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Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
Jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e com MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Foi editora de Economia do G1 e repórter de O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo e do portal IG.
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco) e “Abandonado” (Geração).
ELEIÇÕES 2018

Votação expressiva de Bolsonaro puxa a Bolsa (mais) pra cima

Bolsonaro conseguiu 46% dos votos válidos e vai disputar segundo turno com Fernando Haddad (29%). Investidores ficaram otimistas com o resultado

8 de outubro de 2018
5:50 - atualizado às 11:29
Jair Bolsonaro é carregado durante evento de campanha - Imagem: Shutterstock

O dia de eleição é dia de plantão para os jornalistas. Há um grupo escalado para acompanhar voto de candidato, outros ficam de plantão no TSE e outros tantos trabalham nos bastidores na redação. Mas não é só jornalista que faz plantão na eleição. Os gestores de ações também montaram QG para acompanhar a apuração. Na MZK tinha pizza e coca-cola ontem à noite. Tudo isso porque os números do primeiro turno vão mexer com a Bolsa nesta segunda-feira e eles precisam montar suas posições.

"Devemos ter um bom dia pela frente", disse Marco Antonio Macchi, diretor de investimentos da MZK.

Ele lembra que Bolsonaro não venceu no primeiro turno, mas teve uma votação acima do que apontavam as pesquisas eleitorais. Ele conseguiu 46% dos votos válidos, mais do que os 41% que o Ibope apontou na pesquisa divulgada na véspera da eleição.

Ele não está sozinho nessa análise. No plantão do Seu Dinheiro, conversamos com diversos gestores do mercado financeiro sobre o resultado da eleição. Agradou – e muito! O mercado financeiro está na torcida por Jair Bolsonaro e o bom desempenho do candidato deve se refletir em ganhos para o chamado kit Brasil: real, juros e especialmente Bolsa.

“Os investidores devem colocar no preço na segunda-feira uma chance maior de vitória do Bolsonaro do que na sexta-feira.”

A frase acima é de Marcelo Giufrida, sócio da Garde Asset Management, responsável pela gestão de pouco mais de R$ 7 bilhões em fundos. Para ele, Bolsonaro vai apenas “cumprir tabela” no segundo turno e só perde a eleição se “cometer um grande erro”.

Na avaliação inicial de um banco estrangeiro, ao qual o Seu Dinheiro teve acesso, a eleição está praticamente decidida em favor de Bolsonaro em função da diferença de votos para Haddad. Com isso, Ibovespa deve buscar os 90 mil pontos rapidamente, com ajuda de entrada de investidores estrangeiros e valorização de estatais. Movimento implícito no índice iShares MSCI Brazil Capped ETF (EWZ), seria de 7% de alta. No câmbio, avaliação é de queda até R$ 3,8.

Estatais nos holofotes

Plataforma P-61 da Petrobras - Imagem: Shutterstock.com

O avanço deve ocorrer principalmente nos preços das ações das estatais, dando continuidade ao movimento ocorrido na última semana, na avaliação de José Trovar, sócio-fundador da gestora Truxt Investimentos.

Ações de companhias como Petrobras e Eletrobras vêm se beneficiando das menores chances de o PT voltar ao poder e, consequentemente, interferir na gestão das estatais. A grande diferença de votos entre Bolsonaro e Haddad no primeiro turno deve levar o mercado a entender que as chances do PT não são realmente grandes. O otimismo pode até levar a uma alta exagerado nos preços, alerta Tovar.

“O cenário é muito favorável para o Bolsonaro no segundo turno. Os preços vão refletir uma vitória dele e podem exagerar”, diz Tovar.

Para Tovar, é importante mesclar os investimentos de liquidez imediata com outros de médio e longo prazo, como ações e NTN-B (títulos públicos atrelados à inflação) de vencimento longo.

Nos estados, destaque para Cemig e Copasa

O bom desempenho de Romeu Zema, do partido Novo, na disputa pelo governo mineiro surpreendeu – e deve trazer alegrias para os investidores das estatais mineiras.
A expectativa é que as estatais de saneamento e energia, Copasa e Cemig, subam na esteira da possibilidade de vitória de Zema, do partido Novo.

Um dos motes de Zema, ao longo da campanha, foi a privatização. Um material de divulgação do candidato, por exemplo, divulgado no Twitter diz: "Zema vai privatizar a Copasa para diminuir a conta de água dos mineiros".

*Com Luciana Seabra

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