O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A postura do Federal Reserve trouxe alívio às negociações no meio da tarde, mas a tensão em relação à previdência dos militares pesou sobre o índice na reta final do pregão
Para quem gosta de reviravoltas, o Ibovespa foi um prato cheio nesta quarta-feira. E não à toa: o noticiário carregado, trazendo elementos ora favoráveis, ora desfavoráveis, fez com que o índice mostrasse fortes oscilações, especialmente na reta final do pregão. E o saldo, ao fim do dia, foi negativo, com o principal índice da bolsa brasileira fechando em queda de 1,55%, aos 98.041,38 pontos.
Fica mais fácil dividir o dia em três atos. No primeiro, a cautela antes da reunião de política monetária do Federal Reserve fez o Ibovespa e as bolsas americanas assumirem um tom negativo. No segundo, o alívio após o Fed sinalizar que não pretende subir os juros do país em 2019 deu força às negociações — o Ibovespa chegou a tocar o terreno positivo, e os mercados americanos viraram para alta. No terceiro, as dúvidas referentes à reforma da Previdência e ao projeto para os militares trouxeram nova onda de preocupação, derrubando o índice.
E por que a proposta dos militares influenciou negativamente a bolsa?
O projeto entregue pelo governo prevê uma economia líquida de R$ 10,45 bilhões em 10 anos com toda a reestruturação da carreira. Nessa conta, o governo espera economizar R$ 97,3 bilhões com as mudanças nas aposentadorias, mas deverá gastar R$ 86,85 bilhões com a reestruturação da carreira, que incluiria reajustes com benefícios e salários.
Analistas e operadores apontam que a cifra de R$ 10,45 bilhões frustrou as expectativas. Além disso, o tom assumido pelo presidente Jair Bolsonaro ao entregar a proposta ao Congresso também foi alvo de críticas, em especial a declaração de que os militares já passaram por uma reforma previdenciária mais dura do que a que tramita atualmente no Parlamento para os trabalhadores civis.
"A bolsa já estava esticada e, hoje, com a entrega da proposta e as declarações dos membros do governo, ficou um clima de falta de entendimento", diz um operador. A opinião é compartilhada por um analista que prefere não ser identificado, que se resumiu a dizer que "o mercado esperava algo bem mais robusto".
Leia Também
As informações referentes à reforma dos militares, reveladas nos últimos minutos do pregão, trouxeram uma dose redobrada de cautela ao Ibovespa: por volta de 16h30, o índice chegou a cair aos 97.980,93 pontos (-1,61%), na pior cotação do dia. Nos minutos seguintes, tentou alguma recuperação, mas acabou fechando perto das mínimas intradiárias — os resultados da pesquisa Ibope mostrando que a popularidade do governo Bolsonaro caiu 15 pontos em dois meses também foram citados como fator extra de preocupação.
Esse tom negativo contrasta com o que era visto por volta das 16h, quando o Ibovespa aparecia na faixa dos 99 mil pontos. Essa calmaria do meio da tarde estava relacionada ao exterior: o tom paciente do Fed trouxe alívio aos mercados, especialmente os emergentes, que temiam que uma postura mais agressiva da autoridade americana gerasse um "aspirador de liquidez".
O efeito Fed foi mais duradouro nos mercados de câmbio e juros. O dólar à vista fechou em queda de 0,57%, aos R$ 3,7676. No mercado de juros, os DIs longos tiveram forte ajuste negativo: as curvas com vencimento em janeiro de 2025 recuaram de 8,52% para 8,46% e os DIs para janeiro de 2023 tiveram queda de 7,962% para 7,86%. Entre as curvas curtas, os DIs para janeiro de 2020 tiveram baixa de 6,36% para 6,325%, e os para janeiro de 2021 caíram de 6,901% para 6,85%.
"Essa montanha-russa foi pela soma do Fed dovish e por um receio em relação a parte da reforma dos militares", resume Álvaro Frasson, analista da Necton.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones fechou em queda de 0,55%, o S&P teve perda de 0,29% e o Nasdaq subiu 0,06% — as bolsas americanas também perderam força na reta final do pregão, após a euforia inicial com o Fed. Na Europa, o índice Stoxx 600 teve queda de 0,9%.
As ações ON da Vale fecharam em queda de 2,58% e pressionaram o Ibovespa, assim como os papéis PN da Gerdau (-1,45%) e PNA da Usiminas (-1,83%). Considerando as incertezas locais e a perda de 3,36% no preço do minério de ferro na China, o mercado aproveitou para realizar parte dos ganhos recentes nesses papéis. CSN ON, por sua vez, conseguiu sustentar alta de 1,4%.
No acumulado da semana, contudo, esses segmentos ainda têm altas expressivas, com destaque para CSN ON, que sobe mais de 20%, e Usiminas PNA, com ganho de 11,7% — Vale ON sobe 7% desde segunda-feira.
Já as ações da Petrobras tiveram desempenho misto: enquanto Petrobras ON, teve alta de 0,61%, Petrobras PN recuou 0,79%. Os ganhos das ações ordinárias, mais negociadas pelos investidores estrangeiros, parecem estar relacionados à alta de 1,59% do petróleo WTI. Já os papéis PN sofreram com maior intensidade as oscilações de humor do mercado local.
O tom de maior cautela afetou negativamente as ações do setor bancário, que, em geral, assumiram um papel secundário no rali que levou o Ibovespa aos 100 mil pontos. As ações PN do Bradesco caíra 2,71%, as ON do Banco do Brasil recuaram 12,24% e as PN do Itaú Unibanco tiveram perda de 2,25%.
Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas
Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora
A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas
Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano
Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes
A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026
Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação
Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice
Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas
Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente
A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa
O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor
Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público