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2019-07-29T13:23:55-03:00
Estadão Conteúdo
fala banco central

Resultado de swaps levou à queda do pagamento de juros em junho, diz BC

Resultado foi o melhor desde 2012, segundo chefe de departamento de estatísticas; pagamento de juros somou R$ 17,396 bilhões no mês

29 de julho de 2019
13:23
Imagem mostra moedas ao fundo e gráfico que aponta tendência de quedas de uma taxa
Imagem: Shutterstock

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, afirmou que o resultado do BC com as operações de swap em junho foi responsável pela queda do pagamento de juros pelo setor público no mês. Conforme os dados do BC, o pagamento de juros somou R$ 17,396 bilhões em junho, ante R$ 34,550 bilhões em maio e R$ 44,450 bilhões em junho de 2018.

"Tivemos uma redução significativa dos juros pagos pelo setor público em junho", comentou Rocha. "Foram os melhores juros apropriados para meses de junho desde 2012", acrescentou.

Rocha pontuou que, em maio deste ano, o BC registrou perdas de R$ 1,6 bilhão com swaps. Em junho, no entanto, houve ganhos de R$ 9,0 bilhões, o que reduz o total de juros pagos pelo setor público. Outro fator que contribuiu para isso é que em junho houve três dias úteis a menos.

O impacto dos swaps também foi sentido no acumulado do primeiro semestre deste ano: o pagamento de juros somou R$ 181,112 bilhões, menos que os R$ 202,976 bilhões do primeiro semestre de 2018. "A redução do pagamento de juros no primeiro semestre é inteiramente resultado do swap", pontuou Rocha. Segundo ele, porém, o resultado obtido na conta de juros em junho não representa uma tendência. "Foi melhor em função dos swaps", acrescentou.

Déficit nominal

Rocha pontuou que o déficit nominal registrado pelo setor público em junho, de R$ 30,102 bilhões, representa o melhor resultado para o mês desde 2014, quando houve rombo de R$ 20,8 bilhões.

O resultado nominal foi impactado em grande parte pelo pagamento de juros menor em junho, de R$ 17,396 bilhões, ante R$ 34,550 bilhões em maio.

O resultado nominal acumulado no primeiro semestre deste ano, de déficit de R$ 186,852 bilhões, também foi o melhor desde o mesmo período de 2014.

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