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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Altas e baixas

Sabesp, MRV e varejistas: os destaques da bolsa nesta quinta-feira

As ações da MRV e das varejistas aparecem entre as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira, enquanto os papéis da Sabesp têm o pior desempenho do dia

Victor Aguiar
Victor Aguiar
12 de dezembro de 2019
16:38 - atualizado às 10:45
Sistema Cantareira, administrado pela Sabesp
Sistema Cantareira, administrado pela Sabesp - Imagem: Shutterstock

O Ibovespa teve uma sessão bastante positiva nesta quinta-feira (12) e renovou os recordes de fechamento, puxado pelo bom desempenho das ações da MRV e do setor de varejo. Na ponta oposta, chamou a atenção Sabesp ON (SBSP3), que operou em queda firme desde o início do dia e destoa do restante do índice.

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Os papéis da estatal paulista recuaram 3,35%, a maior queda entre todos os ativos do Ibovespa, no dia seguinte à aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei (PL) que cria as bases do novo marco regulatório do saneamento.

Entre outros pontos, a proposta facilita a privatização das estatais do setor e estabelece os índices mínimos de eficiência para a contratação de serviços via licitação, criando um arcabouço favorável às empresas de saneamento de maior porte e que já possuem ações negociadas em bolsa, como Sabesp, Sanepar e Copasa.

Os ativos dessas duas últimas, aliás, também terminaram em baixa: fora do Ibovespa, Copasa ON (CSMG3) recuou 4,99% e as units da Sanepar caíram 1,79%. Mas, se a aprovação do novo marco é positiva para o setor, por que os papéis ficaram no campo negativo?

Para Sabrina Cassiano, analista da Necton Investimentos, o fato de a discussão dos destaques do PL — isto é, as propostas de alteração no texto — ter ficado apenas para a próxima semana traz alguma apreensão aos mercados.

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"É um processo mais lento que o imaginado. A votação foi ontem, mas depois de alguns adiamentos", diz a analista. "Estamos bem em cima do prazo para aprovação na Câmara ainda neste ano, se tivermos mais adiamentos, o cronograma fica um pouco preocupante".

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Assim, com esse fator de incerteza no horizonte, o mercado optou por realizar parte dos ganhos contabilizados nos papéis, que já vinham subindo forte nos últimos dias, em meio à expectativa pela aprovação do projeto. A perspectiva para as ações do setor, contudo, segue positiva.

Cassiano diz que o novo marco tende a impulsionar as ações dessas empresas, especialmente a Sabesp, uma vez o governo de São Paulo já condicionou a privatização da empresa à aprovação do projeto.

"Sabesp, Copasa e Sanepar também poderão aumentar o escopo de atuação, já que, hoje, elas têm um nível de atendimento muito melhor que a média nacional", diz.

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MRV e construtoras

No lado positivo, MRV ON (MRVE3) teve o melhor desempenho do índice, avançando 6,16%. Há dois fatores que ajudam a explicar os ganhos no papel: a perspectiva positiva para a economia brasileira e os vetos presidenciais a alguns itens da MP/889, texto que estabelece as normas do saque-aniversário do FGTS.

Em primeiro lugar, o corte da taxa Selic ao nível de 4,5% ao ano e a perspectiva de manutenção dos juros em níveis baixos por um longo tempo é benéfico para o setor de construção por estimular o consumo e, consequentemente, aquecer o nível de atividade doméstico.

Em segundo, o presidente Jair Bolsonaro vetou as cláusulas do MP/889 que previam a diminuição gradual dos subsídios do FGTS ao programa "Minha Casa, Minha Vida" — itens que traziam preocupação ao setor de construção, especialmente as empresas que atuam no segmento de baixa renda.

Assim, as empresas com esse perfil, como a MRV, foram as mais beneficiadas no pregão de hoje — fora do Ibovespa, Tenda ON (TEND3) e Direcional ON (DIRR3) também são impulsionadas, exibindo ganhos de 5,09% e 2,07%, nesta ordem.

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Varejistas

Assim como as construtoras, as varejistas também foram beneficiadas pelo cenário de juros baixos e estímulo ao consumo. Lojas Americanas PN (LAME4) teve ganho de 6,03%, B2W ON (BTOW3) avançou 5,23% e GPA PN (PCAR4) valorizou 1,48%.

Lojas Americanas e B2W possuem um impulso extra: o Credit Suisse elevou as recomendações e preços-alvo para os dois papéis, mostrando um otimismo maior em relação à perspectiva para ambas as empresas.

Já Via Varejo ON (VVAR3), que liderava os ganhos do índice e subia cerca de 8%, virou nos minutos finais do pregão e fechou em queda de 3,10%, após a empresa confirmar uma fraude contábil com impacto bilionário no resultado do quarto trimestre.

Top 5

Veja abaixo os cinco papéis com as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira:

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  • MRV ON (MRVE3): +6,16%
  • Lojas Americanas PN (LAME4): +6,03%
  • B2W ON (BTOW3): +5,23%
  • Usiminas PNA (USIM5): +4,03%
  • CVC ON (CVCB3): +3,87%

Confira também as ações com os piores desempenhos do índice:

  • Sabesp ON (SBSP3): -3,35%
  • Via Varejo ON (VVAR3): -3,10%
  • Equatorial ON (EQTL3): -1,64%
  • Marfrig ON (MRFG3): -1,17%
  • Qualicorp ON (QUAL3): -1,08%

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