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Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira aos 68 anos. O brasileiro é reconhecido como um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos.

Faz pouco mais de um mês que Oscar Schmidt não pôde comparecer à cerimônia de sua inclusão no Hall da Fama do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) por causa de uma cirurgia. O filho Felipe participou da homenagem em nome do pai. Nesta sexta-feira (17), o Mão Santa foi para o céu aos 68 anos, após dar entrada em um hospital de Santana de Parnaíba (SP) depois de passar mal em casa.
O fato é que a morte muitas vezes transforma uma pessoa em lenda. Muito antes disso, Oscar tornou-se uma lenda viva, reconhecido como um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos.
A homenagem do COB a Oscar foi tardia. Muito antes do Comitê Olímpico Brasileiro, a "mão santa" de Oscar podia ser vista nos Halls da Fama da Fiba e da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga norte-americana.
Oscar já era o grande nome do basquete brasileiro no fim dos anos 1970. Em 1979, levou o Sírio-Libanês ao título mundial interclubes. No ano seguinte, em Moscou, disputou a primeira de suas cinco Olimpíadas.
Mas o espírito de luta em quadra e a precisão de seus arremessos encantavam não apenas o público brasileiro. Em 1984, aos 26 anos, Oscar chegou a ser chamado para jogar a NBA.
E não estamos falando de uma temporada qualquer qualquer. O drafting da NBA de 1984 foi um dos melhores de todos os tempos. Por meio dele chegaram à liga principal jogadores como Michael Jordan, Charles Barkley, Hakeem Olajuwon e John Stockton.
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Oscar Schmidt foi selecionado pelo New Jersey Nets, franquia que anos mais tarde se mudaria para o Brooklyn, mas disse não.
O motivo? Se fosse para a NBA, Oscar não poderia mais defender a seleção brasileira. Funcionava assim na época.
Oscar Schmidt é o segundo maior cestinha da história do basquete mundial. Ele marcou, ao todo 49.973 pontos. Detalhe: durante boa parte dos seus primeiros anos de carreira, não existia a linha dos três pontos. Foi superado apenas em 2024 pelo norte-americano LeBron James.
Por clubes, além do mundial de 1979, Oscar também foi campeão brasileiro de basquete por Sírio, Palmeiras e Corinthians. Encerrou a carreira no Flamengo.
O Mão Santa é o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos.
Vale notar que ele disputou cinco Olimpíadas seguidas (Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta1996), sendo somente as últimas três com a linha dos três pontos em vigor.
Em 1987, liderou uma virada histórica sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis.
O Brasil chegou a ficar 20 pontos atrás dos norte-americanos, mas reagiu e venceu por 120 a 115. Oscar marcou 46 pontos na decisão do ouro.
Ao longo de sua carreira, Oscar Schmidt foi uma prova viva de que o basquete de alto nível não se restringe à NBA.
O Mão Santa foi induzido ao Hall da Fama por Larry Byrd, outra lenda de sua geração.
Além de Oscar, somente outros dois brasileiros estão no Hall da Fama da NBA: Hortência e Ubiratan.
Oscar também foi homenageado pelo Brooklyn Nets.
Mesmo sem nunca ter jogado lá, o time que sucedeu o New Jersey Nets lançou em 2017 uma camisa em homenagem a Oscar com o número 14 que o imortalizou.
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