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MAÇÃ TRILIONÁRIA

Como Tim Cook salvou a Apple da falência e permitiu que Steve Jobs moldasse o mercado e o consumo de tecnologia no século 21

Tim Cook decide deixar o posto de CEO da Apple após 15 anos de liderança; big tech virou trilionária durante sua gestão

Tim Cook ceo apple
Tim Cook / Imagem: Divulgação Apple - Imagem: Imagem: Divulgação Apple

O CEO da Apple, Tim Cook, vai deixar o cargo após 15 anos de liderança. Em 1998, Cook chegou à empresa da maçã com objetivos claros: ajudar a salvar a Apple da falência e permitir que Steve Jobs voltasse a revolucionar o mercado de tecnologia.

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À época da chegada de Cook, a Apple passava por dificuldades financeiras severas e Jobs precisava de alguém para cuidar da parte ‘chata’ do negócio.

Muitos não teriam aceitado a proposta, dado o cenário da empresa, mas Cook parecia ter uma visão parecida com a de Jobs para o futuro da Apple.

Tim Cook: o último respingo de Steve Jobs na Apple?

Contar a história de Tim Cook sem mencionar Steve Jobs é uma missão impossível. Então, para contexto, é preciso voltar um passo e contar um pouco da história da Apple.

A então ‘Apple Computer Company’ foi fundada em 1976 por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne. Porém, em 1985, Jobs pediu demissão por diferenças com os outros líderes da companhia.

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Por alguns anos, a Apple colheu os frutos das primeiras criações de Jobs. Aos poucos, no entanto, ela parecia ficar para trás da concorrência.

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Quando Jobs voltou à empresa, em 1997, a situação financeira era precária e poucos acreditavam na volta por cima. No ano seguinte, ele contratou Tim Cook que começou a colocar ordem na casa.

Conhecido pela personalidade explosiva e pelo perfeccionismo, Jobs confiou a Cook a tarefa de otimizar a cadeia de suprimentos e a operação global.

Com isso, Jobs ficou livre para criar. Vieram então os iPods, iPads, iPhones e tantos outros produtos transformados em sonho de consumo.

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O provisório vira definitivo

O mandato de Tim Cook como CEO da Apple deveria ser apenas provisório. Ele assumiu a função temporariamente em 2009 para que Jobs tratasse um câncer de pâncreas. No entanto, o fundador da Apple sucumbiu à doença.

Dois meses antes da morte de Jobs, em 2011, Cook assumiu efetivamente o posto.

Mesmo sem Jobs, a Apple continuou crescendo em valor de mercado sob a batuta de Cook. Hoje, o valor de mercado da companhia é de aproximadamente US$ 4 trilhões.

Nos últimos anos, a Apple lançou produtos como o Apple Watch e os AirPods. Cook também apostou em serviços, como Apple Music e Apple TV+, diversificando as fontes de receita da empresa.

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O CEO fez o que sabia fazer desde o início e fez a companhia ter uma cadeia de suprimentos invejável.

Além disso, diversificou os produtos e apostou em energia renovável e políticas de privacidade, ganhando destaque no compromisso ambiental e ético.

Mas nem tudo são flores.

As abobrinhas de Cook

Apesar de revolucionar no quesito eficiência, muitos argumentam que a Apple perdeu não apenas o CEO com a morte de Jobs, mas a capacidade de inovação disruptiva que a diferenciava da concorrência.

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Além disso, mesmo tendo diversificado na teoria, a empresa ainda depende das vendas de iPhone. Para se ter uma noção, no quarto trimestre fiscal de 2025, apenas essa categoria representou 47% da receita da Apple.

Uma maçã doce ou envenenada?

Quem passará a cuidar da macieira é John Ternus, que assumirá o cargo oficialmente apenas em setembro. O novo CEO enfrentará não só o desafio de cuidar do legado dos que o antecederam, mas de levar a Apple a recuperar a capacidade de inovação.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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