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Entre tensão no Oriente Médio e expectativa de cortes de juros, especialistas indicam como equilibrar risco e proteção; confira a última edição do programa Onde Investir
O mês de maio começa com sinais cruzados que desafiam até os investidores mais experientes. De um lado, a guerra entre Estados Unidos e Irã entra no terceiro mês e mantém o risco geopolítico no radar global. De outro, os mercados seguem resilientes, renovando máximas em meio à disparada do petróleo.
No Brasil, o pano de fundo exige leitura cuidadosa. A inflação ainda pressionada convive com a expectativa de mais cortes de juros. Na última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), o Banco Central reduziu a Selic para 14,50%.
Já o dólar volta a operar abaixo dos R$ 5, impulsionado pelo fluxo estrangeiro e pelo diferencial de juros ainda elevado.
Em paralelo, a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 ganha tração e começa a escancarar quem está conseguindo navegar melhor esse ambiente complexo — e quem está ficando para trás.
É nesse cenário que surge a dúvida central: onde alocar o dinheiro agora? Para responder a essa pergunta, a jornalista Paula Comassetto conversa com especialistas do mercado na nova edição do Onde Investir.
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Ruy Hungria, da Empiricus Research, avalia que maio ainda começa sob elevada incerteza, sobretudo por causa do conflito no Oriente Médio. Ele defende uma carteira menos dependente da trajetória dos juros, já que a pressão inflacionária associada ao conflito tem adiado as apostas em cortes da Selic.
A principal mudança foi a troca de Prio (PRIO3) por Petrobras (PETR4) na carteira mensal, com base em um valuation mais atrativo da estatal e maior sensibilidade ao cenário eleitoral.
“Ainda vemos valor em petróleo, mas, após a forte alta de Prio, optamos por realizar ganhos e fazer a rotação”, afirma.
Na carteira de dividendos, a substituição foi de SLC Agrícola (SLCE3) por Vale (VALE3).
Segundo Hungria, a mineradora atravessa um momento operacional mais consistente, com avanços não apenas no minério de ferro, mas também na divisão de metais básicos — considerada peça-chave para a geração de valor nos próximos anos.
Na contramão da volatilidade do Ibovespa em abril, o IFIX mostrou resiliência e avançou de forma mais estável, encerrando o mês com alta de 1,53%, aos 3.929,91 pontos.
Segundo Caio Araújo, também da Empiricus, o desempenho reflete características estruturais do setor: menor volatilidade, previsibilidade de rendimentos e contratos frequentemente atrelados à inflação — um diferencial relevante em um ambiente de preços pressionados.
Entre os destaques, o analista aponta o segmento logístico, favorecido pela restrição de capital no mercado. Ele cita o BTLG11, pela exposição a São Paulo e capacidade de capturar melhores negociações, e o VILG11, que oferece potencial de ganho de capital com base em valuation.
O mês de abril foi positivo para os mercados internacionais, com recuperação após as tensões no Oriente Médio e liderança das big techs — o grupo das “sete magníficas” avançou cerca de 14%, superando o S&P 500.
Para maio, a Empiricus aumentou a exposição ao setor, com a inclusão da Meta, controladora do Facebook, na carteira de BDRs.
Segundo o analista Enzo Pacheco, apesar das preocupações com o aumento de investimentos, a companhia segue entregando crescimento robusto de receita e lucro, impulsionado pelo uso de inteligência artificial (IA) em publicidade.
“Há mais volatilidade, mas, nesse patamar de preço, vemos oportunidade”, diz.
Outra novidade é a entrada da Uber, refletindo a melhora estrutural do negócio. “A empresa deixou de queimar caixa e hoje é geradora de caixa, o que torna o papel mais atrativo”, afirma Pacheco.
Matheus Spiess, analista da Empiricus, avalia que os fundamentos que sustentaram o bom desempenho da bolsa brasileira no início de 2026 permanecem válidos, apesar do ruído recente vindo do cenário geopolítico.
Segundo ele, um ambiente global mais sensível a eventos desse tipo tende a aumentar a volatilidade, mas também abre espaço para reações rápidas dos mercados diante de sinais positivos.
Para maio, a recomendação é manter uma carteira equilibrada, capaz de capturar valorização sem abrir mão de proteção.
A estratégia combina exposição a ações — via ETFs e nomes mais resilientes —, títulos atrelados à inflação, que podem se beneficiar do debate fiscal, e ativos dolarizados como hedge em momentos de estresse.
Nesse contexto, a inclusão da Vale busca unir potencial de dividendos com proteção via exportação de commodities, enquanto a posição em ativos ligados a juros reais é mantida.
Apesar das incertezas sobre o fim da guerra entre Estados Unidos e Irã, o bitcoin voltou a ganhar tração e superou a marca psicológica dos US$ 80 mil, na segunda (4), pela primeira vez em três meses.
Segundo Valter Rebelo, analista da Empiricus, o movimento reflete a queda dos juros reais em um ambiente de inflação pressionada e taxas nominais estáveis, o que favorece ativos mais voláteis, como ações e criptomoedas.
Para o investidor, momentos de tendência positiva do bitcoin podem abrir espaço para aumento controlado de risco, com exposição a altcoins que tendem a superar o desempenho da principal criptomoeda.
Entre os destaques, Rebelo cita a Hyperliquid, plataforma baseada em blockchain que vem ganhando tração ao permitir negociações alavancadas de diferentes ativos.
Para conferir tudo o que foi dito sobre cenário e bons ativos para o mês de maio, confira a íntegra do programa no vídeo abaixo:
Rótulos precisam seguir parâmetros de transparência
A perspectiva de alta da inflação no país reflete a escalada das incertezas com a guerra no Oriente Médio, que provocou uma disparada nos preços do petróleo
Caixa Econômica Federal já está registrado apostas para o concurso especial da Mega-Sena 30 Anos, que segue regras parecidas com as da Mega da Virada, mas sorteio está programado apenas para o fim de maio
A frase de Adam Smith é uma das reflexões do livro “A Riqueza das Nações”, obra seminal do liberalismo econômico.
De benefícios sociais a prêmios milionários na loteria — confira as matérias mais lidas no Seu Dinheiro na semana e saiba como aproveitar as oportunidades de maio
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