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Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco) e “Abandonado” (Geração).
Bancos públicos

De volta às compras? Bradesco vai avaliar privatizações do governo Bolsonaro

“Com certeza vamos olhar”, disse Octavio de Lazari, presidente do banco, que também pode atuar como assessor nos processos de venda das estatais e subsidiárias dos bancos públicos

31 de janeiro de 2019
11:09 - atualizado às 11:26
Octavio de Lazari, presidente do Bradesco - Imagem: Divulgação/Bradesco

O Bradesco vai avaliar a possibilidade de participar das privatizações das subsidiárias dos bancos públicos que devem ser realizadas durante o governo Bolsonaro. A afirmação é do presidente do banco, Octavio de Lazari.

"Com certeza vamos olhar", disse Lazari, durante teleconferência com a imprensa para comentar o balanço do banco.

Ao comentar o assunto, Lazari chegou a se confundir ao dizer que não poderia participar das privatizações em razão das restrições impostas pelo Cade para aprovar a compra do HSBC. Mas depois foi lembrado de que a proibição para que o banco realizasse novas aquisições no mercado acabou no fim do ano passado.

Mesmo assim, disse que qualquer eventual novo negócio do banco terá de passar pelo órgão de defesa da concorrência.

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Assessoria

Além de potencial comprador, o Bradesco também pretende atuar como assessor nos processos de venda das empresas estatais, afirmou Leandro Miranda, diretor de relações com investidores do banco.

Os presidentes do Banco do Brasil, Rubem Novaes, e da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, já anunciaram que pretendem vender participações das subsidiárias dos bancos públicos.

Não serão privatizações "clássicas", já que os processos devem ser realizados por meio de ofertas públicas de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa, nas quais os bancos deverão manter o controle acionário, pelo menos em um primeiro momento.

A Caixa, por exemplo, pretende levar para a bolsa os negócios de seguros, cartões, loterias e fundos. O banco público também pretende atuar no mercado de maquininhas de cartão.

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