Menu
2018-11-29T15:47:13-02:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Tensões entre gigantes

Para Mourão, o Brasil tem que ‘tirar o melhor proveito’ do conflito comercial entre Estados Unidos e China

Vice-presidente eleito falou com empresários de engenharia nesta quinta-feira e comentou que o mundo vive um momento de insegurança

29 de novembro de 2018
15:47
hamilton-mourao
Mourão se encontrou com empresários do setor de infraestrutura - Imagem: Shutterstock

O Brasil deve tentar "tirar o melhor proveito" da guerra comercial entre China e Estados Unidos, disse nesta quinta-feira, 29, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, em evento promovido pela Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura de Transportes (Anetrans).

Para ele, o mundo vive um momento de insegurança por causa da disputa entre as duas potências mundiais, além do que ele chamou de "movimentos do presidente da Rússia, Vladimir Putin, para restabelecer a posição da antiga União Soviética", do Brexit e da crise migratória que assola a Europa.

"Perpassando tudo isso, temos a questão do narcotráfico", afirmou. Ele disse que estão ao lado do Brasil os principais países produtores de droga do mundo. O País é rota de passagem. "E isso gera a violência que atinge a todos os países do mundo", afirmou. Esse é motivo de grande intranquilidade da população, segundo o general.

Para Mourão, o Brasil tem dificuldade em transformar seu potencial em poder, seja pelas escolhas e estratégias erradas que adotou, seja pelo excesso de regulamentação.

Falando em regras e taxas...

Mourão aproveitou sua fala para alfinetar o sistema tributário brasileiro. Segundo o vice eleito, o regime de impostos atual é uma "bola de ferro amarrada no pé de cada empreendedor". Ele afirmou que a ideia do novo governo é simplificar e, num segundo momento, reduzir alíquotas "de modo que todos entrem na base de pagamento".

Outro ponto abordado por Mourão foi o do equilíbrio fiscal. Ele defendeu que o governo gaste o que arrecada e enfatizou que o Brasil vai fechar o quinto ano consecutivo no vermelho.

Para o vice-presidente eleito, a economia brasileira precisa primeiro se recuperar para depois se expor ao mundo. "Investimentos estrangeiros são bem-vindos, mas desde que sejam capital de risco", disse ele, frisando as duas últimas palavras. "Não queremos empréstimo puro e simples", afirmou. "Esse filme a gente já viu e sabe que não dá certo."

A política econômica vai se pautar também pelo plano de "privatizar o que pode ser privatizado" e "desregular o País, libertar o animal". Para ele, o excesso de regulação dificulta o empreendedorismo e tolhe a sua capacidade de progredir. O general listou ainda a aceleração nos processos de registro de propriedade intelectual.

Pelo lado do governo, Mourão afirmou que se buscam "novos padrões de governança", com uso de tecnologias digitais, estabelecimento de metas, monitoramento. Ele mencionou ainda a comunicação de governo, com uso das redes sociais, para explicar à sociedade o que o governo está fazendo. "O presidente é mestre nisso", comentou.

Outro fundamento são as relações baseadas na confiança e no contrato. "Não vai haver confiança se não há um bom ambiente de negócio e não há segurança jurídica", afirmou. Sem isso, avaliou, "ninguém vai investir."

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Direto na conta

Caixa começa a pagar hoje segunda parcela do auxílio emergencial

Nascidos em janeiro receberão nas contas poupança digitais

ESTRADA DO FUTURO

As ações de tecnologia estão caras ou baratas? Saiba como os analistas fazem as contas

Com o tempo, a análise dessas empresas migrou da abordagem de tradicional para um modelo de probabilidades e grandes números

Pandemia

Número de óbitos por covid-19 passa de 434 mil; casos passam de 15,5 milhões

Mais de 2 mil mortes e 67 mil novos casos foram registrados nas últimas 24 horas

Polui menos

Petrobras bate recorde de vendas de diesel S-10

Impacto ambiental do derivado é menor

Acabou a mamata?

Congresso reage a supersalários da cúpula do governo

Medida beneficia diretamente o presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies