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2019-08-07T15:20:34+00:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Ações do mês

O que Braskem, Petrobras e Natura têm em comum? Ações entre as mais recomendadas para março

Braskem e Petrobras continuam entre as queridinhas dos gestores enquanto os papéis da Natura ganham espaço

8 de março de 2019
5:12 - atualizado às 15:20
Selo Ação do mês
Venda da Braskem segue como o principal foco de atenção na bolsa - Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

O que uma produtora de petróleo, uma petroquímica e a Natura têm em comum? Não se preocupe: o creme que você passa no rosto não é feito do óleo negro do pré-sal. As três empresas são os destaques entre as recomendações dos analistas para investimentos em ações em março.

Neste mês, entre as ações mais recomendadas temos algumas mudanças de posições e uma novidade. Depois de tanto tempo liderando a lista de indicações, a Petrobras deu espaço para a Braskem, mas ainda é presença garantida entre as recomendações dos analistas. Para fechar o top 3, a Natura, gigante da área de cosméticos, está animando muita gente com os seus planos de expansão.

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Vale mencionar também o crescimento do otimismo em relação a indústria de papel e celulose, e as indicações dos papéis da Klabin e Suzano Papel reforçam isso. Para analistas da Planner, a tendência de alta no preço da celulose, demanda forte da China e Europa e a desvalorização do real frente ao dólar são alguns dos fatores que influenciam o cenário.

Surfando na onda

O otimismo com a Braskem continua em alta e a indicação para o papel da petroquímica (BRKM5) foi a campeã do mês.

Boa parte dos ventos favoráveis para a empresa ainda estão relacionados ao desejo de venda da participação de suas principais acionistas: Petrobras e Odebrecht.

No mês passado, o Fernando Pivetti já havia comentado sobre as declarações do novo presidente da Petrobras sobre os “desinvestimentos” da empresa. Durante um evento do Credit Suisse, Roberto Castello Branco mencionou que a prioridade da estatal não será o setor de petroquímica e sim o pré-sal.

Enquanto isso, a Odebrecht já está negociando a parte que lhe cabe. A holandesa LyondelBasell demonstrou interesse em adquirir a participação da construtora e um acordo é esperado em breve. Alguns analistas avaliam o valor do negócio em R$ 9 bilhões.

A Necton, uma das corretoras que selecionou as ações da petroquímica como indicação para seus clientes, espera que a venda do controle dê um novo gás para os papéis.

Vale citar que as expectativas por um acordo se somam aos bons resultados esperados para o balanço do quarto trimestre de 2018. Os novos números estão programados para o próximo dia 13. No terceiro trimestre de 2018, a empresa apresentou crescimento de vendas, elevação da receita e um lucro líquido de R$1,3 bilhão. Comparado com os números do terceiro trimestre do ano anterior, a Braskem apresentou um aumento de 145,7%.

Xô, contas no vermelho!

A queridinha dos investidores continua se destacando na bolsa e nos noticiários. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) continuam com presença garantida no Top-3 dos analistas. E esse é apenas mais um dos motivos para a petroleira comemorar.

Depois de quatro anos no vermelho e uma série de crises internas, a empresa finalmente apresentou um balanço anual positivo. Os dados do último trimestre de 2018 mostram um lucro líquido de R$ 25,779 bilhões para a estatal.

A Terra Investimentos cita o intenso comprometimento da estatal para reduzir as suas dívidas e o grande leque de ativos para vender como grandes atrativos da companhia. Os analistas da Mirae acreditam que o papel tem bom potencial para continuar se valorizando.

As mudanças não surgem da noite para o dia e temos mais de dois anos para o processo de recuperação financeira ser concluído, mas as ações para minimizar o endividamento da estatal já estão em andamento. É o caso do pacote de desinvestimento de refinarias e a já mencionada venda da participação na Braskem.

Castello Branco, presidente da companhia, também quer acelerar a eliminação de ativos com a venda de campos maduros e em águas rasas, além de se desfazer de algumas usinas termoelétricas. Um plano de demissão voluntária (PDV) também está sendo estudado.

E na gigante listas de declarações recentes sobre as mudanças que estão por vir, o presidente da estatal voltou a falar sobre a revisão do contrato de cessão onerosa, defendendo que a responsabilidade fique a cargo exclusivamente da União e da estatal, sem necessidade de passar pelo Congresso. A pauta já é antiga e está no radar dos investidores. Um desfecho nessa história deve trazer bons frutos para quem aposta na empresa.

De olho na Ásia

Dentre todas as opções que prometem movimentar o mercado, os papéis da Natura (NATU3) são a grande novidade do mês.

E devo dizer que o otimismo tem fundamento. Nos últimos tempos, a companhia vem apresentando uma série de resultados positivos e animando analistas. Retomada do crescimento e um papel de liderança em categorias estratégicas no Brasil são os dois fatores que ajudam a explicar o fenômeno.

Para a Guide Investimentos, isso é reflexo do avanço de produtividade das consultoras e do ritmo de expansão apresentado na América Latina. A corretora foi uma das que selecionou os papéis da Natura e diz que segue confiante no desempenho da empresa, em seu ritmo de recuperação e seu posicionamento estratégico.

Vale comentar também que o balanço do 4º trimestre da Natura veio acima das expectativas. Superando as previsões, a empresa fechou o ano com um lucro líquido de R$ 548,4 milhões. O crescimento forte nas vendas conta com o fortalecimento de diversas marcas da empresa, como a The Body Shop e Aesop. O comprometimento da companhia na busca de eficiência operacional, com um maior controle de despesas também tem animado os analistas.

Boa parte do otimismo quanto ao futuro vem do potencial de exploração no mercado asiático, especialmente a China. Os produtos da The Body Shop e Aesop possuem grande aceitação local, o que deve impulsionar as vendas da companhia.  A expectativa é que a companhia continue melhorando sua rentabilidade influenciada pelas operações internacionais.

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