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Um dos dados que chamam a atenção é a questão de que 40% da base de investidores da bolsa possui até R$ 10 mil
Ao som de tambores, a B3 anunciou hoje (9) que bateu no mesmo mês dois recordes. Segundo números divulgados, o número de investidores pessoa física alcançou o patamar de 1 milhão no mercado de renda variável da B3. E não foi só isso. O número de investidores no Tesouro Direto também chegou a mesma marca.
Em relação a março, o número de investidores que aplicaram dinheiro em investimentos de renda variável na bolsa aumentou em 63 mil CPFs, um número bastante significativo. Já o crescimento mês a mês desde de abril do ano passado no número de investidores foi de cerca de 3%.
Mesmo com os números positivos, a B3 afirmou que não faz mais previsões para os próximos anos. "Hoje, quem afeta mais o mercado são os bancos e as corretoras", segundo Felipe Paiva, diretor de relacionamento com clientes Brasil da B3.
O estoque da bolsa hoje é de R$ 220 bilhões e do Tesouro Direto, de R$ 57 bilhões.
Os dados apresentados fazem parte da pesquisa " Ecossistema do investidor brasileiro" e mostram uma evolução, mas apontam também que o país ainda está longe de alcançar o mercado de renda variável de países como Estados Unidos.
Segundo o estudo, menos de 30% dos investidores possuem tanto investimentos em bolsa quanto Tesouro Direto. A pesquisa leva em consideração o CPF dos investidores e na maioria dos casos, as pessoas físicas possuem conta em uma só instituição intermediária. Foram entrevistados mais de 1 mil pessoas de todas as regiões com idade entre 18 e 65 anos.
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Apesar dos números melhores, a caderneta de poupança permanece um desafio. Hoje, segundo informações da própria B3, há 117 milhões de aplicadores na caderneta.
Outro dado que chama a atenção é a questão de que 40% da base de investidores da bolsa possui até R$ 10 mil. Outros 15% tinham de R$ 10 mil a R$ 25 mil; 11% tinham de R$ 25 mil a R$ 50 mil; 10% tinham de R$ 50 mil a R$ 100 mil; 16% de R$ 100 mil a R$ 500 mil; 3% de R$ 500 mil a R$ 1 milhão; 3% de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões e 1% com mais de R$ 5 milhões.
Além disso, a questão da presença dos jovens também é relevante. De acordo com dados da B3, homens entre 25 e 35 anos vem aumentando na bolsa e já são a segunda faixa etária com maior número.
No quesito investimentos em bolsa, os mais frequentes costumam ser em ações, fundos imobiliários e ETFs.
Outro recorde está nos investidores que aplicam dinheiro em títulos públicos. E um dos dados interessantes é que o percentual de homens e mulheres com idade entre 25 e 35 anos que investem no Tesouro Direto é o maior entre as faixas etárias.
Em seguida, vem os investidores entre 35 e 45 anos. Os dados também apontam que, no tesouro direito, 652,7 mil investidores são homens e 353,8 mil são mulheres. Lá, 56% têm até R$ 10 mil; 14% até R$ 25 mil; 9% até R$ 50 mil; 8% até R$ 100 mil; 10% até R$ 500 mil; 1% até R$ 1 milhão e 1% até R$ 5 milhões.
Já a quantidade de pessoas com mais de 5 milhões no Tesouro é menor do que 1%.
Outro ponto levantado pelo estudo é a questão da poupança. O estudo identificou que os investidores brasileiros permanecem concentrando os seus recursos em poupança. Nele, 87% dos entrevistados disseram que conheciam a aplicação. Apesar disso, 53% dos entrevistados disseram que pretendem diversificar os seus investimentos para além dela.
Porém, segundo a pesquisa, o investimento de fato em outras opções de produtos mais conhecidos como previdência privada, Tesouro Direto, ações e fundos imobiliários é de 18%, 10%, 7% e 3%, respectivamente.
Os dados mostram também que a jornada do investidor tem início com a poupança, passando por previdência privada, Tesouro, renda fixa, CDBs, LCI e LCAs. Na sequência vem os fundos e por último, as ações.
E com relação a confiança sobre as instituições que atuam com investimentos, os entrevistados da pesquisa disseram que apenas 31% deles confiam nas recomendações de assessores de investimento das empresas.
Além delas, outra pessoa que foi bastante citada foi a figura do gerente de banco. Na pesquisa, apenas 33% relataram que confiam nos seus gerentes das instituições financeiras nas quais têm conta.
Assim como anunciou a B3 em evento no fim do ano passado, uma das questões que vem sendo discutidas é a criação de novos produtos voltados para a pessoa física.
Mesmo sem adiantar os novos lançamentos, a instituição adiantou que está em discussão com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que o investimento em BDRs (recibos de ações de empresas estrangeiras negociadas na bolsa americana) possa ser disponibilizado para investidores pessoa física sem restrição de valores e não apenas para investidores qualificados.
Hoje, para acessar esse tipo de investimento é preciso ter investimentos financeiros acima de R$ 1 milhão.
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