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Anvisa informa que informações divulgadas sobre equivalência de canetas contrabandeadas do Paraguai são falsas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu que testes realizados em canetas emagrecedoras contrabandeadas do Paraguai não comprovam equivalência com medicamentos registrados no Brasil, como o Mounjaro.
O esclarecimento foi publicado após a circulação de informações falsas nas redes sociais. Segundo as fakes news, análises realizadas pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp (CIATox) comprovariam a equivalência entre as canetas.
Segundo a Anvisa, para garantir que um medicamento é equivalente a outro, são necessários testes específicos capazes de comprovar que ambos apresentam as mesmas características de qualidade, segurança e eficácia.
Além disso, é preciso avaliar se o medicamento tem o mesmo comportamento no organismo após a administração.
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp (CIATox) realizou apenas testes para verificar a presença, a concentração e a estrutura molecular do princípio ativo tirzepatida em medicamentos contrabandeados.
Na prática, isso significa que os exames permitiram confirmar apenas a presença do princípio ativo nas amostras analisadas.
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A Anvisa ressaltou ainda que o CIATox não é um centro de bioequivalência credenciado no Brasil. Por isso, os testes realizados não permitem afirmar que as canetas sejam equivalentes aos medicamentos registrados no país.
Segundo a agência, também não foram realizadas análises para verificar impurezas, contaminantes, degradação do produto, esterilidade, presença de metais pesados, entre outros aspectos fundamentais para atestar a qualidade e a segurança do medicamento.
A Anvisa destacou ainda que os testes não avaliaram a biodisponibilidade do produto.
"Esse é o dado mais relevante para dizer que um medicamento funciona do mesmo jeito que outro", informou a agência em nota.
*Sob supervisão de Renan Dantas.
*Com informações da Agência Brasil.
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