Menu
Ivan Sant’Anna
Seu Mentor de Investimentos
Ivan Sant’Anna
É trader no mercado financeiro e autor da Inversa
2018-10-08T17:28:33+00:00
Seu mentor de investimentos

Muda, Brasil!

Simplesmente não dá para esperar que os fatos auspiciosos se confirmem para começar a investir. Aí poderá ser tarde. O mercado sempre os antecipa

8 de outubro de 2018
14:02 - atualizado às 17:28
protesto Bolsonaro
Imagem: Reprodução/Twitter

Todos os brasileiros, principalmente os políticos, a todo momento falam em mudanças.

“Nós vamos mudar o Brasil”, diz um candidato de perfil partidarista.

“Eu vou mudar o Brasil”, diz outro, mais egocêntrico.

“Vote em 9994 para mudar”, diz uma moça numa inserção política da TV.

“O Brasil não vai mudar nunca”, diz a cozinheira aqui de casa. “Esses políticos são todos ladrões.”

“A nova legislação eleitoral foi feita para que tudo fique na mesma”, reclama um cientista político.

“Eles querem se perpetuar no poder”, concorda um colega.

“O povo brasileiro é acomodado”, choraminga um acomodado.

Só que ontem, dia 7 de outubro de 2018, o Brasil mudou. E mudou para melhor.

Não, caro amigo leitor, eu não sou bolsonarista roxo. Na verdade, votei no João Amoêdo.

Mas é bem provável que no segundo turno vote no Jair Bolsonaro, já que só terei duas opções.

Tem mais uma coisa. Contra o PT, eu voto em qualquer um. Até mesmo no... Não, nesse eu não voto nem contra o PT.

Quando digo que o Brasil mudou pra valer, não é porque deram uma votação maciça ao Jair Bolsonaro. Isso era esperado. Havia gente até que achava que ele poderia ser eleito no primeiro turno.

Logo no início da apuração, até que pintou essa possibilidade. Soltaram alguns foguetes lá pras bandas do Bolsonaro, que mora aqui na Barra da Tijuca.

Firmeza nos eleitores

Desta vez, senti firmeza nos eleitores. Eles resolveram mudar mesmo. Jogaram pra escanteio políticos que se julgavam com direito eterno de permanecer em cargos eletivos. Gente como Cesar Maia, Dilma Rousseff, Roberto Requião, Edson Lobão, Sarney Filho, Roseana Sarney, Eduardo Suplicy, Romero Jucá (eu pensei que o Jucá fosse vitalício), Lindbergh Farias...

Os filhos e filhas do Sérgio Cabral, do Jorge Picciani, do Eduardo Cunha e do Roberto Jefferson, todos aqui do Rio, com campanhas milionárias perderam suas eleições para a Câmara dos Deputados.

Desta vez, os cariocas se enfezaram e aposto que o mesmo aconteceu em boa parte do país.

Tiraram até o Cristovam Buarque, coitado, que foi levado na enxurrada das mudanças.

Erraram pra valer

E os institutos de pesquisas? Com exceção da boca de urna, erraram pra valer. Talvez a culpa seja do eleitor, seja porque minta ao ser consultado, seja – talvez - porque mude o voto na última hora. Aliás, esse foi o meu caso.

Tinha em mente votar no Eduardo Paes, que fez ótima administração na cidade por ocasião da Olimpíada, mas acabei votando no Wilson Witzel porque ele quer acabar com a corrupção e combater o crime organizado.

Para o Senado, pretendia votar no Miro Teixeira, mas acabei digitando o Cesar Maia (que perdeu) e um dos filhos do Bolsonaro. Tudo isso para contribuir com a expulsão do Lindbergh Farias.

Na cabine de votação, a gente acaba acreditando que nosso voto individual tem peso. E é bom que seja assim.

Qualquer pessoa sensata sabe que o Jair Bolsonaro é uma incógnita. Só que uma incógnita é melhor do que uma certeza ruim.

Acho quase impossível o Bolsonaro não vencer o segundo turno. Vamos entrar no terreno da direita, o que não ocorre desde a época do regime militar.

O Brasil expulsou o PT, deu uma rasteira no PSDB e partiu para alguém que se dispõe a enxugar o Estado, diminuir os impostos, privatizar e fechar estatais, reformar a Previdência, além de combater a corrupção e a criminalidade.

O Brasil do Nordeste

“Ah, ele é fascista”, diz um.

“Homofóbico”, reclama um segundo.

“Machista”, xinga uma eleitora.

“Elitista”, protesta um intelectual.

Se é assim, o Brasil do Norte, do Centro-Oeste, do Sul, do Sudeste, o Brasil menos o Brasil do Nordeste é fascista, homofóbico, machista (inclusive as mulheres), elitista, etc.

Acontece que o Brasil do Nordeste não deixou de votar no capitão por causa do fascismo, da homofobia, do machismo nem do elitismo.

O Brasil do Nordeste votou no Haddad com medo de perder o Bolsa Família, que é a grana que o pessoal recebe sem nenhum tipo de contrapartida, a não ser a de respirar. Se é que morto também não está levando a dele.

Como o mercado financeiro sempre se lixou para os substantivos e adjetivos acima, vibrou com a confirmação da vitória (em primeiro turno, é verdade) do Bolsonaro. E vai exultar se ela se confirmar no dia 28, o que é probabilíssimo de acontecer.

Aos fatos

Portanto, vamos aos fatos que interessam aos investidores e especuladores. A Bolsa de Valores tem tudo para dar um salto gigantesco e o dólar cair para o nível de 3 reais e 50 centavos ou até menos.

Essa subida não deverá ser constante. Nunca é. E, às vezes, exagera nos números. Mas recomendo aos caros amigos leitores que aproveitem eventuais correções ou realizações de lucro para vender dólares futuros a descoberto e comprar o Ibovespa.

Se o Brasil se tornar um país mais liberal economicamente, há muito potencial pela frente.

Desta vez, não tenho dúvida de que o eleitor quis mudar o país. Se os eleitos vão entender a mensagem, só o tempo dirá.

O perfil de muitos dos novos políticos me encheu de otimismo. E vejam que estou falando de pessoas cujo nome eu soube no sábado e nas quais votei ontem.

Simplesmente não dá para esperar que os fatos auspiciosos se confirmem para começar a investir. Aí poderá ser tarde. O mercado sempre os antecipa.

O ano de 2019 poderá ser uma festa. A não eleição da Dilma Rousseff, que todos davam como certa, sopra isso no meu ouvido.

Já são mais de três da manhã e, assim que remeter este texto, eu vou dormir. Mas aposto que o morador de uma cobertura em Curitiba ainda está acordado, quem sabe sonhando com os exércitos do Stédile que nunca existiram de verdade. Ou num laguinho bucólico de um sítio em Atibaia.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Entrevista

Que horas ele volta? Aumento dos IPOs na bolsa depende do estrangeiro, diz BTG Pactual

A boa notícia é que essa virada deve acontecer logo, com uma maior participação dos IPOs em relação ao total de ofertas já em 2020, me disse Fabio Nazari, sócio responsável pela área de renda variável do BTG

A Bula do Mercado

Sai guerra comercial, entra temporada de balanços

Mercado se prepara para os resultados trimestrais das empresas, enquanto aguarda novidades do acordo entre EUA e China

Posição gerou polêmica

Presidente da CCJ da Câmara diz que vai pautar PEC da regra de ouro na quarta-feira

Decisão atropela um entendimento feito entre Maia e a equipe econômica de esperar a proposta do governo para avançar na discussão no Parlamento

Seu Dinheiro na sua noite

A pergunta que não quer calar

Como jornalista, estou acostumado a fazer perguntas, mas de vez em quando me vejo em uma situação em que sou obrigado a respondê-las. Na sexta-feira à noite fui a Santos fazer uma palestra na faculdade onde estudei sobre a profissão e os livros que escrevi, inclusive o primeiro deles – que surgiu do meu trabalho […]

Paralelo à reforma principal

Presidente da comissão especial na Câmara quer votar reforma da Previdência dos militares nesta semana

Na reunião de terça-feira, marcada para as 14h, deve ser iniciada a discussão que antecede a votação

Amigos, amigos...

OCDE diz que Brasil já é um parceiro-chave da OCDE, que já está perto da organização

Diretor para a América Latina na Organização diz que o Brasil se destaca em pesquisas no sentido de competitividade global

vestuário na bolsa

IPO da C&A: começa hoje a reserva de ações da varejista

Faixa de preço dos papéis — que serão negociados sob o código CEAB3 — ficará entre R$ 16,50 e R$ 20,00; montante mínimo a ser solicitado é de R$ 3 mil

Saiu perdendo

Firjan diz que mudança nos royalties pode trazer perda de R$ 30 bilhões em 4 anos ao Rio de Janeiro

O Estado, maior produtor brasileiro de petróleo e gás natural do Brasil (60% do total), perderia R$ 6,4 bilhões por ano

Me segue!

Ex-ministro da Fazenda, Meirelles diz que grande mérito do atual governo é manter diretrizes econômicas de Temer, mas aponta erros

Secretário da Fazenda paulista afirmou que muitos dos pontos da MP da Liberdade Econômica foram traçados durante sua gestão no Ministério da Fazenda

admirável mundo novo

Economia digital vira gargalo para tributação

Na era dos aplicativos de serviços, impressoras 3D, robôs, moedas virtuais e marketplaces, o sistema tributário ficou obsoleto e tem tirado o sono do Fisco

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements