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SEM RECLAMAR

Um Darf de R$ 40 bilhões: família dona da Samsung paga ‘com gosto’ imposto recorde sobre herança

O valor cobrado é considerado o maior imposto sobre herança já pago na história da Coreia do Sul; herdeiros da Samsung consideram que "pagar impostos é um dever natural dos cidadãos"

Lee Jae-yong, CEO da Samsung Electronics
Jay Lee-yong, presidente executivo da Samsung Electronics. Ele é filho de Lee Kun‑hee, ex‑presidente da empresa que faleceu em 2020. - Imagem: Edição Canva Pro/Divulgação Samsung

A conta deixada pela herança do patriarca foi dividida em seis parcelas pagas ao longo de cinco anos. Agora, finalmente, a família por trás da gigante sul-coreana de eletro-eletrônicos Samsung acaba de quitar uma “dívida” de 12 trilhões de wons. O montante corresponde a cerca de US$ 8 bilhões, ou R$ 40 bilhões.

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O valor refere-se a um imposto sobre a herança de 26 trilhões de wons deixada pelo então presidente da empresa, Lee Kun-hee, que faleceu em 2020. O patrimônio incluía obras de arte de Picasso e Salvador Dalí, imóveis e ações

O pagamento, considerado o maior desse tipo já realizado na história do país, foi efetuado por Lee Jae-Yong, filho e atual presidente da Samsung, em conjunto com suas irmãs e sua mãe.

Apesar de o imposto equivaler a quase metade da fortuna deixada, a família Lee não se queixou publicamente. Pelo contrário. À época do acordo, os herdeiros da Samsung afirmaram que "pagar impostos é um dever natural dos cidadãos".

Imposto sobre herança alcança 46% na Coreia do Sul

A grandiosidade do valor não foi por acaso. A alíquota do imposto sobre herança na Coreia do Sul está entre as mais altas do mundo. No caso da Samsung, os herdeiros pagaram uma de cerca de 46%.

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O processo teve início em 2021 e foi concluído em maio de 2026, depois de seis prestações.

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À época do acordo, havia grande preocupação no mercado de que a família fosse obrigada a vender participações acionárias relevantes, o que poderia afetar o preço das ações ou até o controle e a governança do grupo.

Entretanto, o cenário foi diferente: nos últimos anos, a ação da Samsung foi impulsionada pela forte demanda global por chips de computador e de inteligência artificial, o que elevou significativamente seu valor de mercado.

Com isso, a família conseguiu quitar o imposto com recursos provenientes de dividendos, vendas pontuais e controladas de ações e do parcelamento legal, sem perder o controle da empresa.

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As coleções de artes foram doadas a museus nacionais e a outras organizações culturais.

A liquidação da alíquota foi vista na Coreia como um exemplo simbólico de responsabilidade social, sobretudo pelo país ser marcado pelas críticas ao privilégios concedidos a grandes conglomerados familiares.

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