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Com bloqueio no Estreito de Ormuz, companhias aéreas cortam rotas e criam taxas extras diante da disparada do combustível

A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já começa a bater no bolso de quem pretende viajar. Com o bloqueio no Estreito de Ormuz apertando a oferta global de petróleo, o impacto chega direto ao setor aéreo — e promete passagens mais caras e menos voos.
O alerta veio da Agência Internacional de Energia (AIE): a Europa pode enfrentar escassez de combustível de aviação em poucas semanas. Em resumo, isso significa cortes na oferta de voos e reajustes nos preços.
E o movimento já começou. O querosene de aviação mais que dobrou de preço, saltando de cerca de US$ 99 por barril no fim de fevereiro para até US$ 209 no início de abril.
Para compensar o aumento de custos, companhias aéreas têm recorrido a taxas extras — seja no despacho de bagagem, seja com sobretaxas de combustível embutidas nas passagens.
Os efeitos já aparecem na malha aérea. A Air Canada anunciou que vai suspender voos para o aeroporto JFK, em Nova York, entre junho e outubro, numa tentativa de aliviar a conta do combustível.
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Outras gigantes do setor, como United, Delta e Air France-KLM, além de companhias da Ásia e Europa, já reduziram rotas e indicam novos aumentos de tarifas caso o fluxo de petróleo siga comprometido no Estreito de Ormuz.
Para analistas ouvidos pela Associated Press, o cenário é de baixa previsibilidade. Com tanta incerteza, a tendência é de passagens mais caras por mais tempo — ao menos até que o mercado de petróleo volte a se estabilizar.
No sábado (18), o Irã voltou a fechar a navegação pelo estreito, em resposta à manutenção do bloqueio naval dos EUA, elevando ainda mais a tensão — e os custos — no setor aéreo global.
*Com informações da Associated Press e do Estadão Conteúdo
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