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Questões de longa data

S&P afirma que problemas fiscais do Brasil não são fáceis de corrigir em poucos anos

Diretora-executiva da agência de rating, Lisa Schineller, ressaltou que os entraves fiscais do país existem há mais de 20 anos

24 de janeiro de 2019
14:33
Para a diretora da S&P, depende do Brasil o momento em que o País voltará ao grau de investimento - Imagem: Shutterstock

A diretora-executiva para rating soberano da S&P Global Ratings, Lisa Schineller, afirmou que os problemas fiscais no Brasil não são fáceis de corrigir em poucos anos, pois existem desde antes de 1998, quando a agência começou a analisar a economia do País. "São questões complexas que avançaram ao longo do tempo e acumulam dificuldades para serem resolvidas. Por exemplo, como enfrentar a desoneração de impostos para segmentos de empresas?", destacou. "Temos uma avaliação de que as mudanças ocorrerão de uma forma mais devagar do que outros estimam."

Segundo Lisa, "depende do Brasil o momento em que o País voltará ao grau de investimento", especialmente com a implementação de reformas para gerar uma dinâmica sustentável para as contas públicas.

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"O Uruguai levou dez anos para voltar ao grau de investimento. Alguns outros países nem retornaram a esta condição", disse ela. "A privatização deve avançar, mas será uma contribuição em única vez e não é substituto para reformas estruturais", disse.

O rating do Brasil perante a S&P é BB-, com perspectiva estável.

Lisa Schineller fez os comentários em evento promovido pela Brazilian American Chamber of Commerce em Nova York.

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