Menu
2019-04-04T15:57:18-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Governo a passos de cágado

Onyx admite que cessão onerosa pode ficar para o ano que vem e não dá prazo para apresentar a nova reforma da Previdência

Futuro ministro da Casa Civil também informou que a proposta de autonomia do Banco Central será jogada para o início de 2019

3 de dezembro de 2018
19:36 - atualizado às 15:57
Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro
Futuro ministro não falou em datas ao tratar sobre a reforma da Previdência - Imagem: Roberto Jayme/Estadão Conteúdo

O ministro extraordinário de transição, Onyx Lorenzoni, disse nesta segunda-feira, 3, que a equipe do futuro governo está dialogando com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e com o atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, para aprovar as regras de repartição da cessão onerosa ainda este ano, mas que se não for possível solução até a próxima semana, a pauta ficará para o ano que vem.

"No caso da cessão onerosa, há um diálogo permanente do doutor Guedes com o doutor Guardia, intermediado pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira. Como existem muitos interesses, essa é uma construção complexa", disse o ministro em coletiva de imprensa nesta tarde. "Estamos buscando o caminho literalmente do meio."

O ministro disse ainda que a votação do projeto de lei de autonomia do Banco Central ficará para o início do próximo governo e que o atual presidente da instituição, Ilan Goldfajn, vai permanecer no cargo até quando for necessário.

"A ideia é ficar a definição (da autonomia do BC) para o próximo governo, até porque temos problema do tempo (...) O entendimento que nós temos é de não sobrecarregar o Congresso nesse momento com nenhuma demanda". O ministro descartou também a possibilidade de o presidente Michel Temer nomear o futuro presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ainda este ano.

Previdência também deve esperar

Onyx também não parecia muito otimista com relação à reforma da Previdência e reconheceu que o envio da nova proposta ao Congresso poderá levar um pouco mais de tempo. Ele também disse que o presidente eleito ainda não definiu quais assuntos prioritários serão endereçados primeiro quando o novo Congresso assumir, em 1º de fevereiro de 2019.

O futuro ministro da Casa Civil disse que a reforma da Previdência, medida mais aguardada pelos investidores e considerada essencial para garantir a sustentabilidade das contas, não será feita "no afogadilho" e que será preciso ter "paciência". "Por isso a gente não fala de modelo específico, não fala de prazo, porque tem que ser uma coisa bem construída. Temos quatro anos para garantir futuro dos nossos filhos e netos", disse.

Ele avaliou que a alta taxa de renovação do Congresso Nacional e a tentativa de se buscar uma nova fórmula de negociação para substituir o "toma-lá-dá-cá" serão desafios importantes a serem enfrentados para conseguir a aprovação da proposta.

Segundo ele, a tramitação da reforma da Previdência no Congresso vai acompanhar o trabalho de convencimento dos parlamentares.

*Com Estadão Conteúdo.

 

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

capítulo final

Acionistas da Klabin aprovam acordo para encerrar pagamentos para uso da marca

Dona da marca que dá nome à empresa, Sogemar será incorporada, em acordo que envolve repasse de ações

NÚMEROS DA PANDEMIA

Covid-19: Brasil tem 171 mil mortes e 6,2 milhões de casos acumulados

Nas últimas 24 horas foram apurados 37.614 diagnósticos positivos para a doença e 691 óbitos, diz Ministério da Saúde

setor em crescimento

Magalu, Via Varejo ou B2W: quem ganha na disputa pelas vendas na Black Friday?

As três gigantes do comércio eletrônico devem crescer forte na Black Friday da quarentena, depois de um ano marcado pelo avanço do online

Sextou com o Ruy

Por que o mercado só fala em rotação das carteiras (e o que você deveria fazer)

A resposta me parece ser ter uma carteira balanceada, com boas companhias que conseguirão sobreviver a novos lockdowns caso eles aconteçam, e também com empresas ligadas à tecnologia

atenção, acionista

Itaú Unibanco anuncia pagamento de juros sobre capital próprio

Segundo a empresa, os valores serão pagos com base na posição acionária do dia 10 de dezembro

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies