Menu
2018-12-28T19:49:33-02:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Ranking dos investimentos

Renda fixa com retorno de bolsa e Ibovespa acima dos 87 mil pontos: em ano de montanha-russa, quem se arriscou se deu bem

Já quem ficou na poupança… Confira o ranking dos melhores e piores investimentos de 2018

28 de dezembro de 2018
19:26 - atualizado às 19:49
Medalhas de primeiro, segundo e terceiro lugar
Investimento mais rentável do ano foi título público atrelado à inflaçãoImagem: kovop58/Shutterstock

Depois de um ano de fortes emoções, quem, afinal, apostou em investimentos de maior risco se deu bem em 2018. Os títulos públicos de longo prazo - prefixados e indexados à inflação - foram os grandes destaques do ano, ao lado do dólar, que disparou 17,12%. O melhor investimento do ano foi um título público de longo prazo indexado ao IPCA, que valorizou nada menos que 18%.

Quem migrou para a bolsa também se deu bem, com uma valorização de 15,03% do Ibovespa no ano. Foi uma alta bem inferior aos 26% do ano passado, mas ainda assim bastante relevante depois da montanha-russa que foi este ano. Ademais, a bolsa brasileira se destacou no mundo, superando as bolsas dos países emergentes e desenvolvidos.

Na outra ponta, quem foi conservador demais viu seus rendimentos minguarem bastante. As aplicações atreladas à Selic e ao CDI tiveram rendimento bem modesto. E a caderneta de poupança foi a lanterninha do ranking dos investimentos mais tradicionais.

Mas quem despencou mesmo em 2018 foi o bitcoin, que caiu quase 70%. O criptoativo passou por uma forte correção de preços depois da forte valorização no ano passado. A queda também foi intensificada por uma disputa de usuários neste ano, conforme a gente já explicou aqui.

Felizmente, com a inflação baixa que devemos ter em 2018, nenhum dos principais investimentos perdeu do IPCA. Isso, é claro, se o investidor não tiver sacrificado sua rentabilidade pagando taxas altíssimas em suas aplicações.

Os melhores e piores investimentos de 2018

Neste contexto, os fundos de investimento que se saíram melhor foram os de ações e os cambiais.

Já as aplicações de renda fixa mais conservadora, como os fundos, CDB, LCI e LCA que seguem de perto o CDI e a Selic, foram as menos rentáveis.

Dois anos em um

Tanta coisa aconteceu em 2018 que nem parece que a Copa do Mundo foi neste ano. A sensação é de que foram dois anos em um.

Tivemos uma greve de caminhoneiros e a própria Copa para dar uma enfraquecida no PIB, uma corrida eleitoral acirradíssima para elevar o risco-país e jogar o dólar e os juros futuros lá para cima, e depois uma bolsa animadíssima com o afastamento do PT da presidência e a vitória de um candidato com plataforma pró-mercado.

Com tudo isso, a volatilidade foi violenta. Os títulos públicos campeões do ranking tiveram momentos de forte desvalorização; o dólar, que começou o ano a R$ 3,30, chegou a R$ 4,20 na máxima, para fechar bem mais comportado, a R$ 3,87; e o Ibovespa teve que cair quase 9% até a mínima do ano antes de terminar em alta na casa dos 87 mil pontos.

Mas enquanto aqui dentro o otimismo prevaleceu no final, mesmo sem rali de fim de ano, no exterior ainda está chovendo canivete. O crescimento americano leva o Fed a subir os juros, o que tende a impactar negativamente os ativos de risco, enquanto Trump critica seu próprio banco central.

Soma-se a isso o temor de desaceleração do crescimento mundial, notadamente da China, em grande parte pelos efeitos que a guerra comercial entre o gigante asiático e os EUA podem gerar.

Juro baixo e otimismo favoreceram os campeões

Mas apesar de todo o tiro, porrada e bomba, nossa inflação permaneceu controlada, e a taxa básica de juros pôde ficar quietinha lá no chão durante a maior parte do ano, tentando reanimar nossa economia deprimida.

Depois de um ciclo de queda ao longo do ano passado, a Selic estacionou, em março, no seu menor nível da história, 6,50%, onde vai terminar 2018.

O juro baixo e o otimismo que se seguiu à eleição de Bolsonaro, face às perspectivas de reformas e retorno do crescimento econômico, abriram espaço para a queda dos juros futuros, um certo recuo do dólar, a valorização dos títulos públicos prefixados e indexados à inflação e a alta das ações e dos fundos imobiliários.

Lembre-se de que a renda variável torna-se mais atrativa quando os juros estão em baixa e com perspectivas de se manterem assim.

Já os títulos pré e atrelados à inflação se valorizam quando suas remunerações caem, o que ocorre quando há redução no risco-país e queda nos juros futuros. Essa valorização, entretanto, só é embolsada por quem vende o título antes do vencimento. Quem fica com o papel até o fim do prazo leva exatamente a rentabilidade contratada.

Mas, no caso do dólar, mesmo com o recuo que se viu após a eleição, a moeda fechou em forte alta. Reflexo do aumento da aversão a risco global e da migração dos investidores para os títulos públicos americanos num contexto de alta de juros nos EUA.

Por aqui, também falta a adesão do estrangeiro ao otimismo com a economia brasileira daqui para frente.

Os mais conservadores sofreram

O investimento conservador nunca pode faltar na carteira, mas quem ficou medroso demais neste ano levou para casa um rendimento chucro. As aplicações que andam coladas à Selic e ao CDI foram as menos rentáveis do ano, refletindo a baixa taxa básica de juros.

E novamente ficou mais que provado que a caderneta de poupança é um péssimo investimento. A chamada poupança nova - depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012 - teve o rendimento pífio de 4,62%. Sorte que a inflação deve fechar o ano abaixo de 4%.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Prévia do terceiro trimestre

Grandes bancos começam a olhar crise pelo retrovisor, mas com lucro ainda em queda

Lucro combinado de Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander deve aumentar em relação ao trimestre anterior, mas ainda ficará bem abaixo dos patamares de 2019

Coluna do Mioto

Vinte conselhos não óbvios de carreira

Estes são conselhos de carreira para jovens profissionais que tenham a ambição de serem promovidos e terem relevância dentro das suas empresas

balanços 3º tri

Hypera Pharma atinge maior receita da história e lucro cresce 29,4% no terceiro trimestre

Além da evolução de dois dígitos no segmento de ‘sell-out’ (vendas em farmácias), o período também fechou a conclusão de dois grandes negócios para a Hypera Pharma

Mudanças no time

BB Seguridade anuncia Marcio Hamilton Ferreira como novo diretor-presidente

Ferreira é graduado em Administração de empresas e desde janeiro ocupava o cargo de Diretor-Presidente da Brasilprev, empresa investida da BB Seguridade.

Multa de US$ 40 milhões

Justiça dos EUA aprova acordo para encerramento de ação coletiva, diz BRF

A empresa pagou a quantia de US$ 40 milhões para encerrar todas as demandas pendentes e que possam vir a ser propostas por pessoas ou entidades

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies