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2019-02-14T15:19:03+00:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Negócios à venda

Banco do Brasil quer ‘destampar valor’ com parcerias ou IPO de unidades

BB vai se desfazer de negócios que não guardem sinergia com atividade principal e buscar sócios em outras unidades, disse Rubem Novaes, novo presidente do banco

14 de fevereiro de 2019
10:35 - atualizado às 15:19
Presidente do BB, Rubem Novaes
Presidente do BB, Rubem Novaes - Imagem: Vinícius Pinheiro/Seu Dinheiro

A promessa de uma revolução dos negócios do Banco do Brasil (BB) foi reafirmada hoje pelo novo presidente da instituição, Rubem Novaes.

Além de se desfazer de negócios que não guardem sinergia com atividade principal, estratégia que já vinha sendo adotada pela gestão anterior, o BB vai buscar sócios nas unidades cujo desempenho esteja ligado à rede ou ao balanço do banco.

"Podem ser parcerias que façam sentido ou a abertura de capital, em ambos os casos destampando valores", disse Novaes, em entrevista coletiva na sede do Banco do Brasil em São Paulo.

O BB registrou lucro líquido de R$ 13,513 bilhões no ano passado, um aumento de 22,2% em relação a 2017. O resultado ficou acima das estimativas do mercado.

A estratégia do BB na nova gestão será focar na atividade de varejo e, na área de empresas (corporate), ajudar a estimular as operações no mercado de capitais, segundo Novaes.

"Nossa administração será marcada pela maximização de valor para os acionistas e transparência para a sociedade", disse.

Sem "despetização"

Novaes disse que não viu a necessidade de fazer no Banco do Brasil a chamada "despetização", como o presidente Jair Bolsonaro afirmou que faria na administração federal.

"Se houve um movimento de petização, foi mais num passado já remoto. No grupo que encontrei hoje na direção do banco, percebi um foco totalmente profissional na equipe."

Novaes afirmou que, de fato, tinha a intenção de "mudar tudo" quando assumiu a presidência do BB. "Mas quando comecei a ter contato, vi que a equipe é altamente profissional e sem viés político e ideológico."

"Pergunte para mim"

Durante a entrevista coletiva, eu perguntei a Novaes sobre a situação da BB Seguridade. A empresa que reúne as participações do banco em seguros e previdência foi incluída na lista do governo federal para uma possível venda ou parceria. Só que a BB Seguridade já foi alvo de uma oferta pública de aquisições (IPO, na sigla em inglês).

"Quando a imprensa quiser saber o que vai acontecer com o Banco do Brasil, pergunte ao presidente do Banco do Brasil", respondeu Novaes, ao negar que haja algum plano de venda adicional de ações da BB Seguridade.

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