O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Concha y Toro reportou crescimento no lucro e na receita no segundo trimestre deste ano. Mas os mercados gostaram mesmo do aumento no volume de vendas de vinho no período
Nas últimas décadas, o Chile entrou de vez no mapa dos apreciadores de um bom vinho. Hoje, os chilenos são uma força consolidada nesse mundo — e uma das responsáveis por esse sucesso é a Concha y Toro, a maior produtora e exportadora do país.
Só que, num passado recente, a companhia vinha mostrando alguma dificuldade para continuar se expandindo — o volume de vendas de vinho diminuía trimestre a trimestre, o que levantava dúvidas quando à estratégia de longo prazo da gigante chilena. E era nesse cenário preocupante que o mercado aguardava o balanço da empresa.
Mas, ao ver os números consolidados da Concha y Toro no segundo trimestre deste ano, os agentes financeiros tiraram as taças do armário, escolheram um bom vinho do Chile e fizeram um brinde. Afinal, a companhia reportou uma expansão firme em seus resultados, tanto financeiros quanto operacionais.
Entre abril e junho de 2019, a empresa sediada em Santiago obteve uma receita líquida de 165,5 bilhões de pesos chilenos, um crescimento de 9,5% na base anual. O lucro líquido avançou 3,3% na mesma base de comparação, chegando a 13,985 bilhões de pesos.
Já o Ebitda — ou seja, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — da Concha y Toro totalizou 27,52 bilhões de pesos chilenos, cifra 35,1% maior que a reportada há um ano. Com isso, a margem Ebitda saltou de 13,5% no segundo trimestre do ano passado para 16,6% entre abril e junho de 2019.
Essas métricas financeiras, por si só, já seriam motivo para comemoração. No entanto, o desempenho operacional da empresa chilena, reportando crescimento no volume de vendas de vinho, foi um motivo a mais para que o mercado tirasse os saca-rolhas das gavetas.
Leia Também
Ao todo, a Concha y Toro vendeu 81,9 milhões de litros de vinho no segundo trimestre deste ano, um crescimento de 2% em relação ao mesmo intervalo do ano passado — o volume de vendas da companhia do Chile não aumentava há dois anos. E boa parte dessa retomada se deve ao bom desempenho das exportações e do mercado americano.
As exportações de vinhos para os mercados da Europa, Brasil, México e Cingapura cresceram 3,3% na base anual, chegando a 49,26 milhões de litros, enquanto a comercialização da bebida no território chileno totalizou 18,3 milhões de litros, um aumento de 3% na mesma base de comparação.
Além disso, as vendas no mercado doméstico dos Estados Unidos — que não são contabilizadas entre as exportações, já que a Concha y Toro produz vinho em território americano — chegaram a 9,32 milhões de litros, um avanço de 12,1% em relação ao segundo trimestre do ano passado.
Por outro lado, o desempenho na Argentina foi mais fraco: no mercado doméstico portenho, as vendas caíram 7,6% em um ano, para 1,16 milhão de litros, enquanto as exportações a partir do território argentino caíram 4,9%, para 963 mil litros.
Além disso, a Concha y Toro ressalta que o mix de vendas no trimestre foi mais favorável, o que ajudou a impulsionar a receita líquida da companhia. "Em linha com nossa nova estratégia comercial, o volume de vendas da nossa marca principal, Casillero del Diablo, aumentou 10,3%", diz a empresa.
Analistas do mercado receberam bem os números da Concha y Toro no trimestre. Em relatório, o BTG Pactual destaca o bom desempenho da companhia nas regiões mais importantes, destacando a expansão sólida no mercado americano.
"Os custos menores e o mix mais favorável geraram uma recuperação importante das margens no trimestre, mas acreditamos que ainda há espaço para evolução no lado das despesas, o que deve gerar ganhos de margem ainda maiores no curto prazo", escrevem os analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin.
Também em relatório, o Itaú BBA destaca que a margem Ebitda da gigante do setor de vinhos do Chile ficou 2,9 pontos percentuais acima do projetado pela instituição. "A companhia finalmente começa a cumprir as expectativas quanto à virada nas operações, aguardada pelo mercado desde o fim de 2017", escreve Barbara Angerstein.
O BTG possui recomendação de compra para as ações da empresa, com preço-alvo de 1.800 pesos chilenos, enquanto o Itaú BBA tem classificação market perform (em linha com o mercado) e preço-alvo de 1.490 pesos.
Os papéis da Concha y Toro fecharam em alta de 1,19% na bolsa de Santiago nesta segunda-feira, cotados a 1.413,70 pesos chilenos.
Companhia reporta lucro de R$ 125 milhões no ano passado após prejuízo bilionário em 2024, enquanto resultado ajustado aponta perda de R$ 4,3 bilhões; veja os números
Durante evento FII Experience, gestores dizem que o mercado ainda não percebeu os valores patrimoniais desses ativos, que seguem descontados na bolsa
Apesar da fuga de US$ 44 bilhões dos emergentes, país atrai capital e pode se beneficiar quando o cenário virar; veja onde investir, segundo o banco
Em painel do evento Imersão Money Times, especialistas apontaram que a correção recente no mercado de IA abriu espaço para novos investimentos; veja como se expor
Movimento do dia vai além do noticiário da estatal — e ajuda a explicar o comportamento do setor
O empreendimento está localizado em Pernambuco e, atualmente, é ocupado por apenas uma inquilina
Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo
Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito
Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026
Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa
Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado
Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda
Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim
Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil
Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA
Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril
Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda
O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional
XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo
Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital