionados para um cenário de juros baixos por um período mais prolongado do que o mercado espera.
Estive no escritório da Kinea – que possui um total de R$ 65 bilhões sob gestão – na semana passada (antes da última reunião do Copom) para uma conversa com o sócio-gestor Marco Aurelio Freire. Ele é o responsável pela família de fundos multimercados, que se tornou um dos carros-chefes da casa.
O fundo Chronos, que reúne o maior patrimônio (R$ 9,4 bilhões), acumula rentabilidade de 148% do CDI desde o início, em junho de 2015, e está atualmente fechado para captação.
Mas a Kinea planeja reabrir em outubro outro fundo da família, o Atlas II. Lançado em abril do ano passado, o fundo – que possui um grau de risco maior que o Chronos – acumula ganho de 215% do CDI no acumulado até agosto.
Para se aproveitar desse cenário em que as taxas de juros projetadas pelo mercado estão mais altas do que o esperado, os fundos da Kinea estão posicionados principalmente em títulos públicos atrelados à inflação (Tesouro IPCA) de prazos médios e longos.
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Freire me disse que espera os juros em níveis baixos por mais tempo porque a retomada da esperada da economia não deve ser suficiente para pressionar a inflação nos próximos anos. “A queda da Selic será mais perene do que o mercado imagina”, afirma.
A posição dos fundos da Kinea é baseada na expectativa de que a retomada esperada da economia não será suficiente para pressionar a inflação. “O desemprego ainda está em níveis muito altos e deve levar anos para se normalizar”, diz.
As expectativas de inflação, que têm grande influência sobre as ações do Banco Central, também seguem sob controle, o que para o gestor reforça a visão de que os juros devem permanecer em níveis baixos.
A estimativa do mercado para o IPCA neste ano está em 3,44%. Para 2020 e 2021, as projeções estão em 3,80% e 3,75%, respectivamente. Ou seja, em todos os casos estão abaixo ou no centro da meta de inflação.
O gestor da Kinea também não vê a recente alta do dólar como uma ameaça ao cenário de juros baixos. Ao contrário, ele aproveitou a valorização para vender a moeda norte-americana.
Freire lembrou que a valorização da moeda norte-americana foi ainda maior durante o período de tensão pré-eleitoral, no ano passado. E nem mesmo assim houve maiores sustos com a inflação. Em 2019, a alta acumulada do dólar está na casa dos 8%, contra os 26% entre janeiro e setembro do ano passado.
O gestor tem uma teoria interessante sobre o movimento do câmbio, principalmente no mês passado, quando o real se desvalorizou mais do que as divisas de outros países emergentes.
Para ele, a moeda brasileira foi usada como hedge (proteção) por investidores, já que o país é potencialmente afetado tanto pela guerra comercial entre Estados Unidos e China como pela crise argentina. “Com a queda dos juros, ficou mais barato fazer esse hedge”, diz.
Freire avalia que o mercado de um modo geral está “excessivamente pessimista” com o cenário externo. Isso porque o presidente dos EUA, Donald Trump, terá pouco incentivo para agravar a disputa comercial no ano que vem, em que disputará a eleição. “O discurso de endurecimento com os chineses já é dele”, afirma.
O gestor da Kinea também vê como baixo o risco de recessão da economia norte-americana, até porque o Fed (BC dos EUA) tem espaço para estimular a economia, até porque a inflação lá fora também segue comportada.
Assim como boa parte das gestoras locais, a Kinea também está otimista com o desempenho da bolsa. Mas Freire faz uma ressalva importante aqui. "A bolsa é diferente do Ibovespa."
O que ele quer dizer é que, embora os fundos estejam comprados em ações, as empresas do portfólio não são aquelas representados pelo principal índice da bolsa, composto principalmente por papéis de grandes bancos e produtores de commodities.
O gestor prefere não mencionar ações específicas, mas afirma que entre os setores favoritos estão os de consumo, serviços financeiros e construção civil. Mesmo que o desempenho da economia ainda deixe a desejar, a aposta da Kinea é que o resultado dessas empresas vai avançar em um ritmo maior do que as vendas.
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