Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Fernando Pivetti

Fernando Pivetti

Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.

Reta final

Eletrobras, Via Varejo, JBS e mais 15 empresas divulgam balanços nesta semana. Saiba o que esperar de cada um deles

Últimos dias de resultados financeiros prometem ser tão movimentados quanto os das semanas anteriores, com dezoito empresas soltando números

Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
11 de novembro de 2019
5:57 - atualizado às 10:46
Balanços
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Quem cresceu em casa de parentes mineiros sabe: a tal da "raspa do tacho" é uma das partes de refeições que mais guardam surpresas – sejam elas positivas, como um tempero mais acentuado, sejam negativas, como um queimado no fundo da panela. É mais ou menos assim que os investidores poderão se sentir nesta semana, a última da temporada de balanços do terceiro trimestre do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os últimos pregões de resultados financeiros prometem ser tão movimentados quanto os das semanas anteriores. E motivos não faltam, já que dezoito empresas listadas no Ibovespa devem soltar balanços nos próximos dias. Entre elas estão pesos-pesados como Eletrobras, JBS e Via Varejo.

Abaixo você confere o que esperar de cada uma dessas empresas.

Frigoríficos dão a volta por cima

Quem tem tudo para entregar resultados positivos no terceiro trimestre é o setor de frigoríficos. A expectativa dos analistas é que as duas principais empresas do ramo listadas no Ibovespa (JBS e Marfrig) apresentem balanços mais fortes do que no mesmo período do ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso da JBS, o lucro líquido deve mais do que dobrar no terceiro período do ano na comparação com 2018, passando de R$ 401,2 milhões para R$ 859,6 milhões. Vale lembrar que no segundo trimestre o balanço da companhia já tinha vindo forte, com um lucro bilionário que agradou (e muito) os investidores.

Leia Também

A JBS também deve registrar aumento tanto na geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) como na receita líquida, que devem alcançar R$ 5,3 bilhões e R$ 51,8 bilhões, respectivamente.

  • Lucro líquido: R$ 859,6 milhões (↑114,2%)
  • Ebitda: R$ 5,392 bilhões (↑22,5%)
  • Receita Líquida: R$ 51,849 bilhões (↑4,9%)

Já para a Marfrig, o terceiro trimestre deve reafirmar a tendência de recuperação financeira, após um 2018 para lá de difícil. Mais uma vez, a companhia deve reverter um prejuízo registrado no terceiro trimestre do ano passado (R$ -80,4 milhões) e fechar com lucro líquido neste ano. Os analistas projetam uma cifra de R$ 257,8 milhões, de acordo com a Bloomberg.

O Ebitda da processadora de carnes deve fechar em R$ 1,363 bilhão (contra R$ 1,080 bilhão apurados um ano antes). Já a receita líquida da empresa deve subir de R$ 11,089 bilhões para R$ 12,605 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Lucro líquido: R$ 257,833 milhões (ante prejuízo de R$ 80,439 milhões)
  • Ebitda: R$ 1,363 bilhão (↑26,20%)
  • Receita Líquida: R$ 12,605 bilhões (↑13,67%)

A reviravolta financeira da Marfrig vem em um momento bastante especial, já que a empresa começou a navegar em águas misteriosas ao lançar produtos de linha vegana. O potencial é enorme, vide a mega-parceria da empresa com o Burger King para a comercialização de um hambúrguer 100% vegano. Os novos planos também incluem a exportação de carnes veganas para pelo menos quatro países.

Eletrobras revisita o lucro

No centro de um dos debates políticos mais calorosos de Brasília, a Eletrobras é outra companhia que deve reverter um prejuízo no terceiro trimestre de 2018, repetindo o desempenho observado no segundo trimestre. Para o balanço, os analistas esperam um lucro de R$ 644 milhões, contra resultado negativo de R$ 1,621 bilhão no mesmo período do ano passado.

A receita líquida também deve subir, de R$ 1,748 bilhão um ano antes para R$ 1,776 bilhão agora. Já a receita líquida da empresa deve registrar queda, alcançando R$ 6,548 bilhões.

  • Lucro líquido: R$ 644 milhões (ante prejuízo de R$ 1,621 bilhão)
  • Ebitda: R$ 1,776 bilhão (↑1,60%)
  • Receita Líquida: R$ 6,548 bilhões (↓26,72%)

A notícia de mais um lucro trimestral não poderia vir em melhor hora para quem investe nas ações da empresa. Os papéis, que ostentam uma alta de quase 70% no ano, ganharam fôlego extra na bolsa após a notícia de que o governo fará um aumento de capital na companhia, rumo à privatização. Se o lucro se confirmar, essa tendência de alta tem tudo para se acentuar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embraer: nem tudo são flores

Enquanto algumas empresas ostentam lucros invejáveis, outras param no atoleiro. Esse último caso é o da Embraer, que continua vivendo momentos difíceis no mercado. A empresa até conseguiu reverter um prejuízo no segundo trimestre e apresentar lucro atribuído aos acionistas de R$ 26,1 milhões, mas esse feito não deve se repetir no balanço referente ao período de julho a setembro. Com expectativa de forte queda na geração de caixa, a empresa deve fechar com prejuízo de R$ 116,067 milhões, 104% acima do resultado negativo do mesmo período do ano passado.

  • Prejuízo líquido: R$ 116,067 milhões (ante prejuízo de R$ 51,987 milhões)
  • Ebitda: R$ 267 milhões (↓35,19%)
  • Receita Líquida: R$ 5,524 bilhões  (↑20,59%)

Fora da contabilidade, o céu também está longe de abrir para a fabricante de aeronaves. O projeto de joint venture com a Boeing, tido como a salvação dos negócios da Embraer, segue parado no Brasil e ainda é alvo de investigações pela Justiça europeia. Para piorar, a parceira Boeing vive um de seus momentos mais delicados após graves incidentes envolvendo duas de suas aeronaves, sob risco inclusive de falência.

Via Varejo: um processo de retomada

Se pudesse definir em uma palavra o que significou o terceiro trimestre para a Via Varejo, sem dúvidas essa palavra seria "transformação". Desde que Michael Klein assumiu o controle da companhia, isso lá em junho, o negócio da dona das Casas Bahia vem vivendo uma série de mudanças. Em agosto, a empresa contratou a consultoria McKinsey para atuar diretamente em sua transformação digital, que incluiu, por exemplo, um reposicionamento de marcas.

Mas ao que tudo indica o megaprojeto de Klein ainda não foi capaz de reverter os resultados negativos que a empresa vem apresentando desde o fim do ano passado. Pelo quinto trimestre consecutivo, a Via Varejo deve apresentar prejuízo líquido, fechando o período com uma perda de R$ 11,880 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há de se notar que, apesar de seguir no vermelho, o número deve vir bem melhor do que os R$ 67,120 milhões de prejuízo no terceiro trimestre de 2018 ou até mesmo o prejuízo de R$ 154 milhões do segundo período de 2019.

Prejuízos à parte, você deve ficar atento ao desempenho do Ebitda da empresa. Ali as transformações promovidas pela nova diretoria devem surtir mais efeito, já que os analistas projetam uma geração de caixa de R$ 310,2 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 92% na comparação anual.

  • Prejuízo líquido: R$ 11,880 milhões (↓82%)
  • Ebitda: R$ 310,200 milhões (↑92%)
  • Receita Líquida: R$ 6,153 bilhões (↓3,51%)

A raspa do tacho dos balanços

Outros treze balanços devem fechar a temporada do terceiro trimestre em grande estilo. E se engana quem pensa que se tratam de negócios de menor peso. Entre os resultados previstos estão a gigante de cosméticos Natura, que está com tudo no mercado após a compra da Avon. Separei para você uma lista com as principais projeções para cada empresa, que vão te ajudar a compreender os resultados assim que eles forem divulgados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TRANSIÇÃO

Antigo conhecido do Santander: quem é Gilson Finkelsztain, que deixará a B3 para assumir o cargo de CEO no banco

20 de março de 2026 - 10:33

Entre 2017 e 2026, a B3 mais que dobrou sua receita, ampliou o número de produtos disponíveis ao investidor e abriu novas frentes de negócios

DINHEIRO NA CONTA

Proventos na veia: Lojas Renner (LREN3) e Cemig (CMIG) anunciam mais de R$ 875 milhões em JCP; veja detalhes

20 de março de 2026 - 9:30

Renner paga em abril, enquanto Cemig parcela até 2027; ambas definem corte em 24 de março e reforçam a volta dos proventos ao radar em meio à volatilidade do mercado

FALTA DE VISIBILIDADE

Como a guerra no Irã fez a Riachuelo (RIAA3) desistir de oferta de ações que ajudaria na expansão da companhia

20 de março de 2026 - 8:31

Com planos de expansão no radar, varejista pausou captação de até R$ 400 milhões diante da volatilidade global e mantém foco em execução operacional e crescimento da financeira

O BOM FILHO À CASA TORNA

Troca de guarda: Gilson Finkelsztain deixa a B3 para assumir a presidência do Santander Brasil

19 de março de 2026 - 19:55

A saída de Leão ocorre após quatro anos no posto; executivo deixa de herança um plano para o ROE do banco chegar a 20% até 2028. Saiba também quem pode comandar a B3.

ILUMINADA!

Os R$ 50 bilhões da Eneva (ENEV3): empresa flerta com valor de mercado inédito após leilão histórico

19 de março de 2026 - 16:43

Na véspera, as ações da companhia do setor elétrico subiram 15%, embaladas pelo sucesso do certame; CEO fala em oportunidades à frente

ENTRE QUEDA E OPORTUNIDADE

O ‘roxinho’ ficou barato? UBS eleva recomendação do Nubank e vê oportunidade de valorização à frente

19 de março de 2026 - 15:47

Ação do banco digital caiu em 2026, mas analistas enxergam descompasso entre preço e fundamentos — e oportunidade para o investidor

DESTAQUES DO MERCADO

PicPay supera expectativas no balanço do 4T25, mas não escapa de queda forte na Nasdaq. O que dizem os analistas?

19 de março de 2026 - 14:21

Apesar de lucro e receita acima do esperado na fintech, o mercado reage ao contexto geopolítico, com maior aversão ao risco no pregão

RECOMENDAÇÃO NEUTRA

Dívidas e inflação: o desafio está maior para frigoríficos, e BTG recomenda cuidado com ações da MBRF (MBRF3) e Minerva (BEEF3) após 4T25

19 de março de 2026 - 12:15

O BTG Pactual manteve recomendação neutra para MBRF (MBRF3) e Minerva Foods (BEEF3) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25)

DE SAÍDA

Dívidas, perdas e pressão: Nelson Tanure deixa conselho da Light (LIGT3) em meio a polêmicas e investigações

19 de março de 2026 - 11:32

Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia

DINHEIRO ESQUECIDO?

Quase R$ 800 milhões parados no FGC: milhares de investidores ainda não foram buscar dinheiro do Banco Master

19 de março de 2026 - 10:32

Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu

DIRETO PARA O BOLSO

Tim (TIMS3) pagará R$ 390 milhões em JCP aos investidores; veja quem recebe o benefício

19 de março de 2026 - 10:03

O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026

DÍVIDAS

CSN (CSNA3) confirma fase final de negociação de empréstimo, com a venda da CSN Cimentos como garantia

19 de março de 2026 - 9:22

A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas

BALANÇO

PicPay apresenta o primeiro resultado desde o IPO, com lucro 136% maior no 4T25

18 de março de 2026 - 19:51

O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024

DISPUTA NO LAST MILE

Na guerra do e-commerce, vence o mais rápido: FII fecha contrato com Mercado Livre (MELI34) para galpão logístico sob medida em São Paulo

18 de março de 2026 - 16:01

O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo

INVESTOR DAY

Rombo do FGC bate à porta de banco capixaba: Banestes terá que desembolsar R$ 120 milhões após crise no Master, diz CFO

18 de março de 2026 - 15:33

Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração

VEM MAIS UM RESFRIADO AÍ?

Hapvida (HAPV3) cai até 6% com prévia da ANS e expectativa pessimista para o balanço do 4T25; o que pesou nas ações?

18 de março de 2026 - 15:05

O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo

ADEUS AO BRASIL?

Café com pipoca: 3corações compra marcas Yoki e Kitano por R$ 800 milhões, e General Mills deixa operações no Brasil

18 de março de 2026 - 9:39

3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil

NOVOS CEOS NO PEDAÇO

Cury (CURY3): troca no comando depois de três décadas traz algum risco? BTG Pactual responde

17 de março de 2026 - 18:39

Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia

DESDOBRAMENTO DAS CRISES

Adeus, Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3): dupla com recuperações extrajudiciais é cortada do Ibovespa

17 de março de 2026 - 17:45

Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado

REPORTAGEM ESPECIAL

Oncoclínicas (ONCO3) tenta mais um resgate — agora com a Porto — enquanto perde CFO que lideraria o turnaround

17 de março de 2026 - 17:16

Potencial parceria surge após uma sequência de iniciativas que não conseguiram consolidar a recuperação da companhia, enquanto mercado se questiona: agora vai?

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar