Menu
2018-10-16T10:35:37-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Mercados

EUA e Arábia Saudita baixam o tom e petróleo recua

Caso envolvendo desaparecimento de jornalista não deve gerar repercussões diplomáticas e quem pode dar alguma “resposta” é o setor privado

16 de outubro de 2018
10:35
trump-ArabiaSaudita-apertodemaos
Imagem: Shutterstock

A ameaça de um choque do petróleo durou pouco. Depois de mostrarem os dentes e rosnarem um para o outro, Donald Trump e Arábia Saudita resolvem trocar um sorriso, mesmo que amarelo.

Depois de falar em “punição severa”, Trump baixou o tom e disse que o rei saudita Mohammad bin Salman negou qualquer envolvimento no desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi, visto pela última vez na embaixada do país na Turquia.

O reino, que falou em punições ainda mais severas, e indicou que o petróleo poderia subir de US$ 80 para US$ 100%, US$ 200 “ou mesmo o dobro disso”, também contemporizou, falando que agradece a cautela dos EUA e outro países de não se precipitarem sobre investigações ainda em curso.

Depois de uma leve alta, ontem, o barril do tipo WTI operava, há pouco, com leve queda de 0,5%, na linha dos US$ 71,40.

Trump falou na possibilidade ação de assassinos independentes e pouco depois saíram notícias de que Arábia Saudita poderia falar que esses assassinos teriam operado sem consentimento do reino, livrando a família real de envolvimento direto no caso.

O presidente americano também despachou seu secretário de Estado, Mike Pompeo, para a Arábia Saudita. E segundo a “CNN” a reunião teria durado apenas 15 minutos.

O que a leitura dos periódicos internacionais sugere é que o caso não deve gerar repercussões diplomáticas e quem deve dar alguma “resposta” a essa violação dos diretos humanos do reino é o setor privado.

Alguma movimentação nesse sentido já vem ocorrendo conforme diversas empresas estão cancelado sua participação em um evento promovido pelo rei Salman, o “Davos in the Desert”, marcado para os dias 23 a 25 de outubro.

A Arábia Saudita monta um plano para reduzir a dependência do petróleo e busca elevar a atração de investimentos externos para promover uma diversificação de sua base econômica.

Seria uma inversão de fluxo, já que os sauditas são grandes exportadores de capital por seus fundos de renda soberana.

No entanto, nessa seara, ameaças de retaliação já começaram. A “Al Jazeera” informa que o ministro de relações exteriores do Bahrain, Khalid bin Ahmed Al Khalifa, tuitou que deve ocorrer um boicote ao Uber, depois que seu presidente cancelou participação no evento. Um dos fundos do país tem US$ 3,5 bilhões investidos na empresa.

O caso está gerando uma nova discussão sobre um tema delicado, a moralidade e os negócios.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

Coluna do Mioto

Gastar dinheiro não vai fazê-lo feliz

O cérebro superestima o prazer que teremos ao comprar alguma coisa. O ditado que diz que casa na praia dá duas alegrias, a da compra e a da venda, tem uma razão de ser

negócio em foco

BofA vê negócio entre Linx e Totvs com sinergias de R$ 3,8 bi

Acionistas da Linx receberiam diretamente 40% do valor das sinergias da fusão com Totvs, diz banco

seu dinheiro na sua noite

Vitória do Ibovespa (no segundo tempo)

“O time no segundo tempo ganhou de 2 a 1.” Foi assim que Fernando Diniz, o técnico do São Paulo, reagiu depois da derrota por 4 a 2 para a LDU no meio da semana e que praticamente eliminou a equipe da Libertadores. Diniz preferiu ignorar os 3 a 0 que o time levou na […]

Que modorra!

Bolsa passa por correção, mas zera perdas na reta final do pregão; dólar retoma alta

Principal índice de ações da B3 passou por correção e ignorou durante a maior parte do dia o impulso do setor de tecnologia à bolsa de Nova York

setor público

Reforma administrativa economiza R$ 400 bi até 2034, aponta estudo

Mesmo restringido a reforma apenas a novos servidores, o setor público poderia economizar pelo menos R$ 24,1 bilhões em 2024 com a aprovação das mudanças no seu RH, liberando o governo para investir mais em saúde, educação e segurança pública, segundo centro de estudos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements