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2019-04-20T16:00:03-03:00
Luis Ottoni
Luis Ottoni
Jornalista formado pela Universidade Mackenzie e pós-graduando em negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou nas editorias de economia nos portais G1, da Rede Globo, e iG.
Relação instável

Em tarifas contra os EUA, China não poupa nem o café

Medida é retaliação às recentes tarifas de Washington sobre US$ 200 bilhões em bens chineses

18 de setembro de 2018
14:06 - atualizado às 16:00
guerra comercial
Nova medida do governo chinês deve afetar 5.207 produtos americanosImagem: Shutterstock

A China anunciou nesta terça-feira (18) que irá impor tarifas sobre US$ 60 bilhões de importações norte-americanas. A medida é uma retaliação à série de taxas impostas por Washington. A relação instável entre os países voltou a ganhar os holofotes ontem quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas de 10% sobre o valor de US$ 200 bilhões em importações chinesas, com a previsão de aumentá-las para 25% no início de 2019.

Taxa generosa

As tarifas impostas por Pequim serão de 5 e 10%, em vez dos possíveis 25% de Trump. A medida deve afetar 5.207 produtos americanos, desde gás natural liquefeito a minérios e café.

Sem chances

A nova tarifa dos EUA entra em vigor na próxima segunda-feira. “Nós lamentamos profundamente isso. A fim de salvaguardar seus direitos e interesses legítimos e a ordem comercial livre global a China terá de impor tarifas também”, diz a nota oficial emitida pelo Ministério do Comércio de Pequim.

A Linha do Tempo da Crise

  • 1º de março: Trump anuncia tarifas em todas as importações de aço, alumínio e metais da China
  • 22 de março: Trump anuncia novos planos de impor tarifa de 25% sobre US$ 50 bilhões de bens chineses. A China responde, prometendo retaliar
  • 4 de abril: China anuncia uma lista de 100 bens que seriam tarifados equivalentes a US$ 50 bilhões
  • 21 de maio: após reunião, ambos os países anunciam um acordo comercial para evitar tarifas
  • 29 de maio: Casa Branca anuncia que seguirá em frente com as taxas sobre os bens chineses
  • 15 de junho: Trump apresenta nova lista de bens chineses a serem tarifados, equivalentes a US$ 34 bilhões
  • 18 de junho: Trump ameaça nova tarifa de 10% sobre mais US$ 200 bilhões de bens chineses
  • 6 de julho: as primeiras tarifas, equivalentes a US$ 34 bilhões em bens chineses, entram em vigor
  • 10 de julho: os EUA divulgam uma lista adicional de US$ 200 bilhões em bens chineses que receberiam tarifa de 10%
  • 1º de agosto: Washington anuncia que irá dobrar tarifas de 10% para 25%
  • 3 de agosto: China anuncia que irá impor novas tarifas sobre US$ 16 bilhões em bens, que entrarão em vigor no dia 23 de agosto
  • 7 de setembro: Trump ameaça impor novas tarifas sobre US$ 267 milhões em bens chineses
  • 17 de setembro: Trump anuncia tarifa de 10% sobre bens chineses ao dizer que a China não vem medindo esforços para “mudar suas práticas”
  • 18 de setembro: a China diz que não tem “escolha” a não ser retaliar as tarifas dos EUA

*Com Estadão Conteúdo

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