Ações da Taurus disparam após Bolsonaro facilitar porte de armas
Os papéis da fabricante de armas tiveram forte alta na B3 nesta quarta-feira, contando também com um volume expressivo de negociação

O noticiário político deu um forte impulso às ações da Taurus Armas nesta quarta-feira (8). Mas, neste caso, a reforma da Previdência e as articulações do governo não foram as responsáveis pela reação do mercado. Afinal, o que importa para os papéis da empresa é a questão do uso de armas no país — e o tema teve novos desdobramentos.
O presidente Jair Bolsonaro assinou ontem um decreto que, na prática, facilita o porte de arma de fogo carregada por pessoas credenciadas. A medida trata da regulamentação do uso de armamentos para os chamados CACs, que incluem caçadores, atiradores e colecionadores.
Como resultado, as ações PN da Taurus (FJTA4) fecharam em alta de 23,51%, a R$ 4,57 — na máxima do dia, chegaram a ser negociadas a R$ 4,68 (+26,49%). Os papéis ON da fabricante de armas (FJTA3) subiram 17,57%, a R$ 4,55, após tocarem R$ 4,65 no melhor momento do dia (+20,16%).
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Também chamou a atenção o forte giro financeiro dos ativos da Taurus nesta quarta-feira. As ações PN, mais líquidas, movimentaram R$ 56,4 milhões na B3, enquanto os papéis ON tiveram volume de R$ 9,02 milhões.
Em ambos os casos, os montantes são muito superiores ao histórico recente dos ativos. As ações PN da Taurus, por exemplo, tiveram giro financeiro médio de R$ 2,8 milhões em abril. No caso das ações ON, o giro médio no mês passado foi de apenas R$ 220 milhões.
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A medida assinada ontem por Bolsonaro também regula a lei de registro, posse, porte e comercialização de armas e munições. Além disso, a cota anual de munição para quem tem porte será ampliada para mil unidades — atualmente, o limite é de 50 cartuchos por pessoa.
Por fim, o decreto prevê ainda que membros das Forças Armadas que tiverem estabilidade após dez anos de serviço terão o porte da arma de fogo garantidos.
Com o desempenho desta quarta-feira, as ações PN da Taurus acumulam ganho de mais de 12% desde o início do ano. Já os papéis ON da fabricante de armas ainda caem 5% em 2019.
PESSIMISMO CONTINUA
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