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2019-05-02T12:02:18+00:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Ranking

Os melhores e piores investimentos de abril: ativos de risco se destacam por incrível que pareça

Ranking dos melhores investimentos do mês foi liderado por dólar e bolsa; títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação tiveram desempenho negativo

1 de maio de 2019
5:33 - atualizado às 12:02
Medalhas de primeiro, segundo e terceiro lugar
Imagem: kovop58/Shutterstock

Em abril, o mercado financeiro brasileiro variou de tenso a parado. Mas, apesar disso, os ativos de risco, por incrível que pareça, foram os melhores investimentos do mês. Dentre os ativos e índices acompanhados pelo Seu Dinheiro, o dólar, o IFIX (índice que acompanha o desempenho dos fundos imobiliários negociados em bolsa) e o Ibovespa tiveram as maiores altas de abril.

Na outra ponta do ranking apareceram os títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação. Enquanto os juros futuros mais curtos apresentaram queda, valorizando os prefixados e indexados à inflação de curto e médio prazos, os juros longos tiveram leve alta, penalizando os títulos com vencimento num futuro mais distante. Mesmo assim, os juros futuros não se mexeram muito em abril.

Aplicações de renda fixa conservadora aparecem no meio da lista, com a poupança antiga na liderança, seguida do CDI - taxa de juros que baliza o retorno dos investimentos de baixo risco. A poupança nova e o título público atrelado à Selic tiveram retorno bem mais modesto.

Confira o ranking, que inclui apenas os títulos públicos ainda disponíveis para compra via Tesouro Direto:

Os melhores investimentos de abril de 2019

Mês de aprovação da reforma da Previdência na CCJ

Abril foi o mês em que a reforma da Previdência, após muito sofrimento, finalmente passou na Comissão de Constituição de Justiça da Câmara (CCJ), apenas a primeira etapa de um longo e tortuoso caminho pelo qual a proposta terá que passar.

Também houve o episódio da intervenção do presidente Jair Bolsonaro na Petrobras, em razão da alta do preço do diesel, que penalizou fortemente as ações da estatal. Ruídos políticos também abundaram em um mês em que a bolsa esteve muito sujeita ao cenário político.

Mesmo assim, a caminhada da reforma da Previdência e o noticiário corporativo, com a temporada de balanços, fizeram o Ibovespa se mover positivamente.

A Selic baixa também contribui para o brilho dos ativos de risco, notadamente dos fundos imobiliários, muito procurados em cenários em que a renda fixa passa a apresentar baixo retorno por conta da taxa básica de juros reduzida.

A reação fraca da atividade econômica contribui para que os ativos de risco se mantenham atrativos perante a renda fixa, uma vez que altas nos juros não estão à vista. Mas o embate em torno da aprovação da reforma da Previdência, que contribui para a economia meio parada, também não ajuda os juros futuros a caírem mais, por ora.

Quem brilhou na bolsa

Entre as ações, os papéis de companhias de alimentos focadas em proteína animal lideraram as altas do mês: BRF (BRFS3), JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3) tiveram altas de dois dígitos frente às perspectivas de a China passar a comprar mais carne brasileira.

Na outra ponta, as ações da Cielo (CIEL3) foram as que mais sofreram, com a concorrência acirrada no setor de pagamentos, que já foi apelidada de "guerra das maquininhas".

*Atualizado em 02/05/2016 com correção da variação do dólar PTAX.

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