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Notícias referentes à China animaram os papéis de empresas que exportam para o país, como JBS, BRF, Marfrig, Vale e CSN. Por outro lado, as ações dos bancos e da Petrobras caíram
Ações do setor de frigoríficos — como JBS, BRF e Marfrig —, além da Vale e das siderúrgicas CSN e Gerdau, apareceram entre os destaques positivos do Ibovespa nesta segunda-feira (25), sustentadas pelo noticiário referente à China, importante consumidor dos produtos dessas empresas.
Os papéis ON da JBS (JBSS3) dispararam 9,61% e tiveram o melhor desempenho do índice — BRF ON (BRFS3) e Marfrig ON (MRFG3) vieram logo atrás, avançando 5,93% e 5,33%, respectivamente. O Ibovespa recuou 0,25%, aos 108.423,93 pontos.
O mercado reagiu aos dados de importação de carne pela China, em meio ao surto de febre suína que atinge o país. As compras de carne de porco totalizaram 177,4 mil toneladas em outubro, mais que o dobro da quantia importada no mesmo mês de 2018.
A demanda chinesa por carne bovina também aumentou: foi de 92,4 mil toneladas em outubro de 2018 para 150,8 mil toneladas em igual período de 2019, uma elevação de 63,2%. As importações de carnes de cabra, ovelha e frango também aumentaram.
Como é sabido, o aumento nas compras de carne pela China, de modo a mitigar os impactos do surto de febre suína, interessa especialmente aos frigoríficos brasileiros, que têm exportado cada vez mais ao mercado chinês. Desde o início do ano, por exemplo, as ações da JBS acumulam ganhos de mais de 120%, baseadas nessa premissa.
Quem também teve uma sessão positiva foi o setor de mineração e siderurgia, com Vale ON (VALE3) em alta de 1,66%, CSN ON (CSNA3) subindo 2,07%, Gerdau PN (GGBR4) avançando 0,66% e Usiminas PNA (USIM5) com ganho de 2,19%.
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Há três fatores que atuaram em conjunto para impulsionar esses papéis. Em primeiro lugar, há a a perspectiva de fechamento de algum tipo de acerto comercial entre EUA e China — seja através de um acordo preliminar ou por meio do adiamento de novas tarifas de importação — eleva a esperança de fortalecimento da economia chinesa.
Qualquer notícia que traga implicações quanto ao ritmo da atividade na China é importante para as mineradoras e siderúrgicas porque o gigante asiático é o principal consumidor mundial de minério de ferro e aço. Assim, uma economia chinesa forte é sinônimo de aumento na demanda por esses produtos.
Além disso, as próprias cotações do minério de ferro têm subido de maneira relativamente constante. Hoje, a commodity fechou em alta de 3,22% no porto chinês de Qingdao, a US$ 90,92 a tonelada.
Por fim, após a Gerdau anunciar aumentos nos preços do aço longo em janeiro, o mercado agora espera que a CSN e a Usiminas sigam o mesmo caminho — e essa expectativa deu forças aos papéis das duas empresas.
Se os papéis mencionados acima tiveram um desempenho tão bom, por que o Ibovespa ficou no campo negativo nesta segunda-feira? A resposta está nas demais blue chips — as ações de grande liquidez e peso relativo na composição do índice — que fecharam em queda.
É o caso do setor bancário, com Itaú Unibanco PN (ITUB4) em baixa de 1,43%, Bradesco PN (BBDC4), com perda de 0,50%, Banco do Brasil ON (BBAS3), em queda de 0,32%, das units do Santander Brasil (SANB11), recuando 1,17%, e das units do BTG Pactual (BPAC11), com desvalorização de 2,02%.
Os ativos da Petrobras também caíram, tanto os PNs (PETR4) quanto os ONs (PETR3), com desvalorizações de 0,83% e 0,62%, respectivamente, cedendo a um movimento de realização de lucros após os ganhos registrados na semana passada.
Veja quais foram os cinco ativos de melhor desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira:
No lado oposto, saiba quais foram as cinco maiores baixas do índice:
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