Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Sem superpoderes

Apesar do sucesso dos Vingadores, a Disney viu seu lucro cair no trimestre

A divisão cinematográfica da Disney teve um resultado forte, mas os demais setores não foram tão bem — o que, somado ao aumento nos custos, impactou os números da companhia

Victor Aguiar
Victor Aguiar
6 de agosto de 2019
20:03 - atualizado às 11:00
Arte do Filme "Vingadores: Ultimato"
Arte do Filme "Vingadores: Ultimato" - Imagem: Divulgação

Em 2019, a Disney tem reinado soberana nas bilheterias de cinema. Da conclusão da saga dos Vingadores à refilmagem de O Rei Leão, de Toy Story 4 ao mais novo episódio da franquia do Homem-Aranha — a casa do Mickey está passando como um rolo compressor sobre os outros estúdios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E toda essa dominância gerava uma enorme expectativa em relação ao balanço trimestral da companhia. O mercado, afinal, estava curioso para saber se esse sucesso estrondoso ira se traduzir em resultados fortes — Vingadores: Ultimato, afinal, quebrou o recorde de Avatar e já arrecadou quase US$ 2,8 bilhões em bilheteria no mundo.

E, de fato, a divisao cinematográfica da Disney teve um bom desempenho no trimestre. No entanto, a linha de despesas da empresa teve uma alta ainda mais expressiva — nesse pacote, estão inclusos os custos com a incorporação da 21st Century Fox. E, nesse cenário, nem mesmo os super-heróis mais populares do mundo foram capazes de ajudar a Disney.

Indo direto ao clímax: a receita líquida da Disney somou US$ 20,2 bilhões no trimestre encerrado em junho, uma alta de 33% na base anual. No entanto, os custos e despesas totais da companhia no período cresceram num ritmo superior na mesma base de comparação, de 54,6%, para US$ 17,5 bilhões.

Com isso, o conglomerado encerrou o trimestre com lucro líquido de US$ 1,76 bilhão, uma queda de 39,6% em relação ao mesmo intervalo de 2018. O lucro por ação (EPS) ficou em US$ 0,97 — bem abaixo do US$ 1,95 registrado há um ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por mais que o mercado já esperasse uma retração no lucro líquido em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o recuo reportado pela Disney foi mais intenso do que o previsto — os números ficaram abaixo da média das estimativas compiladas pela Bloomberg. Até mesmo a receita decepcionou: os analistas apontavam para uma cifra de US$ 21,4 bilhões.

Leia Também

Em meio a esses resultados, as ações da Disney (DIS) operavam em queda no after market de Nova York — uma espécie de prorrogação do pregão regular. Por volta de 20h00 (horário de Brasília), os papéis da companhia recuavam 3,26%, a US$ 137,25.

Muito além dos filmes

A aposta no bom desempenho da divisão cinematográfica se mostrou certeira: esse braço da Disney gerou US$ 3,84 bilhões em receita, um crescimento de 33% em um ano. Quatro filmes impulsionaram os resultados no trimestre: Capitã Marvel, Toy Story 4, Aladdin e Vingadores: Ultimato.

Vale lembrar que os estúdios Disney são um conglomerado que engloba diversas outras empresas, com destaque para a Marvel, a Pixar, a LucasFilm e, agora, a 21st Century Fox — quatro colossos que possuem franquias e marcas expressivas sob seus chapéus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas se o desempenho cinematográfico da Disney foi, de fato, tão bom, porque os resultados trimestrais não corresponderam às expectativas? Parte da resposta está nos demais setores da empresa, que não foram tão bem quanto o imaginado.

A maior parte da receita da Disney foi gerada pela divisão de mídia, que inclui os canais e redes de TV a cabo — como a ESPN — e os serviços de transmissão de conteúdo — como as séries produzidas pela ABC. Ao todo, essa divisão respondeu por US$ 6,7 bilhões de receita, uma alta de 21% em um ano.

Apesar da expansão, o desempenho ainda ficou aquém do esperado, especialmente na área de transmissão de conteúdo. Entre outros pontos, a Disney cita a queda na popularidade das séries How to Get Away With Murder e Designated Survivor, além de registrar uma menor receita com propaganda.

A maior decepção, contudo, ficou com a divisão de parques e produtos, que gerou US$ 6,6 bilhões em receita — um crescimento de apenas 7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Por um lado, a Disneyland Paris teve um bom resultado no período, mas, por outro, os parques nos EUA foram menos visitados que o esperado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Arrasa quarteirão

Além do desempenho mais fraco que o esperado no lado da receita, também houve o crescimento na linha de custos. A Disney fez uma série de aquisições nos últimos meses e possui um plano audacioso para o futuro — e essas duas frentes implicam em maiores volumes de investimento.

Do ponto de vista das aquisições, a compra da 21st Century Fox foi concluída no fim de março, pelo valor de US$ 71,3 bilhões — os acionistas da Fox puderam escolher entre receber US$ 51,57 em dinheiro por ação ou trocar cada papel pelo equivalente a 0,45 ativo da Disney.

Sob o aspecto dos investimentos futuros, a Disney gastou volumosas quantias no segmento de parques ao construir uma nova área temática dedicada à franquia Star Wars. Além disso, há a expectativa em relação ao lançamento do Disney+, o tão falado serviço de streaming próprio da empresa que será lançado em novembro — a meta é desbancar a Netflix do topo desse mercado.

Assim, esses dois vetores atuaram em conjunto para elevar fortemente os custos no trimestre — e numa magnitude superior à prevista pelos analistas. E, enquanto os ganhos de sinergia com a Fox, o aumento no número de visitantes aos parques com a área de Star Wars e a receita da Disney+ não chegam, cabe à empresa arcar com esses resultados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, os sucessos de bilheteria são importantes, mas um conglomerado do tamanho da Disney tem muitos outros braços para administrar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HASTA LA VISTA, BABY

Nova carteira: 4 ações devem dar adeus ao Ibovespa em maio, segundo Itaú BBA, e IRB(Re) (IRBR3) é uma delas

25 de março de 2026 - 15:10

Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo

PARA IR ÀS COMPRAS

Renda passiva: Allos (ALOS3) anuncia pagamento de R$ 438 milhões em JCP e dividendos; veja datas e valores por ação

25 de março de 2026 - 11:02

Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito

SINAL VERDE PARA INVESTIR

Itaúsa (ITSA4): ‘presente’ de R$ 8,7 bilhões e outros dois gatilhos podem impulsionar a ação, diz Bradesco BBI; o que está em jogo?

23 de março de 2026 - 19:57

Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026

ENTENDA O MOVIMENTO

Maior alta do Ibovespa: por que as ações da MBRF (MBRF3) dispararam hoje e o que Trump tem a ver com isso

23 de março de 2026 - 17:44

Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa

VEJA DETALHES DO NEGÓCIO

Parceria bilionária entre Cyrela (CYRE3) e Helbor (HBOR3) anima mercado e agrada BTG, mas há um ‘porém’; veja qual e o que fazer com as ações

23 de março de 2026 - 14:36

Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado

5° MELHOR DIA DESDE 2021

Trégua na guerra dá fôlego ao Ibovespa, que salta mais de 3%, enquanto dólar cai a R$ 5,2407; apenas uma ação ficou no negativo

23 de março de 2026 - 12:13

Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda

OS DESTAQUES DA SEMANA

Após ‘cumprir profecia’, Eneva (ENEV3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Minerva (BEEF3) é ação com pior desempenho na semana

21 de março de 2026 - 16:00

Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim

CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia