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Luis Ottoni
Luis Ottoni
Jornalista formado pela Universidade Mackenzie e pós-graduando em negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou nas editorias de economia nos portais G1, da Rede Globo, e iG.
Acima do esperado

Exportações chinesas crescem mesmo com tensões comerciais com os EUA

Exportações totais chinesas cresceram 14,5% em setembro após uma alta anual de 9,8% em agosto

12 de outubro de 2018
11:04 - atualizado às 14:08
Xi Jinping
Importações chinesas também subiram em setembro, mas não superou as expectativas dos analistasImagem: shutterstock

As exportações da China tiveram uma alta inesperada em setembro, mesmo com o agravamento das tensões comerciais com os Estados Unidos.

As exportações totais chinesas cresceram 14,5% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, após uma alta anual de 9,8% em agosto. Economistas projetavam avanço de 8,8%. A informação foi divulgada ontem pela agência "Dow Jones".

Já as importações chinesas tiveram alta de 14,3% em setembro na comparação anual, desacelerando a alta de 20% do mês anterior. Analistas previam avanço de 16% nas importações, portanto esse resultado frustrou a expectativa.

O superávit comercial da China com os EUA cresceu a US$ 34,1 bilhões em setembro, de US$ 31,1 bilhões em agosto, segundo cálculos do jornal "Wall Street Journal" a partir dos números oficiais. O resultado representa um novo recorde.

Washington e Pequim veem travando uma guerra tarifária que só se agravou desde o começo deste ano. Veja o histórico:

  • 1º de março: Trump anuncia tarifas em todas as importações de aço, alumínio e metais da China
  • 22 de março: Trump anuncia novos planos de impor tarifa de 25% sobre US$ 50 bilhões de bens chineses. A China responde, prometendo retaliar
  • 4 de abril: China anuncia uma lista de 100 bens que seriam tarifados equivalentes a US$ 50 bilhões
  • 21 de maio: após reunião, ambos os países anunciam um acordo comercial para evitar tarifas
  • 29 de maio: Casa Branca anuncia que seguirá em frente com as taxas sobre os bens chineses
  • 15 de junho: Trump apresenta nova lista de bens chineses a serem tarifados, equivalentes a US$ 34 bilhões
  • 18 de junho: Trump ameaça nova tarifa de 10% sobre mais US$ 200 bilhões de bens chineses
  • 6 de julho: as primeiras tarifas, equivalentes a US$ 34 bilhões em bens chineses, entram em vigor
  • 10 de julho: os EUA divulgam uma lista adicional de US$ 200 bilhões em bens chineses que receberiam tarifa de 10%
  • 1º de agosto: Washington anuncia que irá dobrar tarifas de 10% para 25%
  • 3 de agosto: China anuncia que irá impor novas tarifas sobre US$ 16 bilhões em bens, que entrarão em vigor no dia 23 de agosto
  • 7 de setembro: Trump ameaça impor novas tarifas sobre US$ 267 milhões em bens chineses
  • 17 de setembro: Trump anuncia tarifa de 10% sobre bens chineses ao dizer que a China não vem medindo esforços para “mudar suas práticas”
  • 18 de setembro: a China diz que não tem “escolha” a não ser retaliar as tarifas dos EUA

 

*Com Estadão Conteúdo

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