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Ao mesmo tempo em que deu sustentação à guinada de Lula ao centro, Geraldo Alckmin também precisou atenuar suas posições
Uma das frases mais impactantes de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no discurso de sua vitória nas eleições deste ano referia-se a sua ressurreição política.
“Eu me considero um cidadão que teve um processo de ressurreição na política brasileira. Tentaram me enterrar vivo, e eu estou aqui”, disse o agora presidente-eleito.
Mas Lula não era o único ressurreto no ecumênico palanque sobre o qual declarou vitória. A seu lado, discreto e sem o mesmo estardalhaço, o vice-presidente-eleito Geraldo Alckmin protagoniza um processo similar.
O ex-governador paulista foi dado como morto para a política ao término do primeiro turno das eleições presidenciais de 2018.
Pouco mais de um ano depois, em novembro de 2019, a estreia de um quadro na Band como “Doutor Geraldo”, referência a sua formação em medicina, parecia ser a tampa no caixão da morte em vida de Alckmin para a política.
Se você não se lembra disso, confirma no vídeo a seguir.
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Talvez por isso, muitos analistas de política deram de ombros quando Alckmin trocou o PSDB, partido que ajudou a fundar em 1988, pelo PSB no fim de 2021.
Ainda não estava claro naquele momento que, em uma articulação intermediada por Fernando Haddad e Márcio França, o movimento de Alckmin o transformaria no esteio de uma guinada de Lula rumo ao centro e o conduziria à Vice-Presidência da República.
Mas para entender como Alckmin ressuscitou, é necessário lembrar que, a exemplo de Lula, ele também precisou promover uma guinada em seu pensamento político, mas no sentido inverso, da direita para o centro.
Filiou-se ao MDB aos 19 anos. Logo em sua primeira eleição, em 1972, tornou-se o vereador proporcionalmente mais votado da história de sua cidade-natal, Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba.
Era o início de uma trajetória que o levaria a tornar-se prefeito de Pinda (1977), deputado estadual (1982), deputado constituinte (1986) e deputado federal (1990), antes de ser convidado por Mario Covas para vice em sua chapa ao governo de São Paulo, em 1994.
O convite tinha razão de ser. Quando deputado constituinte, Alckmin construiu a reputação de bom articulador político. Mais do que isso: sabia quando e como cobrar os compromissos costurados nos bastidores.
A habilidade começou a chamar ainda mais a atenção a partir de 1991, quando Alckmin tornou-se presidente estadual do PSDB.
Dali até as eleições de 1994, Alckmin construiu uma estrutura de alianças pelo interior de São Paulo que se fortaleceria com o passar dos anos e sustentaria uma hegemonia do partido no Estado que se estenderia por 28 anos, chegando ao fim justamente agora, em 2022.
Como vice de Covas, tocou o Programa Estadual de Desestatização ao mesmo tempo em que garantia que a bancada governista na Assembleia Legislativa atuasse como um verdadeiro rolo compressor.
Por mais barulho que a oposição fizesse, os interesses do Palácio dos Bandeirantes dificilmente acabavam contrariados pela Alesp.
Covas reelegeu-se governador em 1998, mais uma vez com Alckmin como vice. No início de 2001, porém, Covas sucumbiu a um câncer na bexiga e Alckmin foi alçado a governador.
Inicialmente visto como herdeiro político de Covas, conhecido pelas posições progressistas, Alckmin demorou a ser visto como um político conservador, embora nunca tenha feito nenhum esforço para esconder como realmente pensava.
Em 2002, Alckmin concorreu ao governo do Estado como cabeça de chapa do PSDB. O perfil austero e sóbrio de Alckmin inspiraria José Simão a cravar o apelido que o político carregaria pelas décadas seguintes sem se ofender publicamente: Picolé de Chuchu.
Diante da projeção proporcionada pelo cargo, Alckmin ignorou a fama de iguaria insossa na política nacional e decidiu tentar um voo mais alto.
O ano era 2006. O presidente era Lula e o antipetismo passava por um ápice na esteira do escândalo do mensalão.
Analistas políticos eram quase unânimes em projetar uma derrota de Lula contra quem quer que personificasse o antipetismo.
De um primeiro turno com sete candidatos, Lula e Alckmin emergiram para um tira-teima em 29 de outubro daquele ano.
Assim como agora em 2022, as eleições presidenciais de 2006 foram extremamente polarizadas. Juntos, eles concentraram mais de 90% dos votos em disputa. Lula bateu na trave, conseguindo 48,61% dos votos válidos na ocasião. Alckmin angariou apoio de 41,64% dos brasileiros.
A surpresa veio no segundo turno. Enquanto Alckmin optou por um discurso ainda mais duro, ancorado na percepção de que o antipetismo lhe renderia mais votos, Lula colou no adversário a pecha de “privatista”.
Como resultado, o petista amealhou 60,83% dos votos válidos no segundo turno. Por sua vez, Alckmin perdeu quase 1,5 milhão de votos em relação à primeira rodada.
Em tempo, são da campanha de 2006 as duras declarações de Alckmin contra Lula requentadas por Bolsonaro nas eleições deste ano.
Voltando à carreira política de Alckmin, ele arrumou um bico de secretário de Desenvolvimento de José Serra antes de sair novamente candidato a governador. Elegeu-se em 2010, reelegeu-se em 2014 e cacifou-se para disputar mais uma vez a Presidência da República em 2018.
Mais uma vez, Alckmin tentou surfar a onda de antipetismo desencadeada pela Operação Lava Jato antes de sua queda no descrédito.
Com apenas 4,76% da votação, terminou o primeiro turno em quarto lugar. Talvez tenha lido o próprio obituário político mais vezes do que gostaria, especialmente depois do quadro como “Doutor Geraldo” na Band.
A ressurreição política de Geraldo Alckmin começou a se desenhar em dezembro de 2021. Começou com sua desfiliação do PSDB seguida de filiação ao PSB.
Estava aberta a porta de uma costura política que envolvia Fernando Haddad e Marcio França, além de Lula e Alckmin, para a construção da frente política mais ampla possível para enfrentar Jair Bolsonaro.
Quando a aliança foi finalmente selada, houve quem jocosamente se referisse ao vice como o “camarada Geraldo”. Os mais otimistas lançaram que “lula com chuchu” seria a tendência gastronômica das eleições.
Na prática, a aliança serviu de esteio para que Lula trouxesse para sua órbita o mais amplo arco já formado na política brasileira, reunindo partidos e líderes que vão da esquerda à centro-direita do espectro nacional.
É claro que nada disso ocorreu sem os esperados atritos. Há tendências dentro do PT que veem os acordos com desconfiança. Mas o pragmatismo prevaleceu e — por mais difícil que seja mensurar alianças em votos — venceu.
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