Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Multimercados

Com juro baixo, gestor de fundos da Kinea aposta em título atrelado à inflação e bolsa

Em vez de tentar acertar até que ponto a Selic vai cair, fundos estão posicionados para um cenário de juros baixos por um período mais prolongado do que o mercado espera, segundo me contou Marco Aurelio Freire, sócio-gestor da Kinea

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
25 de setembro de 2019
5:58 - atualizado às 9:40
Marco Aurelio Freire, sócio-gestor da Kinea - Imagem: Youtube / Reprodução

A taxa básica de juros vai cair até os 5% no fim deste ano ou pode testar níveis ainda menores? A discussão ganhou o mercado depois da sinalização de um corte mais agressivo feito pelo Banco Central na reunião do Copom desta semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas para a gestora de fundos Kinea, controlada pelo Itaú Unibanco, o mercado de juros embute outra oportunidade. Em vez de tentar acertar em que ponto a Selic vai parar, os fundos da casa estão posicionados para um cenário de juros baixos por um período mais prolongado do que o mercado espera.

  • Importante:Fausto Botelho, um dos maiores especialistas de análise gráfica do Brasil, está reunindo um grupo para ganhar ao lado dele. Você pode conseguir um lugar.Veja como aqui.

Estive no escritório da Kinea – que possui um total de R$ 65 bilhões sob gestão – na semana passada (antes da última reunião do Copom) para uma conversa com o sócio-gestor Marco Aurelio Freire. Ele é o responsável pela família de fundos multimercados, que se tornou um dos carros-chefes da casa.

O fundo Chronos, que reúne o maior patrimônio (R$ 9,4 bilhões), acumula rentabilidade de 148% do CDI desde o início, em junho de 2015, e está atualmente fechado para captação.

Mas a Kinea planeja reabrir em outubro outro fundo da família, o Atlas II. Lançado em abril do ano passado, o fundo – que possui um grau de risco maior que o Chronos – acumula ganho de 215% do CDI no acumulado até agosto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Títulos de médio e longo prazo na carteira

Para se aproveitar desse cenário em que as taxas de juros projetadas pelo mercado estão mais altas do que o esperado, os fundos da Kinea estão posicionados principalmente em títulos públicos atrelados à inflação (Tesouro IPCA) de prazos médios e longos.

Leia Também

Freire me disse que espera os juros em níveis baixos por mais tempo porque a retomada da esperada da economia não deve ser suficiente para pressionar a inflação nos próximos anos. “A queda da Selic será mais perene do que o mercado imagina”, afirma.

A posição dos fundos da Kinea é baseada na expectativa de que a retomada esperada da economia não será suficiente para pressionar a inflação. “O desemprego ainda está em níveis muito altos e deve levar anos para se normalizar”, diz.

As expectativas de inflação, que têm grande influência sobre as ações do Banco Central, também seguem sob controle, o que para o gestor reforça a visão de que os juros devem permanecer em níveis baixos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A estimativa do mercado para o IPCA neste ano está em 3,44%. Para 2020 e 2021, as projeções estão em 3,80% e 3,75%, respectivamente. Ou seja, em todos os casos estão abaixo ou no centro da meta de inflação.

Vendido em dólar

O gestor da Kinea também não vê a recente alta do dólar como uma ameaça ao cenário de juros baixos. Ao contrário, ele aproveitou a valorização para vender a moeda norte-americana.

Freire lembrou que a valorização da moeda norte-americana foi ainda maior durante o período de tensão pré-eleitoral, no ano passado. E nem mesmo assim houve maiores sustos com a inflação. Em 2019, a alta acumulada do dólar está na casa dos 8%, contra os 26% entre janeiro e setembro do ano passado.

O gestor tem uma teoria interessante sobre o movimento do câmbio, principalmente no mês passado, quando o real se desvalorizou mais do que as divisas de outros países emergentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, a moeda brasileira foi usada como hedge (proteção) por investidores, já que o país é potencialmente afetado tanto pela guerra comercial entre Estados Unidos e China como pela crise argentina. “Com a queda dos juros, ficou mais barato fazer esse hedge”, diz.

Freire avalia que o mercado de um modo geral está “excessivamente pessimista” com o cenário externo. Isso porque o presidente dos EUA, Donald Trump, terá pouco incentivo para agravar a disputa comercial no ano que vem, em que disputará a eleição. “O discurso de endurecimento com os chineses já é dele”, afirma.

O gestor da Kinea também vê como baixo o risco de recessão da economia norte-americana, até porque o Fed (BC dos EUA) tem espaço para estimular a economia, até porque a inflação lá fora também segue comportada.

Bolsa não é Ibovespa

Assim como boa parte das gestoras locais, a Kinea também está otimista com o desempenho da bolsa. Mas Freire faz uma ressalva importante aqui. "A bolsa é diferente do Ibovespa."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que ele quer dizer é que, embora os fundos estejam comprados em ações, as empresas do portfólio não são aquelas representados pelo principal índice da bolsa, composto principalmente por papéis de grandes bancos e produtores de commodities.

O gestor prefere não mencionar ações específicas, mas afirma que entre os setores favoritos estão os de consumo, serviços financeiros e construção civil. Mesmo que o desempenho da economia ainda deixe a desejar, a aposta da Kinea é que o resultado dessas empresas vai avançar em um ritmo maior do que as vendas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RESULTADOS TRIMESTRAIS

B3 (B3SA3) sobe na bolsa após balanço forte e Citi reforçar recomendação de compra

8 de maio de 2026 - 14:27

Companhia foi beneficiada pela volatilidade dos mercados, fluxo estrangeiro e aumento das negociações em renda variável e derivativos

ENGORDANDO A CARTEIRA

Patria Log (HGLG11) vai às compras e reforça portfólio com participação em galpões; veja os detalhes da operação

8 de maio de 2026 - 12:30

Além da aquisição, o HGLG11 receberá, sem custo adicional, uma área de 15,9 mil metros quadrados, que servirá como acesso ao empreendimento

CLIMA BAIXO ASTRAL

A Selic não caiu como Fred Trajano esperava: CEO do Magazine Luiza (MGLU3) comenta balanço fraco e aposta em virada no 2T26

8 de maio de 2026 - 11:51

Em teleconferência nesta sexta-feira (8), o CEO do Magazine Luiza comentou sobre o cenário macro, que segue pressionando a empresa e é um dos grandes fatores pelos quais ele não topa entrar na guerra dos preços online

FIM DA SECA DE IPOS

Compass precifica IPO em R$ 28 e pode levantar cerca de R$ 3,2 bilhões; quem é a gigante do gás, que pode estar presente na sua casa

8 de maio de 2026 - 9:22

A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano

VAI VOLTAR A BRILHAR

Por que este ex-economista do Fed aposta no ouro mesmo após o tombo com a guerra

8 de maio de 2026 - 7:30

Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada

BALANÇO 1T26

“Não poderíamos estar mais preparados” — presidente da Azul (AZUL3) comenta impacto da guerra; aérea quase zera o prejuízo

7 de maio de 2026 - 12:58

Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio

FIM DO JEJUM

O que esperar da estreia da Compass (PASS3), o primeiro IPO da B3 em quase 5 anos e que pode movimentar até R$ 2,9 bilhões

7 de maio de 2026 - 9:31

A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia

FII DO MÊS

Fundo imobiliário de shopping rouba a cena com dividend yield de 11% e lidera recomendações para investir em maio; confira o ranking completo

7 de maio de 2026 - 6:02

Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa

VENTOS DE FORA

O que está por trás da subida de 4% da Vale (VALE3) hoje? BTG eleva preço-alvo

6 de maio de 2026 - 16:54

Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026

MERCADOS HOJE

Entre a paz e a pólvora: Ibovespa sobe no meio de um cabo de guerra que derruba o petróleo e a Petrobras (PETR4); dólar segue sob pressão

6 de maio de 2026 - 13:33

O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia