Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Mercado de capitais

Crise de crédito no radar? Índice de debêntures cai 4% no mês com choque do coronavírus

Movimento derrubou por tabela o retorno de alguns fundos de crédito privado, que investem a maior parte do patrimônio em títulos de dívida emitidos por empresas

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
20 de março de 2020
15:39
Ibovespa mercados queda
Imagem: Shutterstock

O choque provocado pelo coronavírus também mexe no mercado de debêntures, os títulos de dívida emitidos por empresas. O Idex, índice calculado pela gestora JGP que mede o rendimento de uma cesta de papéis, acumula uma queda de 4% no mês – contra um CDI de 0,20% no período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse movimento derrubou por tabela o retorno de alguns fundos de crédito privado, que investem a maior parte do patrimônio em debêntures.

É claro que se trata de uma perda muito menor que a da bolsa. Mas qualquer solavanco nesse mercado assusta, já que estamos no terreno da renda fixa.

Eu conversei com gestores que atuam nesse mercado para entender as razões da nova queda e saber se há motivos para maiores preocupações.

A queda em si não destoa muito do que aconteceu no mercado de títulos públicos, que acumulam uma queda de 3,48%, segundo o IMA, índice calculado pela Anbima.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O principal risco de quem investe em crédito privado nem são essas oscilações de taxa, mas sim o calote da empresa que emitiu as debêntures. No momento em que se fala da possibilidade de uma crise de crédito derivada da paralisação da economia, todo o cuidado é pouco.

Leia Também

A avaliação dos gestores e outras fontes de mercado com quem falei é que as empresas emissoras de debêntures em geral estão em boa situação financeira. Mas alguns setores inspiram cuidados.

É o caso, por exemplo, de fundos que detêm certificados de recebíveis imobiliários (CRI) de shopping centers – que neste momento estão fechados ou registram uma forte queda no fluxo de pessoas.

Segunda crise

Essa é a segunda vez em menos de um ano que os fundos de crédito privado passam por uma turbulência. A queda no rendimento das debêntures – e dos fundos que investem nos papéis – acontece toda vez que os papéis são negociados no mercado a taxas de juros mais altas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso faz com que os fundos precisem registrar em suas carteiras a nova taxa, mesmo que não tenham negociado suas debêntures – da mesma forma que um gestor de ações precisa registrar o preço dos papéis que possui na carteira pelo valor negociado na bolsa.

Os gestores de fundos de crédito que eu ouvi atribuem a piora recente a esse movimento, conhecido como “marcação a mercado”. Assim como aconteceu na bolsa, o choque do coronavírus faz com que o número de vendedores de debêntures no mercado seja muito maior que o de compradores.

Esse mercado já havia passado por um solavanco no segundo semestre do ano passado. Foi um movimento de correção depois da forte captação apresentada pelos fundos – muitos deles vendidos de forma errada pelas plataformas de investimento como um produto para a reserva de emergência.

“As taxas já tinham ajustado bem no ano passado e estavam em um nível compatível com o risco de crédito. Agora tem uma componente de cautela”, me disse o sócio de uma gestora de fundos de crédito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre as empresas que costumam captar recursos no mercado com a emissão de debêntures, como as de energia elétrica, não houve um aumento de risco de crédito relevante, na visão desse gestor. “Outros setores como comércio, turismo e aéreas estão mais expostos, mas tipicamente essas empresas não costumam acessar o mercado de capitais.”

De um modo geral, a situação financeira das empresas hoje é bem mais saudável do que nos anos de recessão da economia brasileira, me disse David Camacho, gestor e sócio da Devant Asset.

“As companhias estão menos endividadas e com uma melhor posição de caixa. Elas vão sofrer na linha de receitas, mas pelos balanços que a gente acompanha conseguem aguentar.” – David Camacho, Devant Asset

Um levantamento feito pela XP Investimentos com gestores mostra que 67% deles veem algumas empresas e setores que podem ter uma piora no risco de crédito, mas nada preocupante por enquanto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outros 22% apontam uma piora significativa em empresas e setores específicos e 11% não viram nenhuma mudança na qualidade de crédito das companhias.

Por enquanto, cautela

Ainda que os fundos de crédito não venham a sofrer com eventuais calotes, o mercado de debêntures deve continuar sob pressão.

A postura da maioria dos gestores neste momento tem sido de manter recursos em caixa, ainda que as taxas dos papéis hoje no mercado estejam mais atrativas.

“A rentabilidade da nossa carteira hoje corre acima da meta dos fundos, então não requer que a gente reduza nosso caixa para conseguir retorno”, me disse o sócio da Devant.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NÃO FORAM SÓ AS AÇÕES

Títulos de renda fixa de Hapvida, CSN e Assaí também refletem momento difícil das empresas e veem forte queda no mercado

23 de março de 2026 - 19:04

Excesso de dívida e queima de caixa preocupam investidores, que exigem prêmio maior para manter papéis na carteira

RENDA FIXA

Tesouro Nacional reduziu o pânico, mas taxas dos títulos públicos devem continuar altas em resposta ao cenário global

20 de março de 2026 - 19:45

Tesouro fez recompras de títulos públicos ao longo da semana para diminuir a pressão vendedora, mas volatilidade deve continuar com escala da guerra no Oriente Médio

MEDO NO AR

Renda fixa: títulos públicos do mundo inteiro disparam com a expectativa de uma nova onda de aumento dos juros

20 de março de 2026 - 17:25

Preocupação com inflação levou o principal título da Inglaterra a oferecer 5% de juro, maior nível desde 2008; nos EUA, o Treasury de 30 anos chegou a 4,95%

SIMULAÇÃO

Renda fixa: quanto rendem R$ 10 mil no CDB, na LCA, no Tesouro Selic e na poupança com os juros em 14,75% ao ano?

18 de março de 2026 - 19:42

O Copom reduziu a taxa Selic, mas o retorno da renda fixa continua o mais atrativo do mercado; confira as rentabilidades

RENDA FIXA

Tesouro Direto: Prefixado a 14% e IPCA + 8% aqui não! Tesouro Nacional vai às compras e isso é bom para a sua carteira

17 de março de 2026 - 19:32

Iniciativa do Tesouro acalmou o mercado de títulos públicos e tende a diminuir preços e taxas diante da crise com a guerra no Oriente Médio

RENDA FIXA

O que vai acontecer com a renda fixa? Situação da Raízen (RAIZ4) e corte na Selic são motivos de alerta para gestores de fundos

16 de março de 2026 - 19:48

Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses

CRÉDITO EM CRISE

Raízen (RAIZ4): como ficam as debêntures, bonds e CRAs após o pedido de recuperação extrajudicial?

11 de março de 2026 - 18:33

Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora

ISENTO DE IR

Renda fixa: LCAs mais rentáveis de fevereiro pagam até 94,5% do CDI, sem imposto de renda; veja prazos e emissores

10 de março de 2026 - 19:45

As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR

CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte

9 de março de 2026 - 15:32

Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI

CRÉDITO PRIVADO

Os juros vão cair, e esses são os melhores setores para investir na renda fixa com a taxa Selic menor

23 de fevereiro de 2026 - 19:04

Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Renda fixa sem IR: é hora de investir em CRAs ou em debêntures incentivadas? A Sparta responde

23 de fevereiro de 2026 - 14:01

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

OPORTUNIDADE NO CRÉDITO

Não é hora de sair da renda fixa? Moody’s prevê bilhões em emissões no primeiro semestre

12 de fevereiro de 2026 - 18:58

Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor

RENDA FIXA

CDBs dos bancos Pleno, Original e Pine estão entre os mais rentáveis de janeiro, pagando até 110% do CDI; vale a pena investir?

10 de fevereiro de 2026 - 16:15

Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado

SEM CONFIANÇA

Raízen (RAIZ4) non grata: investidores vendem debêntures da empresa com prejuízo, diante de maior percepção de risco

9 de fevereiro de 2026 - 14:01

Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas

CARTEIRA RECOMENDADA

Livres de imposto de renda: as recomendações de CRI, CRA e debêntures incentivadas para fevereiro

6 de fevereiro de 2026 - 15:05

Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira

REAL VS. DÓLAR

Crédito privado em reais ou em dólar? BTG destaca empresas brasileiras para investir em debêntures e em bonds

5 de fevereiro de 2026 - 19:01

Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais

SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia