Quer investir em ações? Antes de entrar na bolsa, é preciso traçar uma boa estratégia
Se você foi atraído pelo mercado de ações, é uma boa ideia adotar uma estratégia para atingir seus objetivos. Nesse texto, apresentamos algumas táticas para quem quer ter sucesso na bolsa

Depois de muito tempo hesitando e fazendo contas, você finalmente tomou coragem: vai explorar o mundo da bolsa e das ações. Separou uma quantia para investir, abriu uma conta numa corretora e leu a respeito da queda da taxa Selic — e sobre como o mercado acionário está mais atrativo. Tudo certo para começar.
Tá, mas e agora? O que fazer? Quais ações comprar?
Entrar no universo das ações se assemelha a uma viagem para um país desconhecido: fazer as malas e encarar essa terra estrangeira sem nenhuma estratégia, acreditando que apenas o senso de aventura irá te trazer boas experiências, pode resultar em muita dor de cabeça.
[captacao]
Assim, é sempre uma boa ideia se preparar com antecedência. Um primeiro passo é a definição do seu perfil de viajante-investidor: você é um marinheiro de primeira viagem, que prefere navegar por águas calmas antes de encarar o mar aberto, ou um marujo corajoso, que não tem medo de tempestades, apesar da pouca experiência?
Seja lá qual for o seu objetivo ao embarcar nesta jornada, convém ter um bom mapa em mãos. Assim, diminuem as chances de você ir parar num lugar indesejado e guardar memórias ruins da sua imersão no mundo das ações. Além disso, caso você se perca ao longo da viagem, ficará bem mais fácil para voltar ao roteiro.
Leia Também
Dito tudo isso, você deve estar se perguntando: qual a melhor estratégia para entrar no mercado de ações? Bom, há muitas táticas, planos e métodos, com diversos graus de dificuldade — seria impossível detalhar todos num único texto. Mas, pensando em você, investidor pessoa física, eu separei algumas opções que podem te ajudar a dar os primeiros passos mundo afora.
Monte meu roteiro
Ao se preparar para uma viagem, uma estratégia interessante é ouvir a voz da experiência. Quem já fez o mesmo percurso saberá dar aquela dica que não aparece em nenhum guia, avisará sobre alguma furada que você achava imperdível e te alertará quanto aos perrengues que nem tinham passado pela sua cabeça.
No mercado de ações, também é possível contar com esse tipo de ajuda: muitas instituições financeiras e casas de análise divulgam periodicamente uma carteira com ações recomendadas, explicando toda a tese de investimento por trás dos ativos. Assim, se você não souber nem por onde começar, uma opção é replicar um desses portfólios.
Algumas dessas casas, inclusive, montam mais de uma carteira recomendada, de acordo com o perfil do investidor: há opções mais defensivas e outras mais agressivas; há portfólios focados no pagamento de dividendos e outros restritos às ações de small caps. As alternativas são inúmeras e bastante diversas.
"Uma carteira recomendada sempre tem um analista por trás, que monitora o portfólio e sugere alterações ao longo do tempo", diz Bruno Madruga, sócio da Monte Bravo Investimentos. "O investidor pode analisar os resultados passados das carteiras das instituições e escolher qual se adéqua melhor ao seu próprio perfil".
Percurso tranquilo
Outra estratégia para quem quer minimizar o estresse na jornada do mercado de ações é o investimento com foco no recebimento de dividendos. Esse plano não tem como objetivo obter grandes lucros com a compra e venda de ativos, mas sim coletar os proventos distribuídos pelas companhias.
Em linhas gerais, essa estratégia tem como foco as ações de empresas maduras e que são líderes em seus setores de atuação. Essa condição provoca dois efeitos: por um lado, seus papéis não apresentam grande potencial de valorização, mas, por outro, essas companhias geram caixa — e distribuem esses recursos aos acionistas.
"Muitas empresas pagam proventos periodicamente e, com a queda na taxa de juros, muitas distribuem quase 100% do CDI em dividendos", diz Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de renda variável do BTG Pactual Digital. "É uma modalidade de investimento mais a longo prazo, para pessoas com mais paciência".
Alguns segmentos da bolsa são conhecidos por serem bons pagadores de dividendo. O caso mais famoso é o setor elétrico, especialmente o de distribuição de energia: tais companhias atuam num ramo bastante regulado e costumam ter uma alta previsibilidade na geração de receita.
E, sem ter como crescer muito ao longo do tempo, muitas distribuidoras recorrem ao pagamento de dividendos para manter suas ações atraentes. "Cada empresa tem seu plano de pagamento de proventos. Se a sua estratégia for receber dividendos, é bom ficar atento a quais distribuem mais", diz Madruga.
Passeio com emoção
Mas se você não quer saber de ficar só repetindo roteiros já prontos ou restringir sua experiência aos pontos mais calmos, há uma estratégia que permite uma viagem mais emocionante: o investimento em empresas com potencial interessante de valorização nas ações.
Ao contrário das grandes pagadoras de dividendos, essas companhias costumam estar em fase de crescimento. Assim, toda o caixa gerado é usado para a expansão de suas atividades, em vez de ser distribuído aos acionistas. E, se tudo der certo e a empresa de fato crescer, suas ações consequentemente passarão a valer mais.
"São companhias que estão sempre passando por mudanças e que têm potencial de conquistar mais mercado", explica Zanlorenzi, do BTG Pactual Digital. No entanto, é importante ressaltar que o investimento em tais empresas também envolvem mais riscos, já que esse processo de crescimento pode enfrentar inúmeros obstáculos.
Fatores externos, má administração, má execução do plano estratégico, problemas inerentes ao setor... são diversos os fatores que podem inibir a expansão de uma empresa nesse perfil. "Há uma conta de risco e retorno a ser feita", destaca Zanlorenzi. "E, na bolsa, quanto maior o risco, maior o retorno".
O investimento em small caps se enquadra nessa categoria: empresas de menor porte possuem, em teoria, um maior potencial de crescimento ao longo do tempo — afinal, é mais fácil para uma companhia pequena dobrar de valor do que para uma gigante, como a Petrobras.
No entanto, é sempre importante ter em mente que esse processo de crescimento não é linear: as small caps e outras empresas com esse perfil de crescimento podem enfrentar dificuldades ao longo do tempo — e suas ações, assim, estão sujeitas a maiores oscilações.
Roteiro livre
Mas se você já tiver algum conhecimento e experiência no mercado de ações, há uma estratégia mais agressiva: o chamado daytrade, isto é, a compra e venda de papéis no mesmo dia. Esta é uma abordagem arrojada e que usa mecanismos mais sofisticados, especialmente de análise técnica.
Esse tipo de investimento consiste na busca por operações de curto prazo, que tragam alta rentabilidade num espaço de tempo reduzido. Para tal, é preciso ter um conhecimento maior do mercado, estar bastante por dentro do noticiário e ter alguma familiaridade com ferramentas gráficas.
Em resumo: é preciso passar mais tempo em frente à tela, de modo a tomar decisões imediatas para o investimento. Partir para essa estratégia implica em estar sujeito aos solavancos da bolsa no dia a dia, mas também pode resultar em ganhos expressivos e relativamente rápidos.
Vai fechar um pacote?
Como eu disse lá em cima, há uma infinidade de estratégias possíveis para quem quer começar a investir na bolsa e no mercado de ações. E, novamente, eu volto a insistir na questão do seu perfil como viajante-investidor: você é conservador ou arrojado? Você tolera a exposição ao risco em troca de possíveis retornos mais altos, ou prefere opções mais seguras, mesmo que tenham uma rentabilidade menor?
"É fundamental saber bem quais são as expectativas de cada um para o futuro. Na parte da estratégia, isso faz toda a diferença", diz Madruga, da Monte Bravo. "Muitas vezes, alguém que se diz investidor é, na verdade um trader, e não há problema nenhum nisso. É apenas uma questão de definir um perfil".
O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO
TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo
6 de outubro de 2026 - 18:01ONDE INVESTIR APÓS O RALI
Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores
6 de outubro de 2026 - 13:08TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS
Ibovespa dispara 7,7% e supera 206 mil pontos na máxima histórica após vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula
5 de outubro de 2026 - 10:39NOVO RECORDE
Petrobras (PETR4) supera R$ 700 bilhões em valor de mercado, o maior da história. O que impulsionou a ação?
3 de outubro de 2026 - 15:15BOM HUMOR NA BOLSA
Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos
3 de outubro de 2026 - 11:45MAIS OTIMISMO COM O PAPEL