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Apesar das revisões do nosso PIB para baixo e dos temores de desaceleração global, gestoras como Alaska, Brasil Capital, Legacy e Bahia estão bullish à beça; conheça as posições dos seus fundos de ações e multimercados
O otimismo abundou em um Encontro com Gestores promovido pela corretora Guide em São Paulo na última quarta-feira (8). Entre os representantes das gestoras convidadas a palestrar, predominaram uma postura bullish em relação às bolsas americanas e brasileira, boas perspectivas em relação à reforma da Previdência e apostas no fortalecimento do Real frente ao dólar e outras moedas.
No line-up do evento, nomes de peso: Legacy, Truxt e Bahia Asset Management, no time dos multimercados; e Alaska, Brasil Capital e AZ Quest, no time das ações.
Os gestores de ações presentes de cara deixaram claro o seu otimismo com a bolsa. “Eu acho que a bolsa brasileira está barata”, disse Alexandre Silvério, CIO e gestor de renda variável da AZ Quest, que abriu sua fala se dizendo otimista com os cenários interno e externo.
“É mais sexy ser pessimista, ficar apontando problema, a gente fica parecendo inteligentinho… mas eu sou otimista”, disse Ney Miyamoto, sócio-gestor da Alaska.
O entusiasmo vem de uma combinação de fatores e dados que tornam o momento propício para os investimentos de risco, mesmo parecendo, à primeira vista, que tudo está se deteriorando.
Nas suas apresentações repletas de gráficos, os gestores trouxeram alguns dados que não dá para ignorar. Apesar de o Ibovespa estar nas máximas em termos nominais, ele ainda apresenta potencial de alta quando corrigido por vários indicadores. Em dólar, por exemplo, a máxima se deu em maio de 2008.
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“Atualizando o Ibovespa pelo IPCA, a bolsa ainda tem potencial de 40% de alta”, disse Christian Klotz, sócio da Brasil Capital.
Para ele, ainda há muito espaço para alocação em bolsa: os investidores estrangeiros estão de fora, a alocação em ações por parte dos fundos de pensão brasileiros está na mínima histórica, e o investimento em bolsa, no geral, está em um patamar próximo ao de 2002, quando a eleição de Lula causou grande estresse no mercado financeiro.
Klotz chamou atenção para o fato de que nossa última crise destruiu o lucro das empresas, a ponto de a queda do lucro por ação em dólar no Brasil ter sido de 75% entre 2012 e 2016, o mesmo percentual de queda do S&P500 quando da Crise de 29 (entre 1929 e 1933).
“O múltiplo preço-lucro (P/L) da bolsa brasileira está na média histórica de 11,5 vezes”, observou, num indicativo de que, de fato, as ações não estão caras.
Essa questão do lucro foi um ponto central das apresentações dos gestores de ações. Eles fizeram questão de frisar que as atenções dos investidores deveriam estar menos voltadas para o crescimento do PIB e suas recentes revisões para baixo do que para a lucratividade das empresas.
Ney Miyamoto, da Alaska, lembrou que a bolsa não tem tanta correlação com crescimento do PIB ou com fatores como a composição da equipe econômica do governo, mas sim com o lucro das empresas.
“O que explica as altas na bolsa é a lucratividade. Procure a empresa que dá lucro”, disparou.
Além disso, com o dólar perto de R$ 4, as companhias brasileiras estão mais competitivas no cenário internacional, e estão até “tirando mercado de chinês”, como bem lembrou Miyamoto.
“Em 2015, as empresas brasileiras atingiram as piores margens, pois os custos aumentaram, numa expectativa de retomada que não aconteceu. Elas então fizeram ajustes de custos, incluindo demissões, o que dobrou as margens”, disse Alexandre Silvério, da AZ Quest.
A crise obrigou as empresas a venderem ativos, cortarem despesas, demitirem e se desalavancarem para sobreviver. “As empresas se saíram melhor que as expectativas por eficiência e ganho de participação de mercado, e não por melhora no cenário macroeconômico”, completou.
Hoje, as companhias brasileiras estão enxutas e “leves” em um ambiente de juro baixo, prontas para terem crescimento de 20% nos lucros nos próximos três anos, segundo Silvério, que acredita que o P/L da bolsa pode chegar a 14 vezes.
Fora isso, o Brasil apresenta hoje uma combinação de fatores que beneficia os investimentos em bolsa.
Todos os gestores fizeram questão de destacar a grande capacidade ociosa das empresas, além do fato de que a nossa inflação não só está baixa e controlada, como também apresenta uma qualidade inédita.
Com o crescimento pífio que o Brasil vem experimentando, o desemprego elevado e a falta de confiança de investidores e consumidores, a capacidade ociosa das empresas está grande o suficiente para possibilitar que a economia cresça por um bom tempo sem necessidade de aumento de investimentos e custos, ou seja, sem gerar inflação.
“Temos aí uns dois anos para crescer sem gerar inflação e com juro baixo”, disse Felipe Guerra, CIO da Legacy Capital.
Além disso, os preços hoje estão controlados com uma característica diferente, pois a inflação do núcleo de serviços, que já pressionou em outros momentos de inflação reduzida, está baixa. “Algo similar aconteceu no México, que acabou tendo um período longo de juro baixo”, observou Mariana Dreux, gestora macro da Truxt Investimentos.
O PIBinho e o baixo risco de pressão inflacionária são as condições ideais para manter os juros reduzidos ainda por um bom tempo, o que justamente favorece os ativos de risco.
Como você pode ver, na visão dos gestores-palestrantes, as boas perspectivas para a bolsa vão além das questões políticas e até mesmo da reforma da Previdência - embora esta seja, sim, fundamental para a economia andar.
Mas se os mercados convulsionam com as discussões no Congresso ou a guerra comercial entre EUA e China, o que mais tem por aí é ruído, a começar pelas disputas ideológicas no âmago do Poder Executivo.
“Tem muita espuma, mas isso aí vai morrer com o tempo”, disse Marcelo Mendes, gestor macro da Bahia Asset Management.
Ou seja, esqueça olavetes, rusgas de família e pautas de costumes, porque essas coisas, no fim do dia, não afetam a economia, nem fazem preço.
No momento, aliás, o Executivo não é o grande foco, mas sim o Congresso. A reforma da Previdência sim, é assunto relevante, mas todos os palestrantes deram a coisa como dada: não tem como não passar, e se vai ser no primeiro ou no segundo semestre, não faz a menor diferença para o longo prazo.
Ainda assim, os gestores alertam que apenas a reforma da Previdência não será suficiente. Ela é fundamental para o país não quebrar e voltar a ter credibilidade, além de devolver a confiança para as empresas, todas condições fundamentais para a retomada econômica. Mas, no fim da contas, o Brasil precisa mesmo é voltar a crescer e gerar superávit primário.
Segundo Felipe Guerra, da Legacy, se o PIB continuar crescendo na casa de 1% ao ano, o país continuará deficitário. Seria preciso crescer na casa dos 2% ao ano para voltar a gerar superávit.
O potencial, no entanto, é grande. Para a Legacy, o PIB pode crescer de 2,5% a 3,0% no ano que vem depois de aprovada a reforma da Previdência.
Guerra acredita, ainda, que a aprovação da reforma da Previdência pode destravar a agenda de medidas microeconômicas para melhorar o ambiente de negócios.
O clima geral entre os gestores é de que as medidas já tomadas, com o governo saindo mais de cena como indutor econômico, já estão dando resultado positivo e continuarão sendo fundamentais para a retomada do crescimento do PIB.
O otimismo se estende para o exterior. Não que alguém negue o processo de desaceleração da economia global, mas as condições macroeconômicas lá fora continuam propícias para ativos de risco, segundo os gestores.
O crescimento nos Estados Unidos continua forte, com desemprego mínimo e renda alta, mas mesmo assim a inflação e os juros por lá permanecem baixos, o que é positivo também para bolsas de países emergentes.
“A produtividade americana está subindo, o que traz uma oportunidade de crescer por mais algum tempo sem gerar inflação”, disse Felipe Guerra, da Legacy, que está comprada em bolsa americana.
“O retorno sobre o capital das empresas americanas ainda está muito acima do custo de capital. Então nem conseguimos ver recessão nos Estados Unidos ainda”, disse Guerra.
A China também não é grande fonte de preocupação, dado que voltou a estimular a economia. O resultado da guerra comercial com os Estados Unidos é que ainda é uma incógnita, mas os gestores acreditam que a China tem todo o interesse de resolver a questão.
A Europa é que é a fonte de preocupação maior, já que a zona do euro tem dificuldade de se recuperar, e ainda tem a complicação do Brexit. Mesmo assim, o fato de juros e inflação também permanecerem baixos por lá também, no fim das contas, favorece as bolsas.
“As crises nos países europeus são mais localizadas, não devem causar contaminação”, disse Alexandre Silvério, da AZ Quest.
Além do otimismo em relação às bolsas americanas e brasileira, os gestores de multimercados apostam na valorização do real. Legacy e Bahia estão comprados na moeda brasileira, uma das suas principais posições atualmente.
“O dólar está bem forte. Na hora em que vier uma desaceleração, ele tende a cair”, diz Guerra, da Legacy.
A Legacy Capital é uma gestora de fundos multimercados nascida em 2018, cujos principais sócios são oriundos da tesouraria do Santander. Tem por volta de R$ 1,3 bilhão sob gestão.
A casa estima uma economia de R$ 700 bilhões a R$ 800 bilhões em dez anos com a aprovação da reforma da Previdência, o que seria suficiente para estabilizar a dívida pública na casa dos 80% do PIB.
Segundo o CIO Felipe Guerra, a Legacy zerou sua posição em renda fixa (títulos atrelados à inflação) e está comprada em bolsa americana. “A guerra comercial é uma oportunidade para comprar mais”, disse Guerra.
Também apostam na valorização do real contra uma cesta de moedas.
Seus dois fundos ainda são jovens, tendo sido criados em julho de 2018. Até agora, renderam mais de 200% do CDI.
A Truxt é uma gestora de fundos multimercados e ações cujos principais sócios são egressos da ARX. Tem R$ 10,5 bilhões sob gestão.
A casa espera uma economia de R$ 500 bilhões a R$ 750 bilhões em dez anos com a aprovação da reforma da Previdência, o suficiente para estabilizar a dívida em um patamar entre 80% e 75% do PIB.
A Truxt aposta em bolsas emergentes e no S&P500. No Brasil, estão comprados em títulos prefixados na parte intermediária da curva de juros e comprados em dólar contra o real. “É uma aposta no cenário estrutural, pois o Brasil precisa de juro baixo e moeda depreciada para crescer”, disse a gestora macro Mariana Dreux.
Desde o início em junho de 2017, o multimercado macro da Truxt acumula valorização de 18,23%, e o long biased teve retorno de 41,12%, contra 14% do CDI.
Gestora de multimercados, fundos de ações, renda fixa e moedas, é a antiga BBM Investimentos, nascida da tesouraria do Banco BBM. Tem cerca de R$ 20 bilhões sob gestão.
A casa acredita que a reforma da Previdência será aprovada em meados de agosto. Suas operações com títulos atrelados à inflação lhes garantem um retorno de 5% mais IPCA na renda fixa. Também investem em juros reais nos Estados Unidos.
O principal fundo da casa, o Maraú, retornou 170% do CDI desde o seu início em dezembro de 2012. Segundo Marcelo Mendes, gestor macro da Bahia AM, a maior posição do fundo, no momento, é uma aposta em real contra uma cesta de moedas.
“O Brasil pode ser um case único de crescimento. O dólar pode voltar a R$ 3,50 ou R$ 3,60 com o retorno do crescimento”, disse Mendes.
Gestora de ações focada em papéis de empresas médias reconhecidas em seus mercados, além de companhias de grande porte, com base em análise fundamentalista. Seus fundos têm pouca sobreposição com o Ibovespa, tendo uma composição complementar à do índice. Aproximadamente R$ 2,5 bilhões sob gestão.
“Buscamos não os maiores retornos, mas os mais consistentes”, definiu o sócio Christian Klotz.
A Brasil Capital gosta das ações do setor de infraestrutura, que ainda tem gargalos e espaço para mais investimentos. “Como mercado emergente, deveríamos investir de 20% a 25% do PIB em infraestrutura, mas investimos em média 18%”, disse Klotz.
As principais posições da gestora hoje são CVC, Alupar, Itaúsa, Cosan, Rumo, Petrobras, B3, Aliansce, Equatorial e Energisa. O retorno estimado do seu portfólio é de cerca de 22% ao ano, muito lastreado no crescimento dos lucros das companhias.
O principal fundo da casa é o Brasil Capital FIC Fia, que apresentou retorno médio de 27,2% ao ano desde o início, em outubro de 2008, contra 8,5% ao ano do Ibovespa e 10,2% ao ano do CDI.
Gestora com prateleira completa de fundos, fruto de uma joint venture entre a gestora global Azimut e a Quest Investimentos. Tem mais de R$ 18,2 bilhões sob gestão.
Para o CIO Alexandre Silvério, R$ 500 bilhões de economia em dez anos com a reforma da Previdência “é mais que suficiente”.
A gestora gosta de ações de companhias cíclicas domésticas, que são aquelas que mais podem se beneficiar de uma retomada no crescimento, como os setores de varejo, consumo, saúde, educação, serviços financeiros e bancos. Lojas Renner, Localiza e CVC são papéis de destaque na carteira.
Em segundo lugar, as ações cíclicas globais, que são as de empresas ligadas a commodities.
O fundo AZ Quest Top Long Biased rendeu 232,4% desde o início em outubro de 2011, contra 112% do IBrX 100. Já o AZ Quest Ações rendeu 1.084,27% desde abertura em junho de 2005, contra 267,71% do Ibovespa.
O fundo de small e mid caps da casa acumula retorno de 383,85% desde a abertura em dezembro de 2009, contra 64,76% do Índice Small Cap.
Gestora focada principalmente em ações, fruto da parceria entre Luiz Alves Paes de Barros, um dos maiores investidores individuais da bolsa brasileira, com os sócios da antiga Skipper, Henrique Bredda e Ney Miyamoto. Tem cerca de R$ 4,2 bilhões sob gestão.
As principais posições do fundo hoje são as ações de Petrobras, Vale, Magazine Luiza, Braskem, Rumo, Suzano, Ambev, Kroton, Valid, Marcopolo e Klabin.
Seu principal fundo, o Alaska Black, rendeu 352% desde 2012, contra 67% do Ibovespa e 100% do CDI.
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