Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
SEGREDOS SUBTERRÂNEOS

Como 6,3 mil toneladas de ouro foram parar no subsolo de Nova York

Reserva de mais de US$ 1 trilhão armazenada pelo Federal Reserve virou tema de debate após tensões entre os EUA e aliados europeus

Cofre de Ouro do Federal Reserve, em Nova York. - Imagem: Federal Reserve Bank of New York / Divulgação

O Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos guarda, no subsolo de sua sede na Liberty Street, em Nova York, cerca de 6,3 mil toneladas de barras de ouro — um volume que, a preços atuais, supera US$ 1 trilhão, o equivalente a aproximadamente 4% do PIB do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse total reúne reservas de países, bancos centrais e instituições financeiras do mundo todo. O ouro atua como um instrumento de proteção do sistema financeiro global, especialmente em momentos de incerteza política e crises econômicas.

Protegido por um cilindro de aço de 90 toneladas que, uma vez fechado, só pode ser aberto no dia seguinte, o Cofre de Ouro do Fed é considerado o maior depósito de ouro do mundo.

No entanto, esse título passou a ser questionado. Políticos e especialistas europeus começaram a discutir a possibilidade de repatriar suas reservas diante da postura internacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Como o ouro foi acumulado

A reserva começou a se formar a partir da década de 1950, no período pós-guerra, quando países europeus se recuperavam economicamente e ampliavam suas relações comerciais com os Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na época, vigorava o sistema monetário de Bretton Woods, criado em 1944, que estabelecia um regime de câmbio fixo com o dólar atrelado ao ouro.

Leia Também

TOUROS E URSOS #272

Por que os juros são tão altos no Brasil? Economista avalia os principais motivos que sustentam a Selic em dois dígitos

AZEITE IMPRÓPRIO

Ministério da Agricultura recolhe azeite extravirgem impróprio para consumo; veja qual lote

Esse modelo transformou o ouro e o dólar nos ativos mais confiáveis do sistema financeiro internacional. Como transportar e segurar o metal era caro, tornou-se mais vantajoso armazená-lo gratuitamente nos cofres do Federal Reserve.

Ao mesmo tempo, a União Soviética e o avanço do socialismo eram vistos como ameaças pelas nações ocidentais. Nesse contexto, a guarda norte-americana era considerada uma das mais seguras do mundo, reforçando o papel dos Estados Unidos como custodiante das reservas internacionais.

A divisão do ouro

A volta de Donald Trump à presidência preocupa algumas entidades que mantêm reservas no Cofre de Ouro do Fed. Entre elas está a Alemanha, que possui a maior quantidade de ouro estrangeiro armazenada no local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A preocupação está ligada à postura frequentemente adotada por Trump em relação a compromissos internacionais e aliados europeus, especialmente em temas como tarifas comerciais, a soberania da Groenlândia — território pertencente à Dinamarca — e conflitos no Oriente Médio.

Apesar disso, muitos especialistas defendem a manutenção das reservas nos Estados Unidos. O principal argumento é que o Federal Reserve atua de forma independente do governo americano. Além disso, uma eventual repatriação poderia aumentar tensões diplomáticas e gerar desafios logísticos relevantes.

Países que já retiraram parte das reservas

Embora a ameaça de interferência política seja apenas uma hipótese, a quantidade de ouro armazenada no cofre vem diminuindo desde 1973, quando ultrapassava 12 mil toneladas.

Alguns países já decidiram trazer parte de suas reservas de volta para casa. Foi o caso da Holanda, que reduziu em cerca de 20% a quantidade armazenada nos EUA durante a crise da Grécia e do euro, em 2014.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Alemanha também promoveu repatriações no mesmo período.

Já a França retirou parte de suas reservas ainda na década de 1960, quando o então presidente, Charles de Gaulle, temia uma desvalorização repentina do dólar.

A preocupação se mostrou válida alguns anos depois. Em 1971, os Estados Unidos encerraram a conversibilidade do dólar em ouro, marcando o fim do sistema de Bretton Woods.

*Sob supervisão de Renan Dantas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Perolas 26 de maio de 2026 - 16:11

O valor da escassez

Como a China transformou uma joia rara em produto de massa

26 de maio de 2026 - 16:11
Bandeiras países 26 de maio de 2026 - 15:15
Canetas emagrecedoras/Imagem:anilorax/freepik 26 de maio de 2026 - 14:15
Fachada de agência do Itaú Unibanco (ITUB4). 26 de maio de 2026 - 11:31
26 de maio de 2026 - 9:39

JORNADA DE TRABALHO

Pedido de vista adia votação da PEC do fim da escala 6X1

26 de maio de 2026 - 9:39
Lotofácil 3694 e da Lotomania 2928 26 de maio de 2026 - 8:32
25 de maio de 2026 - 15:43
imposto de renda ir 25 de maio de 2026 - 15:04
25 de maio de 2026 - 14:58
25 de maio de 2026 - 11:34
FGTS 25 de maio de 2026 - 11:23
A corrida dos bancos, entre Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3). 24 de maio de 2026 - 16:48
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia