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Zhang terá que ir atrás de novas formas de crescimento, especialmente porque o setor de comércio eletrônico na China está em fase de amadurecimento
Depois de um ano se preparando para assumir o posto do excêntrico co-fundador da Alibaba, Jack Ma, a troca de gestão da holding chinesa finalmente vai terminar nesta terça-feira (10).
E quem assume o posto é o seu sucessor Daniel Zhang, que acumulará os cargos de CEO e agora de presidente-executivo da holding. Mas, segundo informações da Reuters, a tarefa não será nada fácil.
Um dos maiores desafios de Zhang será justamente ir atrás de novas formas de crescimento, especialmente porque o setor de comércio eletrônico está em fase de amadurecimento, segundo analistas.
"Se a Alibaba quiser encontrar inovações ou tendências, será muito mais difícil do que antes [...] E para Daniel Zhang isso será um desafio", comentou Liu Yiming, analista da divisão de pesquisa da publicadora chinesa, 36kr.
De acordo com as informações disponibilizadas em seu último balanço, a receita da holding chegou aos US$ 16,74 bilhões ou 114,92 bilhões RMB.
O número mostra que houve um aumento de 42% na comparação com o último ano. O valor foi melhor do que o esperado pelos analistas, principalmente diante do menor crescimento chinês.
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A gigante chinesa do e-commerce Alibaba Group também apresentou um lucro líquido de US$ 3,1 bilhões, um crescimento de 145% em relação ao mesmo período de 2018.
Os usuários ativos também tiveram uma expansão de 5%, ante o mesmo período de 2018. No total, o número de usuários terminou o mês de junho deste ano com 755 milhões.
Apesar de os resultados financeiros terem vindo mais fortes do que o esperado, a principal dúvida dos analistas ainda paira sobre a prosperidade que a empresa pode ter no longo prazo.
"O maior desafio que a Alibaba enfrenta é ganhar mais usuários", destacou a analista Vicky Wu da ICBC International, em entrevista ao site Nikkei Asian Review.
Ela ainda disse que, enquanto plataformas como a JD.com e a Pinduoduo, da gigante Tencent Holdings, podem pegar uma carona no aplicativo WeChat para ganhar usuários, a Alibaba não possui nada disso.
Mas a companhia mostrou que não quer ficar para trás e que está de olho em diversificar sua receita. Na última semana, a holding anunciou investimentos de US$ 2 bilhões na plataforma Kaola, que pertence à empresa chinesa NetEase.
A companhia é considerada um dos maiores sites de comércio eletrônico chinês focado na venda de produtos importados no país, ao lado da Alibaba.
E não é só isso. A varejista chinesa disse ainda que vai fazer investimentos de US$ 700 milhões em um serviço de música sob demanda (streaming) da NetEase.
Ainda que os desafios sejam grandes, Ma mostrou, em evento no ano passado, que confia e muito no trabalho do herdeiro.
"Ele têm as habilidades de lógica e pensamento crítico de um supercomputador, um compromisso com sua visão e coragem de assumir modelos de negócios e indústrias inovadoras do futuro”, disse o co-fundador da companhia.
O jovem entrou no grupo em 2007 e foi fundamental para desenvolver o Taobao Mall, que se tornou um dos negócios mais importantes do grupo Alibaba.
Zhang estudou na Universidade de Finanças e Economia de Xangai. Antes de começar a carreira na Alibaba, ele foi diretor financeiro da chinesa Shanda Interactive Entertainment e gerente sênior da divisão de consultoria de auditoria e negócios da PwC em Shanghai.
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