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Estudo revela que os maiores rendimentos estão fora das lideranças corporativas e exigem anos de formação

Cargos executivos costumam ser associados a altos salários, principalmente quando se pensa em nomes como Elon Musk, Jeff Bezos, Tim Cook e outros bilionários. No entanto, os CEOs ocupam apenas o 16º lugar entre as profissões mais bem remuneradas.
Os resultados mostram que boa parte dos maiores salários está concentrada na área da saúde. Além disso, assim como no mercado financeiro, a lógica da oferta e da demanda também influencia os rendimentos profissionais: muitas das carreiras mais bem pagas contam com um número reduzido de trabalhadores qualificados.
O ranking, elaborado pelo Visual Capitalist, utiliza dados do Bureau of Labor Statistics (BLS) para comparar os salários médios anuais e o número total de profissionais empregados nas ocupações mais bem remuneradas dos Estados Unidos.
Quem leva a medalha de ouro é um grupo da área da saúde com apenas mil profissionais em atividade.
Os cirurgiões pediátricos recebem, em média, US$ 450,8 mil por ano, o equivalente a cerca de R$ 2,27 milhões. Logo atrás aparecem os cardiologistas, com remuneração média anual de US$ 432,5 mil (R$ 2,18 milhões).
A lista segue dominada por profissionais da saúde até a 13ª colocação, quando a aviação entra em cena.
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A pandemia provocou escassez de mão de obra no setor, especialmente em cargos como pilotos, copilotos e engenheiros de voo. Como consequência, companhias aéreas como Delta, United e American Airlines concederam reajustes salariais entre 30% e 40%.
Hoje, esses profissionais recebem, em média, US$ 280,6 mil por ano, cerca de R$ 1,47 milhão.
Os CEOs não aparecem nem entre as 15 profissões mais bem pagas do ranking — mas existe uma explicação para isso.
A lista considera apenas os salários médios anuais, estimados em US$ 262,9 mil (R$ 1,32 milhão), sem incluir bônus, participação acionária e outros tipos de remuneração variável frequentemente recebidos pelos executivos.
Outra carreira que chama atenção é a de atletas profissionais, que ocupa a 18ª posição. Em média, atletas e competidores esportivos recebem US$ 259,8 mil por ano (R$ 1,31 milhão).
A média da categoria é influenciada tanto pelas superestrelas do esporte quanto pelos demais profissionais, que recebem valores significativamente menores.
Depois deles, a área da saúde volta a dominar o ranking. Apenas as quatro últimas posições pertencem a outros setores:
Nos Estados Unidos, os maiores salários estão concentrados na área da saúde devido à elevada exigência de formação, à escassez de especialistas e à forte demanda por serviços médicos.
Em média, essas carreiras exigem mais de dez anos de estudo e treinamento. Ao mesmo tempo, o envelhecimento da população amplia a necessidade de profissionais especializados, sustentando salários elevados em diversas especialidades médicas.
*Sob supervisão de Renan Dantas.
**Com informações do Visual Capitalist.
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