4 investimentos que você pode fazer com até R$ 500
De fundos a ações, o mercado tem muito espaço para quem quer aplicar com pouco dinheiro

Dia desses vi uma publicação nas redes sociais que dizia: “Vou comer em lugar caro sim, vou voltar de Uber todos os dias sim. Não vão ser R$ 30 ou R$ 50 que vão me deixar mais rico”.
Na mesma hora eu me lembrei de uma palestra sobre finanças pessoais que assisti há alguns anos lá no Itaú, ainda como estagiário. Era um daqueles cursos voltados para a imprensa, que ajudava os jornalistas a informarem seus leitores sobre os principais fundamentos de uma vida financeira saudável.
Uma das dicas mais importantes daquela palestra era ensinar o público a consumir e gastar sua renda de forma inteligente. É para isso, a palestrante dizia que é preciso entender que qualquer valor - por menor que seja - pode ser utilizado como capital para investimento.
Como seria possível então que, com tão pouco, você conseguisse investir? Resolvi ir atrás de alguns profissionais de investimentos para responder essa pergunta, e já te adianto que a resposta é sim, você pode começar a aplicar com valores baixos como R$ 500.
Um dos analistas com quem conversei foi o Ivens Filho, gestor de produtos da Guide Investimentos. Ele me contou que, com esse valor aí de cima é possível investir em praticamente todos os ativos do mercado. E isso vale para quem tem desde um perfil mais conservador até para alguém mais arrojado e que gosta do risco.
Aproveitei o papo com o Ivens e perguntei quais aplicações ele considera mais interessantes nesse caso. Para os conservadores, ele aconselha títulos públicos do Tesouro Direto, especificamente o Tesouro Selic. Quer saber mais sobre essa aplicação? Confira nosso Guia do Tesouro Direto.
Leia Também
Já para o pessoal que gosta de arriscar um pouco mais, Ivens indica os fundos multimercados. Mas ele deixa um alerta: cuidado com o gestor do fundo! Vale a pena buscar detalhes de como esse fundo seleciona seus ativos para não cair em ciladas ou negócios pouco rentáveis.
Pensando nessa dica de fugir das ciladas, fui além e conversei com outros gestores para saber o que eles sugerem nesses casos.
Falei com a consultora da Órama Investimentos, Sandra Blanco, e com dois dos gestores do Bradesco, Luiz Jordan e André Gomes. Tanto o Tesouro Direto quanto os fundos apareceram na lista dos três, mas o interessante é que eles indicaram variações desses produtos, como fundos de crédito privado ou multimercados.
Selecionei para você quatro desses investimentos que considero os mais vantajosos para quem está com dinheiro sobrando, mas não necessariamente tem grandes quantias.
1 - Tesouro Direto
É claro que os títulos públicos não poderiam ficar de fora dessa lista. Uma das coisas mais interessantes que ouvi da Sandra Blanco foi que o Tesouro Direto consegue unir duas características muito valorizadas no mercado: a segurança e a rentabilidade.
Essa linha de investimentos tem oportunidade para todos os gostos. Para quem é mais conservador, por exemplo, vale a pena apostar no Tesouro Selic.
Também vale olhar para os títulos pós-fixados. Nesses casos, se você não pretende usar o dinheiro no curto prazo e quer deixar render por um período mais longo, sua aposta deve ser nos títulos atrelados à inflação, as tais NTN-Bs.
2 - Fundos de Renda Fixa
Essa é uma boa saída para quem não pretende manter a aplicação por muito tempo - algo entre seis meses e um ano. Esse tipo de fundo é mais conservador e garante ali uma rentabilidade boa no curto prazo.
O Ivens Filho comenta que, se o prazo de resgate é baixo, o ideal é sempre fugir de ativos mais complexos ou de grande risco, como a renda variável, por exemplo.
Mas fique ligado: existe muito fundo por aí com rentabilidades ruim e que no fim do dia pode fazer você perder dinheiro. Neste link você encontra um histórico de dados dos fundos disponíveis no mercado, onde aparecem informações como a rentabilidade e a taxa de administração cobrada pela gestora.
Para não te deixar na mão, vai aqui uma dica de um fundo do BTG Pactual recomendado pela Luciana Seabra. Ele pode ser uma ótima oportunidade para você, já que consegue bater de uma só vez a poupança e o Tesouro Direto.
3 - Fundos multimercados
Ainda seguindo na linha da segurança, os fundos multimercados também são ótimas pedidas e se encaixam no perfil dos que prezam pela liquidez.
No geral, o que você deve ficar atento sobre esses fundos é a porcentagem de renda fixa que eles têm dentro da carteira: quanto mais conservador for seu perfil, busque maior participação nessa modalidade.
Na conversa que tive com a Sandra, ela me contou que no momento atual dos investimentos vale a pena buscar aqueles fundos que possuem uma participação maior em ações - algo em torno de, pelo menos, 20%. Isso acontece porque hoje o mercado vive um momento de grande expectativa para uma alta na bolsa diante do perfil mais liberal que o governo Bolsonaro mostrou.
A consultora da Órama aproveitou para me indicar dois fundos dessa categoria que são administrados pela própria gestora. O primeiro era o Ouro Preto Real, que entregou em setembro de 2018 0,53% de rentabilidade mensal e 5,51% de anual com uma taxa de administração de 1%.
O segundo fundo era o Artesanal FIC, que teve rentabilidade de 0,44% ao mês e 4,85% no ano em setembro de 2018. A taxa de administração é mais alta: de 3%.
4 - Ações
Essa é mais uma daquelas alternativas que muitas pessoas costumam ter dúvida se vale ou não a pena investir. No geral, você pode sim aplicar em ações com pouco dinheiro, mas é meu dever te alertar que junto com o papel você também leva um elemento muito importante chamado risco. Na bolsa você deve estar sempre preparado para todos os cenários: desde lucros astronômicos até perdas brutais.
Pensando nisso, as ações são mais indicadas para quem pretende resgatar o dinheiro no longo prazo, dando tempo para que o papel se valorize. E eventualmente, você espere uma maré ruim dos mercados passar.
Uma outra dica que recebi nas conversas com os especialistas é de que o mercado de ações costuma ser mais vantajoso para aquele investidor experiente ou que já tem aplicações em outros ativos, como a renda fixa ou os fundos.
A própria Sandra diz que, se você é um daqueles investidor de começo de carreira e quer ver resultados rápidos, não adianta diversificar com ações. O que valeria a pena, nesse caso, é buscar bons fundos que já tragam uma carteira diversa. No geral, a Sandra recomenda: para investidor que está começando e ainda entende pouco dos ativos, mais de duas opções de investimentos começa a ser desfavorável.
Mas se você está pronto para embarcar nessa, vale a pena dar uma atenção especial para os papéis das estatais. Com o viés privatista da equipe de Paulo Guedes, a tendência é que esses ativos, como Petrobras e Eletrobras, ganhem impulso extra no médio prazo. Quem já embarcou nessa aposta, ganhou dinheiro. E a previsão é que a alta continue (se tudo der certo!).
E a poupança?
Esse investimento gera polêmica e divide opiniões. Há quem defenda essa aplicação (a mais antiga do Brasil), e há quem te aconselha a fugir dela. O Luiz Jordan é das pessoas que defendem a poupança como alternativa de investimento. A justificativa é a necessidade de as pessoas ficarem confortáveis com o investimento.
Mas também existem gestores que não perdem a oportunidade de dizer um sonoro “fuja da poupança”. Para a Sandra, por exemplo, essa aplicação nunca foi e nunca será opção. E eu tendo a concordar com ela porque hoje a poupança rende 70% da Selic e leva uma lavada de muitas opções do Tesouro Direto e de muitos fundos por aí.
VISÃO DO GESTOR
“Não se ganha dinheiro comprando o que é popular”: onde a Inter Asset está vendo pechinchas na bolsa brasileira
27 de setembro de 2026 - 12:01INTER INVEST SUMMIT
Ações “órfãs” na bolsa, juros altos e uma armadilha no crédito: onde investir em 2027, segundo especialistas
26 de setembro de 2026 - 18:08RALI NA B3
Ibovespa a 207 mil pontos? Especialista do Inter diz o que pode destravar a bolsa brasileira após as eleições
25 de setembro de 2026 - 16:40ALÉM DA BOLSA
Os fundos imobiliários cetipados vieram para ficar? Entenda por que eles estão em alta e o que você precisa saber antes de investir
25 de setembro de 2026 - 15:54SETOR DE AUTOPEÇAS
JP Morgan pisa no freio e rebaixa Frasle (FRAS3) para venda. Analistas preferem outras 3 ações que podem saltar até 69%
25 de setembro de 2026 - 13:18MAIS AQUISIÇÕES
TRXF11 enche o carrinho de novo e paga R$ 2,83 bilhões, mas FII cai na bolsa; veja o que entra no portfólio
24 de setembro de 2026 - 13:02O OUTRO LADO DA MOEDA
R$ 4,50 ou R$ 5,80? O gatilho que vai definir o preço do dólar depois das eleições
23 de setembro de 2026 - 18:33RADAR DE FIIS
Fundo imobiliário leva calote de inquilino em recuperação judicial; entenda o impacto no bolso dos cotistas
23 de setembro de 2026 - 13:01SD ENTREVISTA
Tubarões saem e varejo entra: sinal de alerta para os FIIs? LAREAL revela o que os institucionais estão vendo
23 de setembro de 2026 - 6:01AS MAIS SAUDÁVEIS
Dasa (DASA3) é compra para o UBS BB, mas banco revela outras 2 favoritas — uma delas para dividendos
22 de setembro de 2026 - 19:50EM DESACELERAÇÃO
FIIs de shoppings sob pressão: é hora de separar o joio do trigo — e o BTG Pactual já escolheu os ativos favoritos
21 de setembro de 2026 - 20:01EM ESPERA...
Nubank, BTG Pactual e Banco do Brasil: os gringos já escolheram onde investir, agora só falta o gatilho certo para apertar compra
21 de setembro de 2026 - 17:19DIRETO PELA B3
IA, Ibovespa e até farmacêuticas gringas: Itaú BBA diz como investir em 800 ações com retorno de 23% ao ano sem dor de cabeça
18 de setembro de 2026 - 19:20EM TOM DE CAUTELA
Lula turbina Bolsa Família em 15% e faz o Ibovespa perder 3 mil pontos. Por que o mercado torceu o nariz?
17 de setembro de 2026 - 13:00DEU RUIM
Ação da Marcopolo (POMO4) despenca 26% no ano e XP rebaixou para neutra; mas há 2 fatores que podem impulsionar a ação
17 de setembro de 2026 - 12:46ONDE APOSTAR NA BOLSA
Lula ou Flávio? Você não deve esperar as eleições para se posicionar nestas ações, segundo a Kinea
17 de setembro de 2026 - 9:01VISÃO DO GESTOR
Multimercados não morreram, mas o jogo mudou: XP Asset aposta em nova estratégia e até mudança nas taxas para voltar a dar retorno
17 de setembro de 2026 - 6:14FECHAMENTO DOS MERCADOS
Os 30 minutos que selaram o destino da bolsa em Nova York — e do Ibovespa — após a alta dos juros nos EUA
16 de setembro de 2026 - 17:15CONSOLIDAÇÃO DA CARTEIRA
Fundo imobiliário que rende IPCA+ 10%? Patria quer unir FIIs e criar gigante de crédito de R$ 4,5 bilhões
16 de setembro de 2026 - 13:01LATAM RETAIL SHOW 2026