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Companhia mineira deve apresentar alta no lucro líquido do 3º trimestre em relação ao mesmo período do ano passado
Depois da maratona de balanços nesta quinta-feira, 25, com resultados de seis empresas do Ibovespa, a sexta-feira deve ser mais tranquila. Estão previstos para hoje apenas dois resultados: o da Usiminas e da Hypermarcas.
Embora sejam dois balanços, as atenções do mercado devem ficar mesmo com a siderúrgica mineira, que promete entregar resultados fortes no terceiro período do ano, com um lucro líquido ajustado de R$ 180,6 milhões. Vale lembrar que a Usiminas segue dentro de um importante processo de recuperação financeira que se estendeu ao longo dos últimos anos.
Em 2015, enquanto o Brasil entrava no olho do furacão da crise econômica, a siderúrgica amargou um tremendo prejuízo de R$ 3,24 bilhões. Na época, entraram na conta tanto a queda da demanda por aço no país quando uma uma disputa pelo poder da empresa entre os principais controladores, os japoneses da Nippon Steel e os argentinos da Ternium, o que prejudicou a gestão da companhia.
No ano seguinte, um novo tombo. Desta vez um pouco mais leve: prejuízo de R$ 944 milhões. Já em 2017, a Usiminas conseguiu reverter seu quadro financeiro e encerrou com lucro de R$ 233,015 milhões.
A expectativa do mercado neste ano é de que a empresa consiga fechar as contas novamente no azul e com uma margem de lucro um pouco maior, acima dos R$ 500 milhões.
Os resultados trimestrais, entretanto, ainda seguem inconstantes. Depois de lucrar R$ 144,6 milhões no 1º trimestre, a companhia voltou ao vermelho entre abril e junho, com prejuízo de R$ 32,1 milhões. O terceiro período do ano deve reconduzir os números para o positivo.
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Apesar das inconsistências no lucro líquido ajustado por trimestre, tanto a receita quando a geração de caixa medida pelo Ebitda seguem consistentes e em tendência de alta. Segundo as estimativas de analistas consultados pela Bloomberg, no 3º trimestre as receitas devem se manter acima dos R$ 3 bilhões, marca sustentada desde o 4º trimestre do ano passado. Já o Ebitda (lucro antes de juros, amortização e depreciação) deve se aproximar dos R$ 700 milhões.
O Itaú BBA divulgou ontem um relatório que destaca o resultado forte, mas também lembra que haverá, no período, efeitos negativos com o aumento de custos de produção. Por trás desse aumento estarão a desvalorização do real as dificuldades operacionais na usina de Ipatinga, onde houve a explosão de um gasômetro, em agosto.
Se você é acionista ou busca oportunidades no setor de siderurgia, recomendo acompanhar a divulgação esses resultados, que devem sair agora pela manhã, antes da abertura do mercado. Se confirmados, podem ser uma boa oportunidade de compra.
Já para quem se interessa pelos números da Hypermarcas, os resultados que saem no fim do dia devem vir um pouco mais fracos, tanto para o lucro ajustado como para a geração de caixa, em relação ao 2º trimestre. Mas em relação ao ano passado, a empresa deve apresentar números positivos. Vale lembrar que a Hypermarcas vem mostrando ao longo deste ano resultados ligeiramente melhores do que no ano passado.
Lucro Líquido ajustado: R$ 180,667 milhões
Ebitda: R$ 673,500 milhões
Receita: R$ 3,575 bilhões
Lucro Líquido ajustado: R$ 77,395 milhões
Ebitda: R$ 453,000 milhões
Receita: R$ 2,737 bilhões
Lucro Líquido ajustado: R$ 249,200 milhões
Ebitda: R$ 295,000 milhões
Receita: R$ 964,000 milhões
Lucro Líquido ajustado: R$ 217,859 milhões
Ebitda: R$ 292,000 milhões
Receita: R$ 955 milhões
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