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Bolsa

Maré mais tranquila no exterior puxa Ibovespa, que encerra semana em alta de quase 2%

Melhora no cenário de risco por conta da guerra comercial entre China e EUA trouxe de volta o interesse pelo mercado local

Donald Trump, presidente dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China
Guerra comercial entre EUA e China robou os holofotes do mercado durante toda semana. Imagem: Shutterstock

O principal índice da Bolsa de São Paulo fechou a semana em alta de 1,70% com o mercado surfando uma maré positiva nos últimos dias. O Ibovespa chegou ao fim do pregão desta sexta-feira aos 79.444 pontos depois de flertar ao meio do dia com os 80 mil.

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Uma série de notícias positivas alimentou o apetite dos investidores pelos ativos brasileiros. Lá fora, é cada vez maior a perspectiva de que a guerra comercial entre Estados Unidos e China caminhe para um ambiente de trégua. Já aqui no Brasil, o cenário eleitoral faz preço nas ações com o resultado das urnas, apesar de em aberto, ficando cada vez mais claro.

Tudo azul na gringa

O ambiente do mercado internacional começa a caminhar para um cenário mais positivo. Os investidores reverteram parte de suas perspectivas de risco por conta da guerra comercial entre EUA e China. Como os ataques e as decisões vieram bem menos agressivas do que o esperado, as bolsas lá fora começaram a relativizar o risco desse confronto.

Todo esse movimento acabou se tornando o protagonista da semana nos negócios brasileiros, já que por aqui as eleições sem grandes novidades deixaram (por ora) de ser a grande prioridade.

Bolsonaro x Haddad

O cenário ainda segue em aberto e tudo pode acontecer até o dia 7 de outubro. Mas as tendências nas pesquisas apontam cada vez mais na direção de um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O deputado leva hoje as preferências do mercado em um cenário sem Geraldo Alckmin (PSDB), mas os acenos do candidato petista à uma agenda mais moderada e de compromissos fiscais também despertam o interesse.

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Vale lembrar que ontem o debate na TV Aparecida, com Haddad e sem Bolsonaro, foi tão morno que não teve um desdobramento que pudesse afetar o mercado hoje.

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Brexit em risco

No exterior, o mercado passou a olhar mais de perto o cenário político no Reino Unido. A libra perdeu força depois que líderes da União Europeia alertaram a primeira-ministra, Theresa May, que devem segurar o Brexit caso ela não negocie um acordo de comércio com a Irlanda, que optou por não sair do bloco. Esse novo capítulo da novela já vinha se estendendo ao longo da semana e ganhou força na quinta-feira.

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