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2019-04-04T14:00:39-03:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Trump na ONU

O “America First” parece que nunca esteve tão forte

Presidente americano, Donald Trump, discursou de forma polêmica e incisiva na abertura da Assembleia Geral da ONU

25 de setembro de 2018
15:13 - atualizado às 14:00
America First
Discurso de Trump na ONU deixou a sensação de que o "America First" nunca esteve tão em altaImagem: Shutterstock

Quem esperava por um discurso mais conciliador de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU aberta nesta terça-feira, 25, se decepcionou. O presidente americano manteve firmes todas as suas posturas polêmicas com relação à política e principalmente ao comércio mundial. O "America First" nunca esteve tão forte.

Trump voltou a criticar a China e suas relações comerciais. Chamou de "distorções" as políticas chinesas e acusou o gigante asiático de violar todos os princípios da OMC (Organização Mundial do Comércio). Deu tempo até de ameaçar outros países que "tiram vantagem" dos Estados Unidos.

A onda das sanções não para

Outro alvo constante do discurso do líder americano foi o Irã que, segundo Trump, possui um regime político com "agenda sangrenta". Ele pediu que o resto do mundo se una aos Estados Unidos para isolar o Irã e prometeu mais sanções contra o país em novembro.

Por falar em sanções, as medidas contra a Coreia do Norte também seguirão firmes até a desnuclearização do país. O americano puxou a sardinha para o seu lado ao provocar outras nações dizendo que os Estados Unidos fizeram mais do que qualquer outro país pela paz na Coreia.

Outro assunto da agenda protecionista do governo Trump foi a imigração ilegal que "abastece o crime, a violência e a pobreza" e o que chamou de "regimes socialistas produtores de pobreza". Nesse sentido, ele pediu para que todas os países da ONU se unam para acabar com o governo de Nicolás Maduro na Venezuela e disse que vai trabalhar para impor novas medidas restritivas.

Nem a Opep escapa

Na sequência de ataques, foi a vez da Opep ser atingida. A decisão da organização dos países produtores de petróleo de não aumentar sua produção, anunciada no último domingo, trouxe mais um tempero amargo para o presidente americano. "Não gosto disso. Queremos que eles parem de aumentar os preços", completou.

*Com Agências de Notícias.

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