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Bolsa e dólar hoje

Ibovespa fecha em alta, pelo terceiro dia seguido

A boa influência veio dos EUA, onde as bolsas se recuperam do tombo de ontem. Houve também o toque mágico do presidente do Fed, Jerome Powell

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4 de janeiro de 2019
10:26 - atualizado às 10:00
Selo marca a cobertura de mercados do Seu Dinheiro para o fechamento da Bolsa
O número 1 do Fed isse que os dados econômicos dos EUA sugerem um bom momento para 2019 - Imagem: Seu Dinheiro

Realizando lucros ou na cautela com as declarações sobre a reforma da Previdência dadas ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, a Bolsa de Valores de São Paulo abriu esta sexta-feira em baixa (o,67% na mínima). Mas, novamente, houve uma virada e o índice fechou no azul, pelo terceiro dia consecutivo renovando recorde, com alta de 0,30%, aos 91.840 pontos. A boa influência veio de Nova York, onde as bolsas se recuperam do tombo de ontem, com alta no papel das empresas de tecnologia e o avanço do petróleo. Houve também o toque mágico do presidente do banco central americano, o Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. O dólar fechou a sexta-feira em queda de 1,04%, cotado a R$ 3,71 - menor valor desde 1 de novembro. Naquele dia, fechou a R$ 3,69. esta foi a quinta queda seguida da moeda.

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Ele falou

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que os dados econômicos dos EUA sugerem um bom momento para 2019. Isso favoreceu a queda do dólar mundialmente. Pela manha, antes de Powell falar em evento em Atlanta ao lado dos ex-presidentes do banco central americano Janet Yellen e Ben Bernanke, a divida dos EUA subia, impulsionada internamente pelos comentários do presidente Jair Bolsonaro sobre uma reforma da Previdência light. Também aconteceram ruídos de comunicação entre o presidente e o secretario da Receita Federal sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Mas venceu o Fed.

Powell afirmou que o relatório de empregos nos EUA (payroll) divulgado hoje foi bastante forte e que, de uma forma geral, 2018 foi um bom ano para a economia americana. Mas ele pontuou que os números não geram preocupação com a inflação. Os investidores vibraram.

Segundo Powell, os mercados financeiros estão precificando os riscos negativos. Ele destacou que o Fed está atento aos indicadores econômicos e "sempre preparado" para ajustar a política monetária, se necessário. "Seremos pacientes em observar a economia", comentou.

Em relação ao balanço da instituição, Powell pontuou que se o Fed concluir que as reduções estão causando problemas nos mercados, poderá rever sua política. "Estamos ouvindo o mercado e, se necessário, não hesitaremos em promover mudanças", afirmou.

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Em NY

As bolsas de Nova York ampliam a alta e o Dow Jones acumula ganho de mais de 700 pontos diante do otimismo com a economia americana expressado nos comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell.

Leia Também

Siderúrgicas e Vale

Beneficiadas pelo cenário mais positivo do exterior, as ações de siderúrgicas e de mineração ajudaram o Ibovespa decolar com grandes ganhos. Usiminas subiu 5,34%, seguida por CSN ON (4,61%). A blue chip Vale ON também se recuperou do tombo de ontem, com avanço de 6,51%, e Bradespar PN (importante acionista da mineradora) com 6,76%.  Para Legat, da Necton Investimentos, o bom humor externo se deve ao alívio com a aprovação do pacote de gastos na Câmara dos Deputados dos EUA, o que pode vir a encerrar a paralisação parcial do governo (shutdown), e o anúncio de uma reunião sobre comércio entre os EUA e a China na próxima semana.

Liquidação anual

O Magazine Luiza realizou hoje sua grande liquidação anual, aquela que faz as pessoas formarem fila durante a madrugada na porta das lojas. A empresa espera vender 300 mil celulares. Estão em oferta, nas 937 lojas físicas pelo País, quase um milhão de produtos com até 70% de desconto.

Na Bolsa, as ações das varejistas também tiveram com desconto. Magazine Luiza caiu 2,98%, assim como alguns concorrentes: Lojas Renner desvalorizou 3,74%, B2W declinou 3,38% e Iguatemi, 3,08%.

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Os bancos também entraram na mesma onda. Os bancos também tiveram realizações de lucro hoje. Os papéis do Itaú, por exemplo, caíram 1,68% e do Bradesco, 0,78%.

Cielo em 1º lugar

Campeã das altas do dia, Cielo ON subiu 7,45%. Pedro Galdi, analista da Mirae Invest, ressalta que o papel foi uma das maiores quedas da bolsa em 2018 (acumulou desvalorização de 58,15%) e está bem descontado. "A empresa passou por uma troca de presidente e enfrentou uma concorrência mais acirrada no ano passado. Como o cenário é benigno para a bolsa, os ativos de qualidade que afundaram nos últimos meses se tornam mais atrativos", avalia.

Decolagem mal sucedida

As ações da Embraer tiveram retração de 5,02%, após o presidente Jair Bolsonaro declarar preocupações sobre o acordo fechado pela companhia com a Boeing. Mais cedo, Bolsonaro afirmou, após cerimônia no comando da Aeronáutica, que de acordo com a última versão do contrato, informações tecnológicas podem ser repassadas à empresa de aviação americana. Bolsonaro não detalhou que tipo de dados poderiam ser acessados, mas falou em proteção do patrimônio nacional. O presidente afirmou saber da importância da fusão, mas ressaltou que "não podemos daqui cinco anos passar tudo para o outro lado".

Petrobras

Acompanhando a acelerada do petróleo e ainda repercutindo declarações positivas de seu novo presidente, Roberto Castello Branco, em seu discurso de posse, Petrobras subia 1,14% (ON) e 0,28% (PN). Castello Branco reforçou a necessidade de acabar com subsídios para os preços de combustíveis, de estimular a competição na área de refino e de vender ativos. Ele reafirmou que a companhia continuará praticando o preço dos combustíveis em paridade com o mercado internacional e disse esperar que outros players entrem no segmento de refino. O desinvestimento também seguirá e a nova gestão será "uma perseguidora implacável de desperdícios". Ele afirmou que a privatização da Petrobras não está na pauta do governo Bolsonaro.

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Taesa e Light

A unit da Taesa teve impulso de 3,95%, depois das declarações do governador de Minas Gerais (MG) Romeu Zema (Novo) sobre privatizações. Em entrevista à GloboNews, Zema comentou que seria mais factível começar o processo de privatizações com as subsidiárias das estatais, e citou nominalmente a Taesa, ligada à Cemig. Light ON, que também é controlada pela Cemig e está à venda, subiu 0,81%.
Aliado a isso, a Taesa também obteve ontem aprovação de benefício fiscal da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para as empresas Interligação Elétrica Paraguaçu e Interligação Elétrica Aimorés, em que a companhia participa em parceria com a ISA Cteep, na proporção igualitária de 50%.

Eletrobras

As ações da Eletrobras recuaram 0,70% (PNB) e 1,52% (ON), uma vez que os investidores venderam a ação na alta, para fazer dinheiro. No acumulado dos últimos dois dias a PNB da estatal subiu 21,4% e a ON avançou 28%. Segundo operadores, o ano de 2019 começou com uma série de boas notícias para a elétrica. A permanência de Wilson Ferreira Junior na presidência é a principal delas. Aliado a isso, o novo ministro de Minas e Energia, Almirante Bento Albuquerque, sinalizou que dará continuidade ao processo de capitalização da empresa e que pretende retomar as obras de Angra 3, paralisadas há três anos. Outras notícias comemoradas pelo mercado foram a venda de sua última distribuidora, a alagoana Ceal, e a expectativa de ressarcimento de danos referentes à Operação Lava Jato

 *Com Estadão Conteúdo

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