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Luis Ottoni
Luis Ottoni
Jornalista formado pela Universidade Mackenzie e pós-graduando em negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou nas editorias de economia nos portais G1, da Rede Globo, e iG.
Tomá Lá, Dá Cá

China joga bomba tarifária de volta aos EUA

Pequim anunciou que irá retaliar novas tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses anunciadas por Trump ontem.

18 de setembro de 2018
6:40 - atualizado às 15:46
Governo chinês disse que adotará retaliações contra novas tarifas dos EUAImagem: Shutterstock

O governo da China anunciou nesta terça-feira, 18, que vai retaliar as novas tarifas anunciadas pelos EUA ontem de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. A taxa foi anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, que ainda pretende subir a margem tarifária a 25% em 1º de janeiro de 2019. O Ministério do Comércio em Pequim ainda não deu detalhes de como irá responder.

Sem chances

A nova tarifa dos EUA entra em vigor na próxima segunda-feira e a China disse que adotará retaliações. "Nós lamentamos profundamente isso. A fim de salvaguardar seus direitos e interesses legítimos e a ordem comercial livre global a China terá de impor tarifas também", diz a nota oficial.

Rumo incerto

"Os EUA insistem em elevar tarifas, que trazem nova incerteza para as consultas entre os dois lados", afirma ainda o texto, colocando em dúvida os diálogos bilaterais previstos para este mês entre os dois lados para tratar das diferenças comerciais. "Espera-se que os EUA reconheçam as possíveis consequências negativas de tais ações e usem meios convincentes de corrigi-las em um momento oportuno", conclui o comunicado do Ministério do Comércio chinês.

Rumo à OMC

Pequim também anunciou hoje que entrou com um pedido na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas impostas pelos EUA.

Linha do tempo da crise

  • 1º de março: Trump anuncia tarifas em todas as importações de aço, alumínio e metais da China
  • 22 de março: Trump anuncia novos planos de impor tarifa de 25% sobre US$ 50 bilhões de bens chineses. A China responde, prometendo retaliar
  • 4 de abril: China anuncia uma lista de 100 bens que seriam tarifados equivalentes a US$ 50 bilhões
  • 21 de maio: após reunião, ambos países anunciam um acordo comercial para evitar tarifas
  • 29 de maio: Casa Branca anuncia que seguirá em frente com as taxas sobre os bens chineses
  • 15 de junho: Trump apresenta nova lista de bens chineses a serem tarifados, equivalentes a US$ 34 bilhões
  • 18 de junho: Trump ameaça nova tarifa de 10% sobre mais US$ 200 bilhões de bens chineses
  • 6 de julho: as primeiras tarifas, equivalentes a US$ 34 bilhões em bens chineses, entram em efeito
  • 10 de julho: os EUA divulgam uma lista adicional de US$ 200 bilhões em bens chineses que receberiam tarifa de 10%
  • 1º de agosto: Washington anuncia que irá dobrar tarifas de 10% para 25%
  • 3 de agosto: China anuncia que irá impor novas tarifas sobre US$ 16 bilhões em bens chineses, que entrarão em vigor no dia 23 de agosto
  • 7 de setembro: Trump ameaça impor novas tarifas sobre US$ 267 milhões em bens chineses
  • 17 de setembro: Trump anuncia tarifa de 10% sobre bens chineses ao dizer que a China não vem medindo esforços para "mudar suas práticas"
  • 18 de setembro: a China diz que não tem "escolha" a não ser retaliar as tarifas dos EUA
* Com Estadão Conteúdo
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