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Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

ATA DO COPOM

Quando a Selic deve parar de cair? Copom diz que pode ajustar ritmo de cortes com extensão da guerra no Oriente Médio

O Comitê de Política Monetária avaliou que o balanço de riscos para a inflação segue mais elevado do que o usual, refletindo principalmente as incertezas em torno dos conflitos no Oriente Médio

Karin Salomão
Karin Salomão
5 de maio de 2026
9:52
Imagem: IA/ChatGPT

O incerto se tornou o novo normal, e o Banco Central está cada vez mais cauteloso. A autarquia publicou na manhã desta terça-feira (5) a ata da última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 14,50% ao ano.

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No documento, o comitê destaca o ambiente incerto com relação à guerra no Oriente Médio, ressaltando que a falta de perspectiva para a duração, extensão e desdobramentos exige maior cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.

Além das indefinições em relação aos desdobramentos das tensões geopolíticas, o BC também destacou a permanência de incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos.

"A ata teve tom hawkish, mais duro que o comunicado, e prepara o ambiente para uma revisão da estratégia atual", diz a Warren Investimentos em relatório. "O Copom eleva o tom, reconhecendo o cenário adverso e que deve, com serenidade, combatê-lo."

Economia no Brasil

Por aqui, a equipe pontua que a atividade econômica manteve trajetória de moderação no crescimento, como esperado, ressaltando que os juros altos por um período prolongado estão tendo resultado.

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“Mercados mais sensíveis às condições financeiras apresentam maior desaceleração, ao passo que mercados mais sensíveis à renda apresentam maior resiliência”, avaliam os especialistas no comunicado.

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O comitê ainda avalia que segue acompanhando de perto o mercado de trabalho. A taxa de desemprego tem se mantido em patamares historicamente baixos enquanto os rendimentos reais médios têm mantido a tendência de elevação acima do crescimento da produtividade do trabalho.

Inflação dá sinais de trégua

Sobre as expectativas para a inflação, o documento apresenta a avaliação de que até o inicio do dos conflitos, as leituras indicavam arrefecimento tanto no índice cheio, quanto em aberturas e medidas subjacentes. No entanto, as últimas divulgações mostraram sinais claros de efeitos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, ficando acima das projeções iniciais.

“Para além dos efeitos dos conflitos, mantém-se, de um lado, a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista e, de outro, a interpretação de que a política monetária tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada”, ressaltaram.

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O cenário de referência para a inflação acumulada em quatro trimestres para 2026 e para o quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, são, respectivamente, 4,6% e 3,5%.

Os riscos que ainda estão no radar

O Comitê de Política Monetária avaliou que o balanço de riscos para a inflação segue mais elevado do que o usual, refletindo principalmente as incertezas em torno dos conflitos no Oriente Médio.

Por outro lado, o colegiado também apontou riscos de baixa, como uma desaceleração mais intensa da atividade doméstica e global, além de queda nos preços de commodities.

O Copom ponderou ainda que a prolongação do conflito pode gerar efeitos mais duradouros nas cadeias produtivas. Parte desses efeitos já é sentido, como indicado pela piora nas expectativas para 2028.

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"Diante desse desancoramento adicional, o Banco Central terá menor espaço para o afrouxamento monetário pós-conflito — o ciclo de cortes de juros tende a ser menor do que o esperado antes do conflito", diz a Suno Research em nota.

No mercado, a expectativa para a Selic, que girava em torno de 12% a 12,50% ao ano, hoje é de cerca de 13% ao ano.

Se por um lado ainda há informações incompletas sobre o conflito no Oriente Médio e a sua ação, por outro já há impactos relevantes na inflação e nas expectativas para o futuro.

"A partir do momento em que os efeitos de primeira ordem, como combustíveis e fretes, começam a contaminar a cadeia produtiva, as expectativas de inflação e os salários, o impacto se torna mais duradouro. Essa é a grande preocupação levantada pelo Banco Central ao longo do comunicado", diz a Suno.

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Próximos passos

Ao discutir a condução da política monetária, o Copom indicou que decidiu dar continuidade ao ciclo de ajuste dos juros, avaliando que o longo período de taxa em nível contracionista já produziu efeitos sobre a desaceleração da atividade.

Nesse contexto, o Comitê considerou apropriada uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,50% ao ano, ressaltando que a magnitude e a duração do ciclo seguirão dependentes de novas informações.

A decisão reflete um cenário ainda marcado por incertezas, com sinais mistos sobre a atividade e os impactos inflacionários, especialmente diante de riscos geopolíticos.

O colegiado reforçou o compromisso com a convergência da inflação à meta, destacando que manterá uma atuação cautelosa e flexível, ajustando o ritmo da política monetária conforme a evolução do cenário.

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Com Money Times

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