2019-04-04T13:52:34-03:00
Boletim Focus divulgado hoje

Semana após semana, mercado segue cortando suas estimativas para a inflação em 2018

Mediana para o IPCA deste ano passou de alta de 4,23% para elevação de 4,13%. Há um mês, estava em 4,44%

19 de novembro de 2018
11:36 - atualizado às 13:52

Os economistas do mercado financeiro voltaram a alterar nesta segunda-feira, 19, sua previsão para inflação de 2018. De acordo com informações do Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central, a mediana para o IPCA deste ano passou de alta de 4,23% para elevação de 4,13%. Há um mês, estava em 4,44%.

Já a projeção para o índice em 2019 foi de 4,21% para 4,20%. Quatro semanas atrás, estava em 4,22%. O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa foi de 3,95% para 3,90%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% e 3,78%, nesta ordem.

Apesar do corte, a projeção ainda está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). Já em 2020 a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%), e a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5 do Focus, a mediana das projeções para 2018 passou de 4,08% para 4,05%. Para 2019, a estimativa do Top 5 foi de 4,25% para 4,10%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,50% e 4,23%, respectivamente.

No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,75%, ante 3,88% de quatro semanas atrás.

BC também ajusta os ponteiros

No fim de outubro, ao manter a Selic em 6,50% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado, que utiliza o câmbio e os juros projetados no Focus como referência, a expectativa para o IPCA em 2018 é de 4,4%. Para 2019, a projeção é de 4,2% e, para 2020, de 3,7%.

Falando em Copom e Selic...

As projeções para a Selic para o fim de 2018 e de 2019 foram mantidas pelos analistas de mercado. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas.

Em 2020, a projeção seguiu em 8,00% e, para 2021, permaneceu também em 8,00%. Há um mês, os porcentuais projetados eram de 8,25% para 2020 e 8,00% para 2021.

Já para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2018 seguiu em 6,50% ao ano, igual ao verificado um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic permaneceu em 7,50%, ante 7,75% de quatro semanas atrás. No caso de 2020, seguiu em 8,25% e, para 2021, permaneceu em 8,00%. Há um mês, estavam em 8,25% para 2020 em 8,00% para 2021.

No câmbio e no PIB, tudo igual

O cenário para o dólar em 2018 também não foi alterado pelo mercado. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano permaneceu em R$ 3,70, ante os R$ 3,75 verificados há um mês. Para 2019, a projeção para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 3,76, ante R$ 3,80 de quatro pesquisas atrás.

Nas expectativas para o PIB brasileiro, o crescimento da economia permaneceu em 1,36%. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,34%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB em 2,50%, ante 2,49% de um mês antes.

Em setembro, o BC havia reduzido sua projeção para o PIB em 2018, de 1,6% para 1,4%. Além disso, a instituição anunciou pela primeira vez sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,4%. Essas atualizações foram feitas por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

Vale lembrar que, na última sexta-feira, dia 16, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) cedeu 0,09% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal. Na comparação com setembro do ano passado, houve alta de 0,72%, na série sem ajuste. No ano, o indicador acumula alta de 1,14%.

*Com Estadão Conteúdo.

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